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David Bowie manda notícias que está vivo e à toda ao nos revelar uma faixa inédita em mais uma de suas coletâneas (chamada Nothing Has Changed). Lá vem um épico que funde free jazz e canção tradicional em sete minutos de uma a bateria que caminha para o lado, observada à distância por uma nuvem de metais atonais enquanto Bowie, crooner sofisticado e rebelde como seu ídolo Scott Walker, percorre fiel à melodia de uma canção escrita e gravada em parceria com a Maria Schneider Orchestra, durante o verão nova-iorquino passado. “Sue (Or in a Season of Crime)” não é uma faixa memorável mas está longe da mesmice, mostrando que Bowie segue o mesmo Bowie – sempre tentando fazer algo diferente.

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E que tal essa espetacular versão indiana para a faixa-símbolo de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos?

Essa versão de “Time Out”, do Dave Brubeck Quartet, é apenas uma das versões feitas pelo grupo paquistanês Sachal Studios Orchestra, que também fez versões parecidas para “Eleanor Rigby”, dos Beatles, e “Everybody Hurts”, do R.E.M. Ouça:

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Melody Prochet, dona de um dos melhores discos do ano passado, dá notícias de novo, com um single produzido por ela mesma, que mostra que ela vai sair debaixo da asa de Kevin Parker, do Tame Impala, que produziu seu primeiro disco. “Escrevi e produzi a música e estou lançando-a eu mesma. ‘Shirim’ é muito simbólica e eu espero que vocês gostem. Estou gravando mais músicas agora e lançarei meu segundo disco em 2015”, ela escreveu no Facebook. “Shirim” é deliciosa, dá uma sacada:

…um caranguejo de 15 metros! Será montagem ou Cthulhu vem aí?

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Vi no Eita.

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Às vésperas de completar duas décadas de existência, o Wilco preparou dois sets comemorativos em forma de disco – a coletânea dupla What’s Your 20 (que reúne os principais hits da história da banda) e a caixa quádrupla Alpha Mike Foxtrot Rarities (que compila músicas que não entraram na discografia oficial do grupo). As duas coletâneas foram organizadas pela produtora Cheryl Pawelski, que também organizou as caixas Keep an Eye on the Sky do Big Star e A Musical History da The Band (duas caixas preciosíssimas, diga-se de passagem). As duas coletâneasestão em pré-venda e a ordem das faixas de ambas segue abaixo.

Dentro das comemorações do novo aniversário, a banda de Jeff Tweedy também anunciou sua residência por uma semana no Riviera Theatre, em sua cidade-natal Chicago, nos EUA. Por seis dias consecutivos entre 5 e 12 de dezembro, a banda fará seis shows diferentes, tocando material de diferentes épocas num evento perfeitamente chamado de Wilco Winterlude. A residência faz parte das comemorações do Holiday Concert For the Kids, da rádio local WXRT, que estimula os convidados a trazer brinquedos e livros usados para serem doados para hospitais infantis. Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta, pra quem quiser se arriscar…

Abaixo, as faixas das duas coletâneas recém-anunciadas:

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O ano que vem começa com disco novo do Belle & Sebastian. Girls in Peacetime Want to Dance é o primeiro disco da banda desde Write About Love, de 2010, e acaba de ter sua capa revelada pela banda, que também adiantou o nome das músicas (com títulos como “Nobody’s Empire”, “The Cat with the Cream” e “Enter Sylvia Plath”, veja abaixo). O disco será lançado pela Matador, que além da versão em vinil duplo também contará com uma edição limitada em quatro vinis, trazendo versões alternativas, mixagens diferentes e músicas extras, além de um pôster.

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A banda escocesa também está lançando seus onze (!!) discos em reedições em vinil.

Eis as faixas do próximo disco:

“Nobody’s Empire”
“Allie”
“The Party Line”
“The Power of Three”
“The Cat with the Cream”
“Enter Sylvia Plath”
“The Everlasting Muse”
“Perfect Couples”
“Ever Had a Little Faith?”
“Play for Today”
“The Book of You”
“Today (This Army’s for Peace)”

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No episódio da semana passada de South Park, o desenho norte-americano revelou o segredo da cantora adolescente neozelandesa Lorde – ela, na verdade, é o pai de Stan, um dos protagonistas do seriado:

A própria Lorde não acompanha o desenho, mas curtiu a “homenagem”:

E depois aproveitou pra dizer que quem a dublou foi a cantora Sia:

E como se não bastasse, ela ainda cantou o trecho em que o pai de Stan finge que é Lorde, lembrando da noite em que ela e sua equipe assistiram ao episódio, em entrevista ao site neozelandês 3news.

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Estamos, eu e minha mulher, desde o mês passado, cuidando das mídias sociais do documentário Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg. O filme conta a história da democracia corinthiana de Sócrates, Wladimir e Casagrande, que peitou a hegemonia de Vincente Matheus ao mudar a hierarquia de funcionamento da equipe. Mas o documentário não é só futebol e observa o que aconteceu no Corinthians no início dos anos 80 sob dois outros prismas: o político, quando a ditadura militar começava a perder forças, principalmente a partir do movimento Diretas Já, e o cultural, quando uma nova geração de bandas começa a questionar o autoritarismo dos dias de chumbo.

Narrado por Rita Lee e com uma das últimas entrevistas do grande Sócrates, o filme vai ser exibido apenas em sessões fechadas nesse fim de semana em algumas cidades (saiba mais como comprar seu ingresso pelo site oficial do documentário) e tem pré-estréia gratuita hoje, às 20h, no Museu do Futebol, ali no Estádio do Pacaembu. É só chegar uma horinha antes pra garantir seu ingresso de graça. Olha o trailer, que delírio:

Curta a página no Facebook do documentário aqui, aqui tem o Twitter, aqui o Instagram e aqui o canal do YouTube. E dá uma fuçada porque tem bastante conteúdo!

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Vamos ver se o disco novo do Thurston Moore é tudo isso que prometia…

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E o menino André Paste cresceu. Lembro quando o conheci: estávamos no auge da Gente Bonita quando um moleque ainda menor de idade, vindo de Vitória, no Espírito Santo, me adicionou no MySpace, linkando mixtapes que misturavam Amy Winehouse com Companhia do Pagode, nitidamente influenciadas pela fase mashup de João Brasil. Trouxe Paste para tocar em São Paulo pela primeira vez (em 2009, no Vegas) e de lá ele foi pro mundo: tornou-se conhecedor de tecnobrega, integrou a Avalanche Tropical, fez dupla com o Dago e agora, cinco anos depois de pisar em São Paulo pela primeira vez, ele lança seu primeiro disco solo.

Mas ao contrário do previsto Shuffle passa longe do oba-oba e da putaria típicas de suas discotecagens – ele prefere baixar os BPMs e convidar velhos amigos (João Brasil, Silva, We Are Pirates) para um disco pensativo e com um quê melancólico, mesmo com as brincadeiras tipicamente brasileiras (como convidar Waldo Squash da Gang do Eletro para seu “Réquiem para Tiësto” ou chamar Mozine, da banda de hardcore Mukeka di Rato, para ler o “Horóscopo”). Do disco todo, pinço a new rave “Cosmos”, que além de conversar com discos importantes de 2014 como o Our Love do Caribou e o It’s Album Time do Todd Terje ainda tem o trunfo de ser a primeira coisa envolvendo o Holger que eu consigo gostar.

Bati um papo por email com o André sobre o disco novo, que segue na íntegra ao final do post e pode ser baixado por aqui:

Quando você teve a ideia de lançar um disco solo? Por que um trabalho autoral?
Essa ideia tá na minha cabeça há uns três anos, não tem aquele lance de que antes de morrer você tem que escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, então, eu só queria ter um disco hahaha era meu único desejo até agora.

O disco também foge do clima alto astral das suas discotecagens pra preferir um caminho mais downtempo…
Eu quis fazer um disco good vibe, sem me prender muito a bpm’s altos. Na real as músicas aconteceram naturalmente, chegou um momento que eu percebi que o disco estava ficando mas downtempo, mas eu curti.

As participações especiais já estavam definidas quando você começou a compor o disco?
Já, o conceito do disco, de convidar vários amigos vindos de formações musicais diferentes veio antes da composição dele. Queria juntar pessoas que gosto no disco.

O disco vai sair num formato físico? E como vai ser o show?
Vai sair em CD físico sim, em mais ou menos um mês já esta pronto. Estou esperando o lançamento pra começar a formatar o show, mas quero fazer poucas apresentações, vão ser shows bem pontuais.

Quais seus próximos passos, depois desse disco?
Não sou muito de fazer planos não, vou deixar acontecer naturalmente daqui pra frente.

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