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Mais uma Noite Trabalho Sujo no Apartamento Byob daquelas: calorão, hits, sorrisos e gente cantando e dançando até não aguentar mais. As fotos da Natália (que também está fazendo gifs, olha só!) capturam o clima da já clássica sexta-feira…

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A bola já vinha sendo cantada há um tempinho e o próprio Paul McCartney confirmou nessa segunda que fará mais três shows no Brasil ainda em novembro deste ano: dia 10 em Vitória, dia 23 em Brasília e dia 25 em São Paulo. Agora só falta os Stones e o Who confirmarem no início do ano que vem.

Dinheiro pixelado

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E por falar em Noruega, esse é o verso das novas notas de coroas norueguesas, que devem começar a circular em 2017 – tudo pixelado. A versão foi uma proposta de uma parceria entre a empresa de arquitetura Snøhetta e o estúdio de design The Metric System. Do lado de frente, imagens tradicionais que remetem à cultura do país. Na parte de trás, paisagens do litoral escandinavo pixeladas de acordo com o valor das notas e a intensidade na Escala de Beaufort, que mede a força dos ventos. Vale dar uma sacada no PDF divulgado pelo Norgens Bank, em que eles mostram os desenhos finalistas para este novo dinheiro.

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Vi no Brainstorm9.

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Eis mais duas músicas do último álbum da dupla norueguesa Röyksopp, que está anunciando o disco The Inevitable End, como o fim de sua discografia no formato álbum. O que eles vão fazer a seguir está em aberto (só singles? DJ sets? Mixtapes? EPs?), mas pelo teor do disco até agora, vai ser uma bela despedida. Ouça “Sordid Affair” abaixo e siga esse link para ouvir a triste “You Know I Have To Go”.

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Filho de Ivan Reitman (diretor de sessões da tarde clássicas como Caça-Fantasmas 1 e 2, Dave – Presidente por um Dia, Irmãos Gêmeos, Um Tira no Jardim de Infância e Space Jam), Jason Reitman aos poucos vem se firmando como um dos diretores-cronistas desse início de século, pai de alguns filmes que cutucam veias específicas de nossos dias, como Juno, Obrigado por Fumar, Amor Sem Escalas e Jovens Adultos. Seu novo filme, Homens, Mulheres e Crianças, parece vir como um bom comentário sobre nossos dias digitais, veja:

Mas a Gi Ruaro assistiu ao filme no London Film Festival que está rolando essa semana, não gostou e, desapontada, pediu para escrever um texto sobre o filme pra cá. É a velha história: a internet sendo tratada como um universo à parte, não como parte de nós. Fala Gi:

Voyager. Em 1977, NASA enviou uma sonda para o além-sistema-solar. Dentro desta sonda, Carl Sagan fez a curadoria da cultura de nosso planeta azul para o infinito e além. O material é feito para durar bilhões de anos e para que um dia seja encontrado por alguém ou algo ou sei lá. Quem sabe? Estamos lidando com uma escala de tempo e distância que não podemos imaginar. Músicas, ‘olá’ em 59 línguas diferentes, o som das ondas na praia e do vento nas árvores. O som de um beijo. Uma foto da Terra como um pontinho azul. Nossa existência.

Assim começa Men, Women & Children, o novo filme de Jason Reitman. Mas o filme não é sobre Sagan, Voyager ou o universo, é sobre o nosso mundo conectado e as consequências em nossos relacionamentos. Realmente estamos vivendo uma revolução tecnológica e Hollywood ainda não conseguiu capturar em filme como usamos mídias sociais no cotidiano. Então que maneira melhor de demonstrar isso do que reduzir o zeitgeist a uma série de histórias sobre a classe média americana, com educação superior, branca, hétero e egoísta?

O filme tem seus méritos. Talvez seja a primeira vez que vemos World of Warcraft retratado como uma mídia social, que falam sobre as consequências de thinspo na autoestima de meninas, que casais são mostrados jogando Words With Friends na cama, trolling, sexting, cultura de celebridades, paranoia dos pais preocupados com segurança online, pornografia, “let’s occupy Facebook with art”, e “rape culture” – tudo em um só filme. Só faltou #gamergate. Mas ao tentar abordar tanta informação, o filme virou isso mesmo: um monte de referencias perdidas num emaranhado de clichês americanos.

Talvez seja esse o verdadeiro zeitgeist: Hollywood, Jason Reitman e o personagem da mãe preocupada (Jennifer Gardner, mais insípida que nunca) realmente não conseguem acompanhar as importantes mudanças que comunicação online traz a nossa cultura e vida social. Ou ainda, o processo de filmar é longo demais para sobreviver um mundo sempre a busca do Ello perdido.

Dá pra perdoar alguns detalhes, mas nossos avós já estão no Facebook e e vamos continuar fingindo que “os jovens estão fora de controle”? Que videogames são do mal? Que tumblr é só uma plataforma para selfies? Que a grande experiência de viver está offline? Sério mesmo? Sérião, Jason?

O filme é tão desconectado da nossa conectividade (perdão pela pieguice) que é difícil analisar a atuação de Adam Sandler, ou a narração de Emma Thompson falando “titty fuck cum queen” com sotaque britânico, ou Hank de Breaking Bad perdidão.

E que o Carl Sagan tem a ver com tudo isso? Sei lá. Ele não gostou da adaptação de Contatos com Jodie Foster, questionando a ressonância emocional e veracidade do roteiro. Mas esse, esse é o filme que Carl estava esperando. Hashtag só que não.

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Fundada em San Francisco, nos EUA, pelo bispo Franzo King e sua esposa Marina King em 1971, a Saint John Coltrane African Orthodox Church louva a presença do espírito santo através dos solos espiritualistas do grande saxofonista. Esse minidocumentário dos diretores Jeff Swimmer e Gayle Gilman conta um pouco da fusão entre religião e jazz na cabeça e coração dos frequentadores do templo.

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Quando começou a pensar em fazer a primeira temporada de True Detective, o escritor Nic Pizzolatto passou algumas horas vasculhando o resultado das buscas pelas palavras “satanism”, “preschool” e “Louisiana” para ajudar a compor a história central do grande acontecimento de 2014 que foi a série. A equipe da Vice norte-americana também fuçou os resultados dessas buscas e encontrou uma história ainda mais escabrosa do que a inventada por Pizzolatto, contada no minidocumentário abaixo.

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Formação completa para um experimento primaveril para abrir suas cabeças: mais uma Noite Trabalho Sujo no Apartamento Byob à vista, nos levando para as outras dimensões da pista de dança, longe da afetação e do carão típico das noites sem graça. Enquanto outros congelam no ar condicionado do carão, nós deitamos e rolamos nas paredes suadas de um inferninho feliz, que sempre toca aquela música que você queria ouvir ou aquela que você nunca imaginou que pudesse gostar. Nossa missão nessa sexta é levar corações e mentes para as diferentes realidades paralelas que habitam nossa consciência – da memória aos dejavus, das fortes intuições aos bons presságios. Ao som da trilha sonora de nossas vidas… Os nomes para a lista de desconto podem ser mandados até às 21h pro email noitestrabalhosujo@gmail.com

“Deixe todos seus pensamentos renderem-se ao vácuo…”
Trabalho Sujo @ Apartamento Byob – Consciência em Expansão
Sábado, 10 de outubro de 2014, a partir das 23h
Com: Alexandre Matias, Luiz Pattoli, Babee e Danilo Cabral
Apartamento Byob: Rua Oscar Freire, 2298. Ao lado do metrô Sumaré.
– R$ 30 / R$ 20 com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com

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Nessa onda de artistas pop fazendo shows para o público infantil, um das mutações mais legais é o tributo que o BNegão e seus Seletores de Freqüência fazem para a trilha clássica do Sítio do Picapau Amarelo – a começar pelo rapper vir fantasiado de Tio Barnabé, num cosplay inacreditável. O grupo se apresenta com essa formação mais uma vez nesse fim de semana do dia das crianças no Teatro Paulo Autran nos dias 11 e 12 de outubro, a partir das 18h, e o Bernardo descolou cinco pares de ingressos para quem quiser ir no show de domingo, além de um MP3 em que a banda revisita a Cuca pelos riffs do Black Sabbath.

Pra ganhar o ingresso é só responder aí na área de comentários qual é o seu personagem favorito do Sítio do Picapau Amarelo e porquê até às 19h dessa sexta. Publico o resultado em seguida.

E aqui tem um vídeo com a banda tocando outra música clássica do programa, “Saci Pererê” do Jorge Ben:

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Um dos grupos mais subestimados dos anos 90, o trio Sleater-Kinney está sendo revisitado por sua gravadora Sub Pop numa caixa com os sete discos de sua carreira lançados em vinil na caixa Start Together. A caixa com sete discos também vêm numa versão colorida, como postou a guitarrista Carrie Brownstein, hoje uma atriz de sucesso no seriado Portlandia, em sua conta no Instagram.

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Lindaço, hein. Resta saber se isso pode ser um aceno pra volta da banda. Não seria nada mal…