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Justin Timberlake: “Your shine is somethin’ like a mirror”

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“Mirrors”, do disco novo do Justin Timberlake, já está entre as melhores músicas de 2013, mesmo soando estranhamente (e, de certa forma, fechando um ciclo) com as baladas frouxas do N’Sync. E foi a segunda música do disco a ganhar vídeo:

Não deixe de ver a segunda parte do vídeo, em que Justin faz uma das coisas que faz melhor: dança. A música também foi apresentada (abaixo) na semana em que o crooner participou do programa do broder Jimmy Fallon (compilei as History of Rap dos dois outro dia aqui, sempre vale a pena rever) e o Vinícius reuniu as cinco canções tocadas ao vivo naquela semana num mesmo post.

Não desanime com a mensagem de erro que aparece logo que você aperta o play: são os patrocinadores que não podem ser exibidos graças a problemas de fronteiras geográficas. Espere 30 segundos que a música começa.

E o ?uestlove, baterista do Roots, que também é a banda de apoio de Jimmy Fallon e discotecou antes do show de Justin no SXSW deste ano, comentou num fórum (pinçado pela Billboard) que um segundo volume do novíssimo 20/20 Experience já estaria prontinho para ser lançado antes do fim deste ano.

E por falar nesse show do SXSW (Justin é acionista e garoto-propaganda do novo MySpace, que tenta reerguer-se como plataforma para músicos), olha a música que ele tocou…

Alguém viu a íntegra desse show em vídeo?

Frank Miller, Friendly Fires, Bat for Lashes e Depeche Mode

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Ao voltar-se para a sétima arte, o mestre dos quadrinhos confirma a má fase e mostra seu lado mais brega possível. O que era possibilidade em Sin City e virou tragédia em Spirit, agora virou um mero comercial de TV bem palha.

Que ainda rendeu uma versão do Friendly Fires para o maior hit do Depeche Mode, “Strangelove”.

Ficou bem mais ou menos – mas ficou melhor que o comercial. A versão da Bat for Lashes, pra mesma música e campanha, ficou melhor que a do Friendly Fires:

Azealia Banks x Strokes

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Azealia Banks gravando Barely Legal” dos Strokes. No fundo do inconsciente algum neurônio conecta com outro para cogitar uma possibilidade quase imaginário disso funcionar. Ora, os Strokes sempre compuseram quase formulaicamente como uma banda de música eletrônica enfileirando loops de riffs punk e pós-punk (e isso não é uma crítica, pelo contrário), talvez Azealia tenha pego uma veia que os situe na mesma Nova York mesmo que com dez (doze!) anos de distância. Mas aí você aperta o play e é uma fuleiragem do nível “Celine Dion grava com David Guetta”.

Depret. Vi no Stereogum.

O “Sound and Vision” de Beck: David Bowie 360°

Beck talvez seja um dos artistas do século passado que melhor entendeu a internet. Em vez de discutir download x streaming, ele entendeu que a rede é um vínculo direto do artista com o público e que esse contato vai além do lançamento de discos, singles, turnês ou clipes. Assim, ele cria uma série de projetos que o fazem reimaginar o conceito de música popular à luz das novas tecnologias, como o Song Reader que lançou no fim do ano passado – uma compilação de canções não-gravadas publicadas no formato de partituras. Quem quiser ouvi-las, que as toque.

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Agora ele se junta ao diretor Chris Milk para recriar a clássica “Sound and Vision” de David Bowie de forma que ela circule na cabeça do ouvinte. Por isso, ponha seus fones e aperte o play:

Numa arena circular, Beck gira sozinho com seu violão entre o público e uma orquestra de 160 músicos (que inclui uma seção de cordas, um coral gospel, os Dap-Kings, um tocador de serrote, outro de teremin, uma harpista, integrantes de uma banda marcial, um grupo de música peruana e outro de música da Indonésia – todos regidos pelo pai de Beck, David Campbell). As gravações foram feitas usando uma horrenda Binaural Head e o número de microfones e de câmeras espalhados por todos os ângulos conseguiu registrar cada detalhe da versão épica para o clássico de Bowie, que ressoa em diferentes cantos dos fones de ouvido. Tudo bem que tudo foi bancado por uma marca de carros, mas isso não tira o mérito artístico do baixote, que sintoniza-se até com as lens flare de J.J. Abrams, heheheh…

Charlie Sheen cantando “Águas de Março”

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E por falar em gringo cantando em português, e essa versão que o Charlie Sheen – ao lado da bela Katheryn Winnick – gravou para o clássico brasileiro internacional “Águas de Março”? A música tá no próximo filme do Roman Coppola, A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III.

Vi na Rolling Stone. E se você tem mais de 30 anos, é inevitável lembrar da versão do Cibo Matto, com o baterista do Jon Spencer Blues Explosion Russell Simins fazendo o vocal de Tom Jobim enquanto Miho Hatori faz a de Elis. Classic:

As 75 melhores músicas de 2012: 6) Poolside – “Harvest Moon”

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Peça central no disco Pacific Standard Time, a versão que a dupla californiana fez para o clássico de Neil Young transfere a oração de amor dos campos do meio dos EUA para uma praia ensolarada no verão – e mesmo que a lua da colheita pareça sumir no céu azul, ela segue mandando suas vibrações suavemente, ainda que com um beat.

As 75 melhores músicas de 2012: 74) Bonde do Rolê + Poolside – ”Baby Don’t Deny It”

Quem achava que o Bonde do Rolê nem chegaria ao segundo disco (como eu), deve ter se espantado (como me espantei) quando ouviu a versão anglófona do trio curitibano para “Baby Doll de Nylon”, do Robertinho do Recife. Contando com o auxílio luxuoso dos Poolside (grande nome deste ano) e de Caetano Veloso, verteram o xaveco pernambucano em um carimbó indie praiano, “Baby Don’t Deny It” faz muito sentido em um planeta que fica mais quente a cada segundo e dentro do bem sucedido TropicalBacanal, um disco que dá uma sobrevida improvável à existência do Bonde.

As 75 melhores músicas de 2012: 64) Arctic Monkeys – “Katy on a Mission”

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2012 foi um ano de entressafra para os Arctic Monkeys, que, mesmo sem disco novo, lançou dois singles bem sucedidos (a ponteaguda “R U Mine?” e o cover que fizeram para “Come Together”, do Beatles, por ocasião dos Jogos Olímpicos em Londres). Mas ao regravar “Katy on a Mission“, o single que colocou a irrelevante Katy B no mapa pop britânico, num especial para a BBC que o grupo de Alex Turner reforçou seu papel de principal banda de rock da Inglaterra no século 21, trazendo o hit insosso da pista de dança rumo ao palco de pub tão afeito ao grupo. Eles ainda vão longe…