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Jack White ♥ Black Crowes

Jack White está em plena turnê de lançamento de seu recém-lançado Frozen Charlotte e ao passar por Chicago, nos EUA, na mesma época em que os Black Crowes tocavam na região, convidou o vocalista do grupo Chris Robinson para participar de seu show, quando dividiram, classicamente, a ótima “I’m a Mover”, que o grupo inglês Free gravou em seu disco Tons of Sobs, lançado em 1968. E é impressionante como os dois, mesmo com dez anos de diferença e pertencentes a gerações distintas do rock de seu país, parecem ter saído da cena inglesa da virada dos anos 60 para os 70. E se você lembrar que em sua turnê atual os Black Crowes vêm temperando seu setlist com clássicos deste período – como “Oh! Sweet Nuthin'” (do Velvet Underground), Everybody Knows This Is Nowhere” (do Neil Young), “Three Button Hand Me Down” (dos Faces), “She” (do Gram Parsons), “Feelin’ Alright?” (do Traffic), “Hard to Handle” (do Otis Redding), “Torn and Frayed”, “Bitch”, “Dancing With Mr. D” e “You Got the Silver” (todas estas dos Stones), entre outras – dá até vontade de imaginar uma turnê do grupo com Jack White como guitarrista convidado para tocar clássicos do rock, na mesma medida – só que apontando para outra geração – que os próprios Crowes fizeram com Jimmy Page em outubro de 1999. Só imagina…

Assista abaixo:  

A série Heart of Gold, em tributo a Neil Young, terá outros dois novos volumes

Heart of Gold: The Songs of Neil Young, tributo que organizaram ano passado em homenagem ao bardo canadense no ano passado, tinha um pequeno detalhe em seu título que funcionava como um teaser de mais novidades, quando a coletânea – que contava com nomes tão diferentes quanto Eddie Vedder, Fiona Apple, Courtney Barnett, Doobie Brothers com Allison Russell, Sharon Van Etten, entre outros, foi lançada como sendo um primeiro volume. A novidade é que não apenas o segundo, como o terceiro volume do tributo acabaram de ser anunciado, reunindo Peter Frampton, Ben Gibbard, Los Lobos, Lucinda Williams, MJ Lenderman, Kurt Vile and The Violators, My Morning Jacket, Modest Mouse, Devendra Banhart, Cold War Kids e mais outros quatorze artistas. Os primeiros singles a anunciar a coletânea vêm um de cada disco: o ex-menudo (sério) Draco Rosa relê “After The Gold Rush” no volume 2 e King Princess visita “Helpless” no volume 3. Os discos (já em pré-venda) saem oficialmente no dia 6 de novembro e o dinheiro arrecadado com as vendas será vertido para a Bridge School gerida pelo próprio Young.

Ouça os primeiros singles abaixo:  

Wilco ♥ Pavement

E já que o Pavement tocou o Led Zeppelin no início da turnê de 2026 deles, que tal resgatar outra banda tocando o próprio Pavement? Pois tome o Wilco fazendo “Cut Your Hair” em seu próprio festival, o Solid Sound, na edição de 2013, novamente no Museu de Arte Moderna de Massachusetts.

Assista abaixo:  

Pavement ♥ Led Zeppelin


O Pavement voltou a fazer shows este ano ao apresentar-se nesta sexta no festival estadunidense Mosswood Meltdown, em Oakland, na Califórnia, mas pegou todo mundo de surpresa ao tocar uma versão – meio zoeira, meio séria – de “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin. E por mais que Stephen Malkmus nem lembre direito da letra – inventando boa parte dela na caruda -, fez um solo que mostra porque ele é um dos melhores guitarristas do indie dos EUA.

Assista abaixo:  

Robyn ♥ Erasure

Ainda na divulgação do bom Sexistential que lançou no começo do ano, Robyn passou pela Inglaterra e deu aquele pulinho estratégico na rádio BBC 2 e, além de cantar músicas do novo disco (“Dopamine”, “Sucker For Love” e “Talk To Me”), ainda puxou uma versão para a balada “Always” que o Erasure lançou em 1994.

Assista a todas as músicas abaixo:  

Rod Stewart ♥ Bonnie Tyler

Dói o coração! Rod Stewart, acompanhado do maestro pop Jools Holland, celebrou a memória da musa galesa Bonnie Tyler em um evento fechado que realizado na quinta passada num hotel de luxo na cidade de Auchterarder, na Escócia, ao lembrá-la cantando um de seus maiores hits, “It’s A Heartache”. Ela partiu cedo demais💔…

Assista abaixo:  

Wolf Alice ♥ Nirvana

O quarteto inglês Wolf Alice voltou para casa no fim de semana passado depois de passar meses em turnê (quando vieram inclusive para o Brasil), fazendo seu maior show até hoje no Finnsbury Park, na capital inglesa, quando encerraram seu próprio minifestival para celebrar seu retorno neste domingo. Depois de shows do Last Dinner Party, Lykke Li, Rachel Chinouriri, Keo e Florence Road, a banda liderada pela vocalista Ellie Rowsell fez uma apresentação histórica quando se consagrou como uma das principais novas bandas da ilha – e encerrou a noite tocando nada menos que “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana. Não é pra qualquer um…

Assista abaixo:  

Foo Fighters ♥ Beatles

Os Foo Fighters passaram por Liverpool, na Inglaterra, neste fim de semana, e resolveram fazer um agrado para os conterrâneos dos Beatles tocando, pela primeira vez ao vivo, a época “I Want You (She’s So Heavy)” protodoom metal que encerra o lado A de Abbey Road. Ficou massa, diz aí:  

Death Cab For Cutie ♥ Hüsker Dü

Depois de lançar seu décimo primeiro álbum no início do mês (I Built You A Tower, o primeiro pela gravadora Anti-), o grupo norte-americano Death Cab For Cutie segue divulgando o disco e, ao passar pela rádio SiriusXM resolveu fazer um tributo a uma de suas principais influências, quando o líder da banda, Ben Gibbard, acompanhado do guitarrista Dave Depper e do tecladista Zac Rae, resolveu dar um salve ao célebre Hüsker Dü revisitando “Green Eyes” do disco Flip Your Wig enfatizando a melodia em detrimento do peso da versão original. Ficou bonito.

Ouça abaixo:  

Tame Impala ♥ Smashing Pumpkins

Kevin Parker torna público seu amor pelos Smashing Pumpkins ao liderar com sua banda Tame Impala o elenco de artistas que fazem tributo à banda de Billy Corgan no disco Sending Hearts To All My Dearies – A Tribute To The Smashing Pumpkins, que será lançado pela gravadora norte-americana Sumerian Records no dia 14 de agosto (e já está em pré-venda). O grupo australiano relê “Hummer”, do clássico Siamese Dream, e infelizmente é mais uma prova de que a fase atual do grupo de Parker não é das mais inspiradas – tanto que a segunda parte do single soa melhor do que a primeira, que perde a força da música original. Não ajuda muito o fato do Tame Impala ser a única banda de peso da compilação, que ainda conta com versões feitas por grupos menores como Alice Glass, Nita Strauss, Yonaka, Des Rocs, Meg Myers, Between The Buried and Me, The Midnight, Palaye Royale e Starbenders (além da capa do tributo ser medonha). Mas se a coletânea seguir o caminho da versão do Tame Impala, tá no lucro – pois não muda a vida ninguém, mas vale a audição. Confira abaixo esta versão e que artista toca o que neste disco: