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Neil Young não para – e depois de lançar um disco gravado numa cabine telefônica, apresenta seu novo projeto: Storytone, um disco gravado sozinho que, na versão deluxe, tem uma segunda versão, gravada com uma orquestra com 92 músicos. Ouça só como ficou a versão para “Who’s Gonna Stand Up?”, que eu já tinha postado aqui, acompanhada da tal orquestra:

O músico ainda encontra tempo para lançar um segundo livro de memórias, chamado Special Deluxe: A Memoir of Life & Cars, além de continuar vendendo seu tocador de música chamado Pono. Em uma das entrevistas de divulgação do novo disco, o velho canadense passou pelo programa do polêmico radialista Howard Stern e aproveitou para explicar para Stern porque o Crosby Stills Nash & Young não deve voltar a tocar nunca mais. “Tocar com Stills e Nash era realmente ótimo”, mas quando foi perguntado sobre David Crosby, apenas respondeu que “desejo o melhor para ele (Crosby) em sua vida.” E acrescentou: “Já estivemos juntos por muito tempo. Fizemos muitas coisas boas. Por que devemos voltar juntos e celebrar o quanto éramos bons? Que diferença isso faria? Não é pelo público e também não é pelo dinheiro.” Dá pra ouvir o programa inteiro abaixo (em inglês):

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O single de “Shake it Off” foi uma grata surpresa, mas não acenava propriamente uma mudança drástica na carreira de Taylor Swift, uma das maiores popstars do mundo hoje. Mas “Out of the Woods”, revelado essa semana, mostra que a cantora está mesmo em mutação, com uma música que lembra mais a dance melancólica de artistas como Chvrches ou Sky Ferreira do que uma música que vá estourar nas paradas de sucesso para adolescentes crescidos. As duas faixas – dois polos distantes do que se esperaria de uma música nova de Taylor Swift – estarão no próximo disco da cantora, 1989, que será lançado no mês que vem.

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Clima bizarro, trilha sonora tranquila.

Ariel Pink – “Everybody”
David Bowie – “Sue (or in a Season of Crime)”
Melody’s Echo Chamber – “Shirim”
Thiago Pethit – “Romeo (Adriano Cintra Remix)”
André Paste + Holger – “Cosmos”
Röyksopp + Ryan James – “Sordid Affair (Maceo Plex Remix)”
Aluna George – “Supernatural”
MØ – “Walk This Way (Slowolf Remix)”
Taylor Swift – “Shake It Off”
Flight Facilities + Emma Louise – “Two Bodies (HNNY Remix)”
Mahmundi – “Sentimento”
Tiê + David Byrne – “All Around You”
Tielman Brothers – “18th Century Rock”
Banda do Mar – “Pode Ser”

Aqui ó.

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Mafalda completou 50 anos este ano e aproveitando esse gancho a exposição O Mundo de Mafalda chega a São Paulo no dia 17 de dezembro, na Praça das Artes, no centro. Ela conta a história da personagem argentina, de seu autor Quino e recria momentos das tiras, especialmente o apartamento onde a pequena Mafalda mora com seus pais e irmão e chega à cidade depois de passar pela Argentina, Chile, México e Costa Rica. Veja algumas imagens da exposição em fotos retiradas da página do evento no Facebook:

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cave

Notícias de Nick Cave pra quem gosta de Nick Cave: toda sua discografia com os Bad Seeds será relançada em vinil entre o fim deste ano e o começo do ano que vem. É uma história de 14 álbuns que completa 30 anos com o aniversário do primeiro disco da banda, From Her To Eternity, de 1984. A remasterização foi feita por Mick Harvey, fiel escudeiro de Cave, e os primeiros discos saem agora, dia 27 – From Her To Eternity, The Firstborn Is Dead e Your Funeral… My Trial. No dia 17 de novembro chegam às lojas Nocturama, o irrepreensível Abattoir Blues/The Lyre Of Orpheus e o recente Dig, Lazarus, Dig!!!!. Dia 24 é a vez de Kicking Against The Pricks e o filé mignon da discografia do australiano fica pra 2015, com os relançamentos de Tender Prey, The Good Son, Henry’s Dream, Let Love In, Murder Ballads, The Boatman’s Call e No More Shall We Part.

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Emicida lança seu disco mais recente em vinil num show nessa quinta e sexta no Sesc Pinheiros e eu tenho um par de ingressos aqui pra sortear para o primeiro dia. E o show que o rapper apresentará nessa semana não é o mesmo em que lançou o mesmo álbum, há um ano, no mesmo Teatro Paulo Autran. Para apresentar o vinil d’O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, Emicida também desenterrou clássicos de sua curta e notável carreira, como “E.M.I.C.I.D.A” , “Só Mais Uma Noite”, “Cacariacô”, “Rua Augusta” e “Então Toma” e vai inclusive assumir a MPC em uma das músicas. Ainda há ingressos à venda, mas quem quiser concorrer a um par de ingressos pra essa quinta-feira é só contar qual é a sua música favorita do Emicida e explicar por quê (e não esqueça de colocar seu email pra que eu entre em contato). Abaixo os vídeos que fiz do show de lançamento desse disco mais recente, no ano passado.

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Minha incansável busca pelo Bloody Mary perfeito via Instagram começou de brincadeira e foi parar na matéria de capa do caderno Comida da Folha de São Paulo de hoje. Segue o texto:

Na busca do drinque perfeito, o que importa é a própria busca

Desceu tão bem que eu tive que registrar. Era véspera do Natal de 2012 em Nova York eu fui com minha mulher comer no bistrô Artisanal, na Park Avenue.

Vinha de um ano embalado em bloody marys feitos em casa, na minha primeira e quase irônica tentativa de voltar a cozinhar —fazendo um drinque.

Mas quando tomei o bloody mary daquele lugar, puxei o celular discretamente para lembrar-me da cara dele. Ao chegar de volta ao hotel, marquei a foto com uma hashtag de brincadeira, que deu origem a uma caça: #embuscadobloodymaryperfeito.

Sabia da contradição. Afinal, ao contrário da maioria dos drinques, o bloody mary não tem receita específica —e até sua origem histórica é uma das mais imprecisas entre as bebidas modernas.

Ele vai ao gosto do barman, que por vezes prefere mais encorpado, outras mais suave, umas vezes mais discreto e outras mais marcante. Não há bloody mary perfeito e sim aquele que cai do jeito certo na hora certa (como os do Sub Astor, do Epice, do Bravin, do Jacarandá, do Mimo, do Ecully, do Ici ou do Spot).

Já desdenhei da mistura como troçava meu mestre da cozinha, o saudoso Fred Leal, que sempre ria ao ver o drinque e pedia para “jogar logo uma carne moída pra agilizar esse bolonhesa!”. Mas o bloody mary bateu naquela hora mágica —a da ressaca.

A mistura embrenha-se nas entranhas e na cabeça com a mesma intensidade, acalentando enquanto arde, despertando e desopilando —e, de repente, o estalo que faz tudo aquilo fazer sentido.

Sigo em busca do cálice inalcançável. Atrás do equilíbrio exato dos sabores do tomate, do álcool e do limão, da espessura densa do suco de tomate feito em casa, do ponto perfeito entre a ardência da pimenta e o salgado do molho inglês, sal de aipo na borda do copo, sem muita frescura na decoração (basta só uma rodela de limão…) e, de preferência, um canudo preto. Sem bacon, sem guarda-solzinho, sem aquela triste cenoura ornamental.

O que importa é a busca, afinal.

Alexandre Matias, 39, é jornalista e busca o bloody mary perfeito em sua conta no Instagram @trabalhosujo

ROMEO REMIX OFFICIAL SINGLE COVER

Calma que tá tudo certo com os dois – o que aconteceu é que o Thiago Pethit liberou “Romeo”, o primeiro single de seu novo disco, pro Adriano Cintra remixar. Ficou massa.

Dá pra baixar lá no site do Thiago.

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Na minha segunda coluna na Caros Amigos eu falei do projeto Goma Laca, cuja edição de 2014 teve Letieres Leite comandando disco e show com Lucas Santtana, Karina Buhr, Juçara Marçal e outros recuperando pérolas esquecidas da música brasileira registradas em discos de 78 rotações. Fiz uns vídeos desse show:

MP3 em 78 rotações
Projeto Goma Laca resgata canções da primeira metade do século passado nas vozes de novos nomes da música brasileira

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Quem chegasse no Centro Cultural São Paulo (CCSP), próximo à Estação Vergueiro do metrô paulistano, no início da noite do dia 23 de agosto poderia achar que a nova música brasileira estivesse celebrando João Donato. Numa banda comandada pelo maestro Letieres Leite, o mago baiano dono da Orkestra Rumpilezz, Lucas Santtana, Duani e Karina Buhr repetiam os versos de “Cala a Boca, Menino” que Donato eternizou em seu clássico Quem é Quem, de 1973.

Mas “Cala a Boca, Menino”, embora tenha sido popularizada por João, não é nem de Dorival Caymmi, cujo crédito estampa o rótulo do velho vinil. Na verdade suas origens remontam à capoeira do início do século passado e o primeiro registro musical desta canção não apareceu sequer em vinil. A faixa foi registrada pelo mítico Almirante em 1938, na mesma época em que o sambista levou pela primeira vez ao rádio um instrumento “rudimentar e bárbaro” (palavras da época) chamado berimbau.

A faixa foi regravada na terceira edição do projeto Goma-Laca, núcleo de pesquisas sobre a música brasileira da primeira metade do século 20 desenvolvido pelo jornalista Ronaldo Evangelista e pela pesquisadora Biancamaria Binazzi. Desde 2009 a dupla fuça velhas bolachas que rodam a 78 RPM e desenterra pérolas para serem regravadas por novos nomes da música nacional.

A pesquisa é feita principalmente na discoteca Oneyda Alvarenga, do próprio CCSP, que conta com um acervo de mais de 44 mil discos brasileiros e uma das maiores coleções de discos em 78 rotações do Brasil. “Chamamos a discoteca de ‘Casa do Goma-Laca’, não só pelo acervo mais por seu conceito”, explica Biancamaria. “Ela foi criada em 1935 pelo Mário de Andrade, quando ele era diretor do departamento de cultura de São Paulo e a ideia dele era criar um espaço para músicos, que permitisse acesso à música ‘estranha aos ouvidos’. Ele queria promover o acesso à música regional do Brasil e à musica de concerto contemporanea, ir muito além do que tocava no rádio, o que de certa forma é o que fazemos com o Goma Laca. Como dizia o próprio Mário: ‘buscar fazer coisa nova, desencavando passados’”.

A edição de 2014 além da gravação e único show também se materializou em disco (as outras edições só foram disponibilizadas em MP3) e focou especificamente no que eles rotulam de “afrobrasilidades”. O disco reuniu Karina Buhr, Lucas Santtana, Russo Passapusso (que não pode comparecer ao show e foi substituído pelo carismático Duani) e Juçara Marçal para que eles pudessem reviver músicas com títulos como “Minervina”, “Babaô Miloquê”, “Guriatã” e “Passarinho Bateu Aza” (com ‘z’ mesmo), tudo sob a batuta – a flauta, no caso – suingada do maestro compenetrado e possuído que é Letieres Leite, que releu as velhas e ingênuas canções com um groove denso e ancestral, mas sem perder o vínculo com a tradição.

O disco pode ser comprado pelo site www.goma-laca.com, que ainda conta com as faixas das edições anteriores em MP3 para quem quiser apenas ouvi-las – além das versões originais imortalizadas em discos prensados numa mistura de cera de carnaúba com pó de goma laca. O núcleo de pesquisas segue à toda: “A ideia é continuar fazendo shows, rodas de escuta, programas de rádio, discos e o que pintar relacionado a esse universo setenteônico”, conclui Biancamaria.

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Aumenta o som pra mesma altura do calor!

Deerhunter – “Game Of Diamonds”
Sexy Fi – “Pala Noturna”
Little Joy – “Brand New Start”
Say Lou Lou – “Instant Crush”
Milk & Bone – “Coconut Water”
Max Frost – “White Lies”
Mary J. Blige – “Right Now”
Disclosure + Eliza Doolittle – “You & Me (Flume Remix)”
Chet Faker + GoldLink – “On You”
Steely Dan – “Rikki Don’t Lose That Number”
Mutantes – “Mande Um Abraço Pra Velha”
King Crimson – “Sailor’s Tale”
M83 – “Lower Your Eyelids To Die With The Sun”
Nuuro – “Diamante”

Venhaqui.