
Depois de lançar seu décimo primeiro álbum no início do mês (I Built You A Tower, o primeiro pela gravadora Anti-), o grupo norte-americano Death Cab For Cutie segue divulgando o disco e, ao passar pela rádio SiriusXM resolveu fazer um tributo a uma de suas principais influências, quando o líder da banda, Ben Gibbard, acompanhado do guitarrista Dave Depper e do tecladista Zac Rae, resolveu dar um salve ao célebre Hüsker Dü revisitando “Green Eyes” do disco Flip Your Wig enfatizando a melodia em detrimento do peso da versão original. Ficou bonito.

Kevin Parker torna público seu amor pelos Smashing Pumpkins ao liderar com sua banda Tame Impala o elenco de artistas que fazem tributo à banda de Billy Corgan no disco Sending Hearts To All My Dearies – A Tribute To The Smashing Pumpkins, que será lançado pela gravadora norte-americana Sumerian Records no dia 14 de agosto (e já está em pré-venda). O grupo australiano relê “Hummer”, do clássico Siamese Dream, e infelizmente é mais uma prova de que a fase atual do grupo de Parker não é das mais inspiradas – tanto que a segunda parte do single soa melhor do que a primeira, que perde a força da música original. Não ajuda muito o fato do Tame Impala ser a única banda de peso da compilação, que ainda conta com versões feitas por grupos menores como Alice Glass, Nita Strauss, Yonaka, Des Rocs, Meg Myers, Between The Buried and Me, The Midnight, Palaye Royale e Starbenders (além da capa do tributo ser medonha). Mas se a coletânea seguir o caminho da versão do Tame Impala, tá no lucro – pois não muda a vida ninguém, mas vale a audição. Confira abaixo esta versão e que artista toca o que neste disco:

Linn da Quebrada aos poucos começa a mostrar seu esperado próximo álbum Fogo Fátuo revisitando “Nuvem Negra”, clássico de Djavan eternizado por Gal Costa, como se usasse a canção para limpar os caminhos para seus próximos passos. “Essa música me acompanha há muito tempo e agora, chegou o momento de compartilhá-la com vocês”, escreveu ao revelar o clipe da nova canção, produzida por Fernando Catatau com coprodução de Giovani Cidreira. “Ela foi e continua sendo um amuleto para mim, reconectando-me com o que há de mais íntimo e sagrado na arte”.

O grupo My Chemical Romance anunciou em maio que estaria revisitando seu disco de 2010 (Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys) para comemorar os quinze anos do disco. A reedição de luxo sai no dia 10 de julho e além de trazer as 15 músicas originais em versões remasterizadas, também recolhe oito outras músicas gravadas naquele período. E entre sobras de gravação e versões ao vivo, o grupo formalizou o relançamento de sua versão para “Common People” do Pulp ao apresentá-la no estúdio da rádio inglesa BBC. Uma versão ok, que não compromete mas não avança, mas tem o trunfo de talvez trazer um novo público para a banda inglesa liderada por Jarvis Cocker.

Nick Cave começou a nova turnê que está fazendo com seus Bad Seeds nesta quarta-feira pela capital da Irlanda, Dublin, e para dar um agrado aos seus fãs locais, voltou a tocar, pela primeira vez em quase trinta anos a versão que faziam para “A Rainy Night on Soho”, dos heróis locais dos Pogues, repetindo o gesto (e a canção) que Dylan fez na mesma cidade em novembro do ano passado. Não foi a única raridade que trouxe de volta aos palcos nesta apresentação, tocando “Train Long-Suffering” pela primeira vez desde 1989 (!), “Nobody’s Baby Now” (que foi tocada pela última vez em 2017), “Hiding All Away” (fora dos palcos desde 2013) e “Stranger than Kindness” (que não tocava desde 2015). O resto da noite veio cheio de clássicos – de “Tupelo” a “Henry Lee”, passando por “Red Right Hand”, “The Mercy Seat”, “Papa Won’t Leave You Henry”, “Into my Arms” e outras joias.

A irlandesa CMAT teve um ótimo ano em 2025, quando seu terceiro disco Euro-Country a elevou a um patamar para além de revelação musical – e agora acaba de ganhar um endosso que a vai fazer crescer ainda mais, quando Olivia Rodrigo, em sua passagem pelo programa Live Lounge, da rádio inglesa BBC 1, escolheu o hit “When A Good Man Cries” para cantar como sua versão escolhida para a apresentação. E a reação da própria CMAT ao ouvi-la mencionar o nome da minúscula cidade que cresceu (Dunboyne, na Irlanda, que tem cinco mil habitantes e onde ela é obviamente uma heroína local) é impagável.

Parece um sonho febril de tão surreal. Olha que foda essa versão pra “Heaven or Las Vegas” dos Cocteau Twins que a Miley Cyrus fez num show em 2021 justamente em Las Vegas. “Não se preocupem, tem só um minuto de duração”, ela se justifica no meio da música pros fãs que queriam ouvir as músicas dela. Além de matar sua vontade de tocar esse clássico (de um disco que foi redescoberto por uma nova geração como se fosse a obra-prima do grupo inglês), ela fez bonito e certamente fez alguns de seus fãs saírem atrás daquela música e talvez tenham descoberto os Cocteau Twins. Só por isso essa versão já estava valendo. E como se não bastasse tudo isso, espere até o final do vídeo, quando ela ganha um presente de um fã.

Flea lançou um belo disco solo no começo do ano (chamado Honora, vale conferir) e ao passear pela Europa tocando ao vivo o novo trabalho, convidou o chapa Thom Yorke para dividir o palco no show que fez em Londres nesta terça-feira. Parceiros na banda Atom for Peace, o baixista do Red Hot Chili Peppers e o vocalista do Radiohead já quebraram o gelo de cara quando Flea convidou Thom para subir ao palco para acompanhá-lo em “Traffic Lights”, música da banda que têm juntos, logo na segunda música. O show realizado na casa Koko ainda contou com a participação de Warren Ellis (na faixa “Frailed”) e versões para músicas de Jimmy Webb (“Wichita Lineman”), Frank Ocean (“Thinkin Bout You”) e Funkadelic (“Maggot Brain”) e logo após esta última Flea chamou Thom de volta ao palco para dividir uma versão de dez minutos para a irresistível “Got to Give It Up”, do Marvin Gaye. Que delírio.

Ao cogitar seu quinto disco solo, Paulo Miklos resolveu atacar de intérprete e transformou a seleção das canções do novo álbum em uma “playlist afetiva” – daí o título Coisas da Vida, pinçado da conhecida faixa de Rita Lee (uma das escolhidas), do álbum que lança nesta sexta-feira. “As escolhas são muito pessoais e elas vêm de diferentes experiências de vida – e de momentos e épocas diferentes também”, explica o eterno titã. “Incluí a primeira música que eu aprendi no violão, a música que cantava no bar Café Teatro A Pulga antes dos Titãs, a música que eu sofri o luto pela perda de um ente querido e assim por diante…”
Para instigar o lançamento, ele liberou o clipe que fez para “Mestre Jonas”, épico prog-bíblico de Sá,Rodrix & Guarabyra em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Sinto uma identificação muito grande com ‘Mestre Jonas’”, ele explica falando da escolha da canção. “Estive, e ainda estou, num processo de reconstrução da minha vida e a baleia é aqui o meu apartamento, novo endereço, pra onde, aos poucos, eu trouxe tudo o que é meu. Agora está mais parecido com um lar. Mas não pretendo ficar no isolamento como o Jonas, quero sim, levar pra o mundo esse novo projeto que está lindo demais!”
“Além disso, ‘Mestre Jonas’ sempre me impressionou muito”, continua falando sobre a faixa que abre o disco. “A fúria do órgão e do piano do Zé Rodrix é contagiante! Adoro Sá, Rodrix & Guarabyra! Nunca vi show deles ao vivo, mas fez parte do meu imaginário na adolescência.” Assista ao clipe abaixo, além de ver a capa e as outras músicas que escolheu para seu novo repertório: