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Daine ♥ Martin Solveig + Dragonette

Prestes a lançar seu disco de estreia (In Endless Awe And Agony, marcado pra sair em novembro), a estrela australiana do hyperpop em ascensão Daine foi convidada pela rádio conterrânea Triple J para participar do quadro Like a Version – e ela pinçou um clássico dance music da década passada, quando Martin Solveig e Dragonette se juntaram na irresistível “Hello”, que Daine faz bonito ao manter o vigor e o carisma original da faixa.

Ouça abaixo:  

Liz Phair e Sleater-Kinney ♥ Elastica

Ninguém tinha dúvida que a turnê conjunta das Sleater-Kinney com a Liz Phair seria uma festa dos anos 90, mas ninguém poderia prever que elas tocariam “Connection” do Elastica em um dos shows – ainda mais juntas! -, como fizeram nesta segunda-feira, no MGM Fenway, em Boston, nos EUA. E isso só aumenta a expectativa sobre alguma novidade do Elastica além de reedições e produtos pra vender…

Assista abaixo:  

Quase como ver os Beastie Boys ao vivo em 2026!

Enquanto excursiona com seu recém-lançado disco (o ótimo Thank You, vale ouvir), o beastie boy Mike D tem pinçado algumas faixas de sua eterna banda no repertório, sempre encerrando as noites com o hit “So What’cha Want”. Mas acompanhado da banda 5D, que conta com dois filhos seus na formação, D puxa pelo menos quatro músicas dos Beastie Boys, por show, abrindo com “Hello Brooklyn”, passando por “Looking Down the Barrel of a Gun” e “3‐Minute Rule”, além de “Body Movin’” e “Remote Control” (uma média ousada, três do Paul’s Boutique, duas do Hello Nasty e uma do Check Your Head, mas eu adorei), além de sempre abrir o bis com uma versão para a excelente (e esquecida) banda pós-punk inglesa Delta 5, cantando o hit “Mind Your Own Business” (deixei uma destas versões abaixo). Mas neste domingo, no Observatory, em Santa Ana, na Califórnia, ele encerrou o show com a mesma música de sempre – “So What’cha Want” – com dois convidados de peso, o tecladista Money Mark e o DJ Mix Master Mike, ambos partes de uma das formações clássicas do grupo a partir dos anos 90. Pesadíssimo – e abre possibilidades que é melhor nem pensar. Assista abaixo:  

“Start spreading the news…”: Nico cantando “New York, New York”

Eis a Nico cantando “New York, New York” como parte de sua participação na peça de vanguarda Mr. Dead and Mrs. Free, escrita pelo diretor húngaro Andrei Serban e pelo dramaturgo estadunidense Jeff Weiss, e encenada no Squat Theatre, na própria Nova York, em 1982. É impressionante como a letra da música – feita para o filme de mesmo nome de Scorsese, que fracassou nas bilheterias, mas que levantou a carreira de Frank Sinatra – ganha um tom completamente diferente a partir do timbre e do histórico da própria Nico. Muito foda.

Assista abaixo:  

E a Björk cantando Beatles?

“Álfur Út Úr Hól” é uma versão para “The Fool on the Hill” dos Beatles que a pequena Björk gravou em seu primeiríssimo álbum, antes de seus grupos punk da adolescência (Spit and Snot, Exodus e Tappi Tíkarrass) e de ela formar os Sugarcubes nos anos 80. O disco, lançado apenas com seu nome como título na Islândia em 1977, traz a cantora com apenas 11 anos de idade mostrando que já tinha futuro – embora bem diferente do que parecia ser o rumo naquela época. Felizmente.

Ouça abaixo:  

Modest Mouse e My Morning Jacket ♥ Neil Young

Eis mais duas músicas dos próximos dois volumes do tributo a Neil Young que se materializa no início de novembro. Heart Of Gold: The Songs Of Neil Young – Volume 1 foi lançado no ano passado com versões feitas por fãs do bardo canadense como Fiona Apple, Eddie Vedder, Sharon Van Etten, Courtney Barnett, entre outros, e desde seu título deixava claro que seria uma série de discos em homenagem ao mestre. Só que os dois volumes seguintes foram anunciados simultaneamente em julho com versões feitas por King Princess e Jaco Rosa – e agora outras duas faixas, novamente uma de cada disco, surgem para manter a chama do disco acesa antes de seu lançamento. A primeira delas traz uma versão cheia de sopros para a épica “Like a Hurricane”, feita pelo My Morning Jacket ao lado da Preservation Hall Jazz Band, que começa meio barroca, meio Pet Sounds, antes de explodir numa catarse elétrica típica de seu autor, com direito a solos rasgados de guitarra (que, na segunda vez, vem acompanhado de perto por um trompete desenfreado). Já o Modest Mouse até quis arriscar outro épico (sua primeira opção foi “Cortez the Killer”), mas preferiu voar mais baixo e recorrer a básica “Barstool Blues” ao lado da banda Califone. A versão ganha um ar meio new wave, meio indie, mas nada que soe estranho ao repertório de seu autor. Os novos volumes ainda contam com músicas gravadas por Peter Frampton, Ben Gibbard, Cold War Kids, Los Lobos, MJ Lenderman, Kurt Vile and The Violators, Lucinda Williams, Devendra Banhart, Edie Brickell, Ann Wilson, entre outros, já está em pré-venda e toda sua renda será arrecadada para a Bridge School, escola para crianças especiais que Young mantém desde os anos 80.

Ouça os novos singles abaixo:  

Imagine os Yardbirds tocando Velvet Underground…

Agora pare de imaginar porque isso realmente aconteceu. As imagens do vídeo abaixo são de uma apresentação que o grupo fez na França em 1966, embora o som seja de um pirata de 1968 gravado em Los Angeles, que traz Keith Relf nos vocais e gaita, Jimmy Page no baixo, Chris Dreja na guitarra-base e Jim McCarty na bateria e vocais de apoio logo após a saída de Jeff Beck da banda. Page se orgulhava de ter sido um dos primeiros artistas – senão o primeiro – a regravar uma música de Lou Reed, de quem tornou-se amigo décadas mais tarde.

Ouça abaixo:  

Hayley Williams ♥ Portishead

Hayley Williams deu início à sua turnê The Hayley Williams Show (que passa pelo Brasil em novembro) nesta quinta-feira, quando pinçou algumas novidades (como as estreias no palco de “Just a Lover” e “Cinnamon”), entre elas uma citação à “Wandering Star” do Portishead que aos poucos se metamorfoseou em sua “Simmer”. A mina não tá pra brincadeira…

Assista abaixo:  

Violet Grohl ♥ Cure

A filha do ex-baterista do Nirvana, a senhorita Violet Grohl, escolheu a dedo a versão alheia que tocou na sessão Like a Version da rádio australiana Triple J, pinçando um clássico do Cure nos anos 90, uma escolha inusitada, mas precisa, com um acompanhamento na medida para exibir sua voz.

Assista abaixo:  

Phoebe Bridgers ♥ Nirvana

Já ouvimos esta música, mas assistir Phoebe Bridgers cantando “Lithium” do Nirvana dá uma profundidade a mais à magnífica versão – além de reforçar a importância de Kurt Cobain como um compositor muito além daquilo que chamamos de rock. Inacreditável. Além da música do Nirvana, ela também cantou uma das melhores canções de seu novo disco Lost Weekend, “Bobby”. Assista abaixo: