Atoms for Peace x Marvin Gaye

A outra banda de Thom Yorke puxou uma versão pra música que teria sido a base para um dos hits de 2013, no show que o Atoms for Peace fez no México nesta quarta-feira.
Ficou bom.

A outra banda de Thom Yorke puxou uma versão pra música que teria sido a base para um dos hits de 2013, no show que o Atoms for Peace fez no México nesta quarta-feira.
Ficou bom.

A cantora Luiza Caspary fez uma versão brasileira praquela brincadeira que a norte-americana Christina Bianco fez com “Total Eclipse of the Heart” e botou dez cantoras brasileiras (nove, pois tem a Shakira) para cantar um dos hits de 2013, veja abaixo:

Depois de resolverem fazer uns shows em conjunto e de vermos o Tame Impala tocar músicas do Flaming Lips é a vez do jogo de volta – e o vídeo abaixo mostra o grupo liderado por Wayne Coyne preparando sua versão para o hit “Elephant” dos australianos.

Uma viagem… E como não seria? Afinal Fernando Catatau, Régis Damasceno, Dustan Gallás, Clayton Martin e Rian Batista pareciam ser os candidatos óbvios à tão árdua tarefa – tocar todo o principal disco do Pink Floyd pós-Syd Barrett ao vivo. Este trabalho já havia começado a existir quando o Instituto homenageou Gilmour, Waters, Mason e Wright num show há três anos – contando com os cidadãos Régis Damasceno e Fernando Catatau nas guitarras. E é famoso o apreço da banda cearense pelo grupo inglês, por isso não foi difícil para os Radiolas Urbanas pensarem no show que aconteceu sexta passada no Sesc Santana dentro do projeto 73 Rotações, idealizado pelo site de Ramiro e Filipe.
Mas uma coisa é falar da inevitabilidade (ou obviedade) da escolha, outra coisa é vê-la funcionando. Quem esteve presente no palco do pequeno teatro foi transportado para a dimensão emocional abordada por Roger Waters ao cogitar um disco conceitual sobre o sentido da vida. Tempo e dinheiro, vida e morte, loucura e sanidade – os temas abordados por Dark Side of the Moon eram amplificados pela atuação da banda – além do peso da melodia, dos riffs, dos versos e vocais, havia o fato da maioria do público presente ter assistido a ascensão do Cidadão Instigado na última década, que de banda retirante liderada por um barbudo com jeito de maluco tornou-se um dos principais nomes do pop brasileiro do século 21. Não parecia apenas inevitável (ou óbvio) que o Cidadão pudesse tocar seu disco mais influente e central do Pink Floyd, parecia natural. Uma herança que cruzou o Atlântico e o Equador para renascer nova na zona norte da cidade de São Paulo, tocada por um grupo do Ceará. Uma interseção de valores improváveis que mostrava aos novatos ao disco do prisma (se é que havia alguém ali) as principais referências musicais e conceituais reverenciadas pelo Cidadão Instigado. E o grupo foi feliz tanto ao escolher a cantora Nayra Costa para segurar os vocais de apoio do disco (que fez arrepiar ao assumir a épica “The Great Gig in the Sky”) quanto ao dividir os vocais principais entre as diferentes vozes do grupo. Em vários momentos a importância emocional do Dark Side of the Moon se misturava àquela relativa ao Cidadão Instigado e era possível perceber a união entre público e banda em torno de um sentimento puro – aquele que nos leva a gostar de música.
Foi pura emoção. Um disco cerebral tornado passional ao vivo, que ainda contou com “Have a Cigar”, do disco seguinte, Wish You Were Here, no bis. Esperamos outras aparições deste espetáculo – ou pelo menos outras versões (adoraria ver o grupo tocando o The Wall, “Shine On You Crazy Diamond” ou o subestimado Animals, entre outros).
Fiz uns vídeos e eles estão logo abaixo. A foto que ilustra o post é de Vinícius Nunes e eu peguei no site do Radiola.

Segura…

Não bastasse ser um clone perfeito do pai, o jovem Dhani também canta igualzinho ao Beatle George, como podemos ver nesta versão para “For You Blue”, a primeira vez que ele calçou os sapatos musicais do pai.

E que tal “All Apologies”, do Nirvana, transformado em hino psicodélico? Agradeça aos australianos Jagwar Ma, que tocaram essa versão no estúdio da Oui FM, em Paris.
Vi no Lúcio.

Josh Homme saudou o disco novo dos macacos.

Nem Chico Buarque nem Geraldo Vandré, Bruce Springsteen escolheu Raul Seixas para homenagear em seu primeiro show em São Paulo, nesta quarta-feira. E não bastou puxar o refrão, o cara tocou a música inteira.
Updeite: pintou uma versão em vídeo oficial deste momento.
Aí embaixo seguem o vídeo original…

Donos de um dos melhores discos de 2013, II, o Unknown Mortal Orchestra acaba de anunciar o lançamento de um novo trabalho, filhote do álbum lançado no início do ano. O EP Blue Record conta com três faixas do disco anterior em versão acústica (“Swim & Sleep (Like A Shark)”, “Faded In The Morning” e “So Good at Being in Trouble”) e esta versão abaixo para “Swing Lo Magellan”, uma das melhores músicas dos Dirty Projectors.
Dica do Danilo.