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Wedding Present ♥ Pavement

Houve um período entre os anos 80 e os anos 90, no final do século passado, que a música pop que dominava as paradas de sucesso pelo mundo começava a parecer cada vez mais artificial e distante da vida das pessoas, fazendo com que vários novos artistas buscassem outro tipo de som para fugir dos clichês que dominavam as rádios da época – e nessas buscas, encontravam outros artistas iniciantes com as mesmas frustrações. Antes do indie inglês explodir no britpop, aquela cena musical buscava expandir suas fronteiras misturando melodia e ruído, algo sintetizado na clássica fita C86, que revelou uma nova safra de bandas britânicas em 1986 que, mais tarde, mudaria o pop daquela ilha. E entre nomes como o Primal Scream, os Pastels, os Soup Dragons, os Shop Assistants e o McCarthy (a semente do Stereolab), estava o Wedding Present, que três anos depois lançaria o clássico álbum Bizarro. Na época deste disco, o baixista da banda, Keith Gregory, foi para os EUA e voltou com alguns discos de bandas desconhecidas e escolheu a música “Box Elder”, de uma delas para incluir em seus shows. A faixa era uma das músicas do primeiro lançamento de uma banda completamente desconhecida, o EP Slay Tracks (1933-1969), de um grupo chamado Pavement. A versão chamou atenção do histórico radialista inglês John Peel, que, curioso como só ele, foi atrás da tal banda e ajudou-a a ser mais conhecida para além de seu grupo de amigos em Nova York. A versão do Wedding Present para “Box Elder” depois foi incluída na edição em CD do disco Bizarro e muitos achavam que, quando o Pavement começou a chamar atenção do público em seu país, eles é que estavam tocando uma música da banda inglesa. Para lembrar esse impulso inicial a uma das bandas mais importantes do indie rock, o Wedding Present voltou a incluir a faixa do Pavement no repertório da turnê que acabou de começar a fazer pelos Estados Unidos.

Assista abaixo, quando emendam “Box Elder” com sua ótima “Kennedy”, no show que fizeram na quarta passada, em Cambridge:  

Arlo Parks ♥ PinkPantheress

A britânica Arlo Parks acaba de lançar seu terceiro álbum Ambiguous Desire e na rodada de divulgação do disco acabou por saudar sua conterrânea PinkPantheress ao cantar a grudenta “Stateside” (a mesma que foi causou a sensação ao ser escolhida pela patinadora norte-americana Alysa Liu para ser sua trilha sonora nas Olimpíadas de Inverno) em sua participação no programa BBC Radio 1 Live Lounge, deixando a canção suave mas sem perder seu ritmo. Ficou joia.

Assista abaixo:  

Luna ♥ Television, Cars, Lou Reed, Donovan, Dream Syndicate e muito mais…

O Luna está transformando sua residência de três dias no Bowery Ballroom, em Nova York, em um evento anual como faz o Yo La Tengo todo ano em seu hanukkah. Já que seus integrantes não moram mais na maior cidade dos EUA (o casal Dean Wareham e Britta Phillips está Los Angeles, o baterista Lee Wall foi pro Texas e o guitarrista Sean Eden pra São Francisco), esse acaba sendo o vínculo da banda com a cidade. E como o evento do Yo La Tengo, eles resolveram abrir para versões nos três shows que fizeram no fim de semana. Começaram sexta com o tema do filme Perdidos na Noite e depois passaram pelo já tradicional cover que fazem de “Sweet Child O’Mine” dos Guns N’ Roses, que emendaram com outra versão que fazem sempre do Donovan (a sensacional “Season of the Witch”) e duas do Dream Syndicate (“That’s What You Always Say” e Tell Me When It’s Over”) com a presença do guitarrista da banda original Steve Wynn. No sábado tocaram a balada “Drive” dos Cars e “Femme Fatale” do Velvet Underground logo de saída, para depois arrematar com duas versões de Lou Reed (“New Sensations” e “Satellite of Love”), uma do Suicide (“23 Mnutes in Brussels”) e a lendária “Marquee Moon” do Television), repetida também no domingo, que também teve repetecos de “Drive” e da música do Suicide, além de uma versão para “Blue Thunder”, música do Galaxie 500, a banda anterior de Dean. E não custa lembrar que Dean e Britta estão vindo pro Brasil pra tocar as músicas do Galaxie no início de maio.

Veja os vídeos abaixo:  

Courtney Barnett ♥ Paul McCartney

A Courtneyzinha lançou um discaço na semana passada (o excelente Creature of Habit, vai ouvir agora!) e está tocando-o por aí sem parar, mas quando passou pelo estúdio da Rádio Sirius, em Los Angeles, nos EUA, no fim do mês passado, tirou essa versão de “Let Me Roll It” do Paul McCartney que faz qualquer um ficar de queixo caído. E o sorrisão enquanto sola? Ela é demais!

Assista abaixo:  

Garbage ♥ Cure

O Garbage encerrou a programação do fim de semana no Royal Albert Hall na capital inglesa, quando Robert Smith apresentou sua curadoria de música para a edição deste ano dos shows beneficentes para a fundação Teenage Cancer Trust. É a primeira vez que o líder do Cure assume o cargo que, até o ano passado, era do fundador da ONG, o vocalista do Who Roger Daltrey. Na edição 2026, Smith chamou bandas como Mogwai, Manic Street Preachers, Chvrches e My Bloody Valentine e as apresentações terminaram neste sábado, quando a banda Placebo abriu para o show do Garbage, que, com Shirley Manson à frente, fez uma bela versão para a clássica “Lovesong” do Cure. Olha que beleza…

Assista abaixo:  

Manic Street Preachers ♥ Cure

A ONG inglesa Teenage Cancer Trust, que há 24 anos realiza shows para arrecadar fundos para lidar com o tratamento de jovens que atravessam sua adolescência com a doença, trocou de curador para a edição deste ano, quando, no ano passado, seu fundador e curador até então, o vocalista do grupo The Who Roger Daltrey, deixou o cargo para convidar o líder do Cure Robert Smith para assumir a nova função. Smith, que já assumiu cargo do tipo quando assumiu a programação da edição de 2018 do festival inglês Meltdown (reunindo Mogwai, Nine Inch Nails, Psychedelic Furs e The Church no mesmo evento), escolheu os artistas para a primeira edição dos shows deste ano, que acontecem no Royal Albert Hall em Londres durante esta semana, e a primeira noite aconteceu nesta quinta-feira, com shows dos grupos Joy Formidable e do Manic Street Preachers, este último saudando o curador da noite ao tocar “Close to Me” do Cure, além de versões para músicas do The The (o hit “This is the Day”) e do Echo & The Bunnymen (“Bring On the Dancing Horses”).

Assista abaixo:  

Geese ♥ Spacemen 3

Não deu outra: depois de homenagear o Primal Scream em Glasgow e os Stone Roses em Manchester, o grupo-sensação nova-iorquino Geese celebrou suas influências inglesas quando chegou à capital do Reino Unido, nesta quarta-feira. Como fez nas apresentações anteriores, o grupo liderado por Cameron Winter aproveitou a pausa estratégica em seu épico “2122” para cutucar o nerdismo musical do público que lotou o Apollo londrino ao pinçar “Come Down Easy”, penúltima faixa do segundo disco dos psicodélicos Spacemen 3. Eles não dão ponto sem nó.

Assista abaixo:  

Geese ♥ Stone Roses

E o Geese tá fazendo a Dua Lipa – tocando canções das cidades que passa – em sua passagem pelo Reino Unido, hein? Depois de meter um hit do Primal Scream ao se apresentar na Escócia, agora foi a vez de saudar Manchester, espremendo o groovezinho de “Fool’s Gold” dos Stone Roses no meio de sua “2122” no show que fizeram nesta terça no Victoria Warehouse. E todo mundo sacou seu celular pra registrar o momento e espalhar para o resto do planeta. É massa ver o hype crescendo ao redor de uma banda que o faz por merecer…

Assista abaixo:  

Geese ♥ Primal Scream

Sexta passada o Geese tocou em Glasgow, na Escócia, e para saudar os locais, puxou a clássica “Movin’ On Up” do Primal Scream no meio de sua “2122”. Olha que beleza…

Assista abaixo:  

Killers ♥ Arcade Fire

Enquanto o Lollapalooza acontecia em São Paulo, o festival colombiano Estéreo Picnic (que dividia algumas atrações com o evento daqui) provocava o encontro dos Killers com o Arcade Fire quando o vocalista da primeira banda, Brandon Flowers, convidou o líder da segunda (que nem estava escalada no evento) para o palco (depois de tocar uma versão para “The Suburbs”), quando dividiram o hit dos canadenses “Rebellion (Lies)” além da música “When You Were Young”, dos Killers.

Assista abaixo: