Semana passada rolou a volta do Faith No More, não sei se vocês viram. E abriram o show com uma versão da derretida e deliciosa “Reunited“.
Olha o setlist:
“Reunited”
“The Real Thing”
“From Out of Nowhere”
“Land of Sunshine”
“Caffeine”
“Evidence”
“Chinese Arithmetic”
“Surprise! You’re Dead”
“Easy”
“Last Cup of Sorrow”
“Midlife Crisis /Popcorn”
“Cuckoo For Caca”
“The Gentle Art of Making Enemies”
“RV”
“King For A Day”
“Malpractice”
“Jizzlobber”
“Be Aggressive”
“Epic”
“Mark Bowen”
Primeiro bis:
“Chariots of Fire”
“Stripsearch”
“Just A Man”
Yelle verteu “Who’s That Girl” da Robyn pro francês, acelerou o beat, enxugou uma gordura e mudou completamente a música, sem precisar mudá-la tanto assim. Ficou foda.
Ainda no departamento da vergonha alheia, que tal o Paulo Coelho massacrando o clássico farofa dos Scorpions? Detalhe que o guitarrista que o acompanha é o próprio Rudolf Schenker da banda alemã. Veja quantos minutos você consegue assistir…
Falando em Caê, poucos ouviram essa versão que o crooner americano fez para um dos clássicos do baiano em sua fase Londres. Bonzaço (e ele capricha até no sotaque e no batuque) – do disco Any Day Now, de 73.
Olha a música com que a Lily Allen fechou seu último show da turnê deste ano nos EUA:
E a menina é uma popstar nata: além de boa compositora pop fica o tempo todo fazendo brincadeiras com o público, falando besteira sem se preocupar com pose, fumando cigarros e bebendo vinho, enquanto escancara suas relações pessoais em canções. Seus dois primeiros discos são mais importantes do que os últimos quinze anos da carreira de Madonna e ela prova isso no palco.
Tem mais vídeos lá na TV Trabalho Sujo, pra quem estiver a fim de ver.
Já o Sonic Youth com o John Paul Jones e Takehisa Kosugi fazendo barulho como trilha sonora para a apresentação de noventa anos da sumidade da dança moderna Merce Cunningham eu não pude filmar (afinal, foi no Opera Hall do BAM e o público era tão metido a sisudo quanto o lugar). Mas, tudo bem – você não perdeu muita coisa – essa menina, filmou o que ela conseguiu, sente o drama. O espetáculo de dança em si só serviu para eu ter certeza de que dança contemporânea não é a minha praia mesmo – embora o bom e velho SY tenha feito o ruído necessário para valer o preço do espetáculo. A Kim até cantou…
Agradecendo o público: os bailarinos, o coreógrafo (na cadeira de rodas), o Sonic Youth (vestidos que nem gente), Kosugi (à esquerda, de suspensórios) e John Paul Jones (à direita, de suspensórios)