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Clipe

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Revelando mais uma faixa de seu novo álbum, Traditional Techniques, o mestre Stephen Malkmus agora olha para este mundo digital que coabitamos com um leve e bem-vindo estranhamento, seja apagando-se pixeladamente de velhos vídeos do Pavement ou transformando-se em uma máscara eletrônica tipo um filtro para vídeo selfies no Instagram – cujo tema é ele mesmo! A letra de “Shadowbanned” segue o tom macabro apocalíptico do clipe, falando em karma reddit, rios de Red Bull, paródias de TED Talks e momentos de picos de interação, numa letra meio beat, meio dada, sobre um country lento que parece rogar uma praga irônica: “Que a palavra se espalhe como um emoji quebrado”, canta, enquanto chapas de Malkmus utilizam o tal filtro e revelam seus rostos em microssegundos – pisque e perca Sharon Van Etten, Mac DeMarco, Kim Gordon, Jason Schwartzman, Kurt Vile, Conor Oberst, entre outros).

O vôo do Four Tet

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Kieran Hebden reforça a chegada do novo novo álbum de seu projeto Four Tet, Sixteen Oceans, que chega agora em março, om um simples, belo e épico clipe para “Baby”, colaboração com Ellie Goulding, que lançou no início deste ano.

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A última vez que Justin Timberlake emplacou um hit foi quando fez a música-tema para o filme Trolls, “Can’t Stop the Feeling“, em 2016, que lhe valeu até um Grammy. Então talvez seja uma boa notícia que ele volta à pista de dança com outra música-tema para a mesma franquia infantil, que ganha continuação com o título de Trolls World Tour. E para ajudá-lo a voltar com estilo, Justin chamou SZA, que ajudou a temperar a ótima “The Other Side”, produzida pelo sueco Max Martin, o mago por trás de hits como “…Baby One More Time” de Britney Spears, “I Kissed a Girl”, “Roar” e “Dark Horse” de Katy Perry, “Shake It Off”, “Blank Space” e “Bad Blood” de Taylor Swift e “Can’t Feel My Face” do Weeknd – além de ter produzido a música de Justin no filme anterior.

Bem-vindo de volta à pista de dança, sentimos sua falta.

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O grupo eletrônico inglês Metronomy, liderado por Joseph Mount, lança mais um clipe para uma das músicas de seu ótimo Metronomy Forever, um dos melhores discos de 2019: “Whitsand Bay” traduz o casamento do clima plácido de suas canções à atmosfera de dance music característica do grupo ao colocar uma luminária de pista de dança no amanhecer de uma cidade de médio porte. Bem bonito.

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A produtora canadense Jessy Lanza começa a mostrar trabalho depois do ótimo Oh No, de 2016, ao lançar o irresistível single “Lick in Heaven”, apontando para o R&B do final do século passado. Deixa cair…

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O antigo sexteto e atual duo australiano Avalanches não vai levar mais de uma década para mostrar seu terceiro álbum. Nesta quarta-feira, o grupo bipou o título do novo single em código-morse a partir da antena do prédio da gravadora Capitol, em Los Angeles, nos EUA, tornando pública sua terceira vinda. Autores de um dos discos mais importantes do século, o excelente Since I’ve Left You, o grupo levou 16 anos para vir com seu sucessor, o bem recebido Wildflower, embora tenha se desfacelado neste processo. Reduzido à dupla de produtores Robbie Chater e Tony Di Blasi, os Avalanches misturaram “I’ll Take You Anywhere That You Come” do grupo Smokey Robinson & the Miracles com “Hammond Song” do trio Roches e os vocais de Dev Hynes, nosso amigo Blood Orange, e criaram “We Will Always Love You”, um belo lamento gospel que funciona apenas como aperitivo de um novo disco, que ainda não tem nome, nem data de lançamento, mas já anunciaram que terão colaborações de nomes como from Dhani Harrison, Cornelius, JPEGMAFIA, Naeem Juwan (sem usar seu nome de guerra Spank Rock), Jennifer Herrema do grupo Royal Trux, entre outros.

A ver.

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Será que os Strokes vão fazer as pazes com o passado? “Bad Decisions”, segundo single do grupo este ano, faz o que eles deviam ter feito há mais de uma década: seguir trilhando a sonoridade que clonaram do pós-punk no início do século para ao menor reter a atenção dos fãs.

Pelas minhas contas, na década passada, o grupo só conseguiu manter-se à tona graças às incursões solo de Julian Casablancas (a new wave “11th Dimension” e ao participar do disco do Daft Punk) e com um hit menor, “Welcome to Japan“, tornando-se cada vez menos relevante. A volta do grupo esse ano começou animada com o apoio ao pré-candidato à presidência dos EUA Bernie Sanders, mas logo veio a xoxa “At the Door” mostrar que o grupo continuava sem sal. É bem pouco provável que o disco que o grupo promete para abril (The New Abnormal, produzido por Rick Rubin, capa de Jean-Michel Basquiat e nome das músicas logo abaixo) siga o rumo do single mais recente – e este funcione mais como uma irônica saudação ao passado do que uma volta aos velhos tempos. Infelizmente.

“The Adults Are Talking”
“Selfless”
“Brooklyn Bridge To Chorus”
“Bad Decisions”
“Eternal Summer”
“At The Door”
“Why Are Sundays So Depressing”
“Not The Same Anymore”
“Ode To The Mets”

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O DJ norte-americano RJD2 anuncia disco novo para 2020: The Fun Ones é focado em instrumentais de funk, mas ele preferiu começar os trabalhos com uma das poucas faixas com vocais no disco. “Pull Up On Love” é uma groovezeira pesada e traz os MCs STS e Khari Mateen como convidados.

Pesado! A capa do disco e o nome das músicas vem a seguir – e o disco, que sai em abril, já está em pré-venda.

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“No Helmet Up Indianola”
“Indoor S’mores”
“20 Grand Palace”
“One of a Kind”
“High Street Will Never Die”
“Pull Up On Love”
“All I’m After”
“Flocking To The Nearest Machine”
“And It Sold For 45k”
“The Freshmen Lettered”
“A Genuine Gentleman”
“Itch Ditch Mission”
“My Very Own Burglar Neighbor”
“A Salute To Blood Bowl Legends”

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A banda canadense Tops lança o segundo single (“Witching Hour”) antes do lançamento de seu novo álbum, I Feel Alive, e confirma uma suspeita que a faixa-título, anunciada em janeiro, já havia cogitado: o grupo aos poucos está deixando a sonoridade retrô que o caracterizava para abraçar uma atmosfera mais moderna, embora não abandone seu senso melódico nem queira soar contemporâneo demais. Ou seja: mudando um pouco para não mudar muito – e assim os fãs suspiram aliviados.

I Feel Alive (veja o clipe da faixa-título abaixo) será lançado em abril e traz um close na vocalista Jane Penny na capa (acima) e a seguinte ordem de músicas.

“Direct Sunlight”
“I Feel Alive”
“Pirouette”
“Ballads & Sad Movies”
“Colder & Closer”
“Witching Hour”
“Take Down”
“Drowning In Paradise”
“OK Fine Whatever”
“Looking To Remember”
“Too Much”

grimes-2020

“Delete Forever” é a quinta música do que Grimes do álbum Miss Anthropocene, que ela finalmente releva ao público no fim da semana que vem – mas essa mistura de balada ruim do Oasis e visual de anime de 20 anos atrás parece confirmar uma suspeita que seu disco será mais decepcionante que o disco novo da La Roux.

Tomara que não, mas ao que tudo indica…