Justin se arriscou no clássico de Otis Redding – e ao lado do mestre Steve Cropper – na apresentação em homenagem ao soul de Memphis na Casa Branca. E não fez feio – embora não tenha arriscado o assobio…
Clipe novo da Lana Del Rey, desta vez visitando o famoso Chelsea Hotel em Nova York numa canção que Leonard Cohen fez para o caso que teve com Janis Joplin…
E começou na semana passada o projeto Undercover do site AV Club, em que bandas têm de tocar hits alheios a partir de uma lista pré-definida. E a primeira banda a aparecer foram os queridos Yo La Tengo, que escolheram mexer num clássico das Supremes – e o soul do mítico girl group encaixa-se tranquilamente na sonoridade preguiçosa de nossos amigos de Hoboken. Veja abaixo:
“Mirrors”, do disco novo do Justin Timberlake, já está entre as melhores músicas de 2013, mesmo soando estranhamente (e, de certa forma, fechando um ciclo) com as baladas frouxas do N’Sync. E foi a segunda música do disco a ganhar vídeo:
Não desanime com a mensagem de erro que aparece logo que você aperta o play: são os patrocinadores que não podem ser exibidos graças a problemas de fronteiras geográficas. Espere 30 segundos que a música começa.
E o ?uestlove, baterista do Roots, que também é a banda de apoio de Jimmy Fallon e discotecou antes do show de Justin no SXSW deste ano, comentou num fórum (pinçado pela Billboard) que um segundo volume do novíssimo 20/20 Experience já estaria prontinho para ser lançado antes do fim deste ano.
E por falar nesse show do SXSW (Justin é acionista e garoto-propaganda do novo MySpace, que tenta reerguer-se como plataforma para músicos), olha a música que ele tocou…
Ao voltar-se para a sétima arte, o mestre dos quadrinhos confirma a má fase e mostra seu lado mais brega possível. O que era possibilidade em Sin City e virou tragédia em Spirit, agora virou um mero comercial de TV bem palha.
Que ainda rendeu uma versão do Friendly Fires para o maior hit do Depeche Mode, “Strangelove”.
Ficou bem mais ou menos – mas ficou melhor que o comercial. A versão da Bat for Lashes, pra mesma música e campanha, ficou melhor que a do Friendly Fires:
Azealia Banks gravando Barely Legal” dos Strokes. No fundo do inconsciente algum neurônio conecta com outro para cogitar uma possibilidade quase imaginário disso funcionar. Ora, os Strokes sempre compuseram quase formulaicamente como uma banda de música eletrônica enfileirando loops de riffs punk e pós-punk (e isso não é uma crítica, pelo contrário), talvez Azealia tenha pego uma veia que os situe na mesma Nova York mesmo que com dez (doze!) anos de distância. Mas aí você aperta o play e é uma fuleiragem do nível “Celine Dion grava com David Guetta”.
Beck talvez seja um dos artistas do século passado que melhor entendeu a internet. Em vez de discutir download x streaming, ele entendeu que a rede é um vínculo direto do artista com o público e que esse contato vai além do lançamento de discos, singles, turnês ou clipes. Assim, ele cria uma série de projetos que o fazem reimaginar o conceito de música popular à luz das novas tecnologias, como o Song Reader que lançou no fim do ano passado – uma compilação de canções não-gravadas publicadas no formato de partituras. Quem quiser ouvi-las, que as toque.
Agora ele se junta ao diretor Chris Milk para recriar a clássica “Sound and Vision” de David Bowie de forma que ela circule na cabeça do ouvinte. Por isso, ponha seus fones e aperte o play:
Numa arena circular, Beck gira sozinho com seu violão entre o público e uma orquestra de 160 músicos (que inclui uma seção de cordas, um coral gospel, os Dap-Kings, um tocador de serrote, outro de teremin, uma harpista, integrantes de uma banda marcial, um grupo de música peruana e outro de música da Indonésia – todos regidos pelo pai de Beck, David Campbell). As gravações foram feitas usando uma horrenda Binaural Head e o número de microfones e de câmeras espalhados por todos os ângulos conseguiu registrar cada detalhe da versão épica para o clássico de Bowie, que ressoa em diferentes cantos dos fones de ouvido. Tudo bem que tudo foi bancado por uma marca de carros, mas isso não tira o mérito artístico do baixote, que sintoniza-se até com as lens flare de J.J. Abrams, heheheh…