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O início da jornada

Sandra X começou bem sua temporada Coexistência no Centro da Terra, quando aproveitou a oportunidade não apenas para estrear uma parceria que vinha desenvolvendo com a percussionista Priscila Brigante, chamada Elã, em que ela divide-se entre voz e piano enquanto Brigante começou cantando e tocando viola caipira para depois assumir a sua percuteria. A noite começou com um coro de vozes puxado por Sandra ao lado das cantoras Matilde Russó e Barbarelli (esta aniversariante do dia), que voltaram ao final da apresentação para dividir o palco com a dona da noite e sua convidada principal, encerrando a primeira noite deixando a expectativa para as próximas lá em cima. Vamos, Sandra!

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Sandra X: Coexistência

Muita satisfação trazer mais uma vez para o palco do Centro da Terra, desta vez para começar o mês, a cantora, compositora e performer paulista Sandra X, que assume uma temporada no teatro, tomando conta das segundas de setembro com a série de shows chamada Coexistência. Ela começa a temporada apresentando dois trabalhos inéditos em dupla: o primeiro deles neste primeiro dia de setembro com a percussionista e violeira Priscila Brigante (num espetáculo chamado Elã, que ainda conta com as vozes de Matilde Russó e Barbarelli) e no dia 14 ela vem com o pianista Lincoln Antonio (na apresentação chamada Sol a Beça, que também terá a presença de Brigante). No terceiro dia da temporada, 21, ela chama seu companheiro Craca para mostrar o espetáculo Terra Tremesse, que ainda traz a percussão de Macaxeira Acioli e a participação especial de Luiza Lian. E na última noite da temporada ela vem com Nua e Crua, em que busca intersecções entre música, dança e poesia, com o auxílio luxuoso de Jovem Palerosi, que tocaa para performances vocais de Angela Quinto, Daniel Minchoni, Diogo Cardoso, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, além de performances de dança, bordado e poesia com Janette Santiago e Fredyson Cunha. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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O “Ponto Final” da temporada

Lindo o encerramento da temporada Não Tem Nome que a mineira Sara Não Tem Nome fez durante as segundas de agosto no Centro da Terra. Para esta última apresentação, no último dia do ano, Sara reuniu um time de colaboradores, como ela mesma disse, “faixas-preta” e criou uma banda com Marcelo Callado na bateria, Luiza Brina no baixo e Beto Sporleder nos sopros, além da própria Sara na guitarra. A princípio passeando pelo repertório de Sara, a banda também tocou músicas de Brina (“Somos Só”, composta quando ela ainda fazia parte do grupo Graveola e o Lixo Polifônico , e a bela “Oração 18’, de seu disco solo Prece) e de Callado (“Entre as Estrelas” de seu recém-lançado Brado e a asiática “Minha Cama”) e encerrou a apresentação com sua “Ponto Final” que havia encerrado a segunda noite, só que dessa vez com banda, em vez de fazer somente à guitarra.

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Universo particular

Mari Holtz não poderia ter feito uma estreia mais autoral, quando subiu ao palco do Centro da Terra para mostrar seu espetáculo Ser-Viva nesta terça-feira. E não estou falando apenas do fato de ter feito um show apenas com seu próprio repertório e sim que ela soube passar a essência da sua personalidade misturando erudição, carisma, improviso e risco enquanto contava, quase como numa sessão de terapia aberta ao público, de seu amadurecimento simultâneo como pessoa e como artista desde que começou a cantarolar melodias enquanto tocava o piano ainda criança para livrar-se de um ocasional tédio infantil (título de sua primeira canção, que abriu o show). Foi cantando sentimentos e sensações, às vezes com letra, às vezes apenas cantarolando scats de voz enquanto tocava, outras deixando apenas seus dedos ditarem a atmosfera do momento e fazendo uma única inserção alheia, quando cantou “Yatra-Tá” de sua musa Tânia Maria, norte magnético de sua apresentação e de sua curta carreira até aqui. Com trocas cênicas de figurino (que funcionavam mais como guias de sua apresentação do que como acessórios), ela foi lentamente conduzindo o público que lotou o teatro a um universo particular seu, conseguindo inclusive fazer com que o público cantasse junto no bis uma música que nunca tinha ouvido antes daquela apresentação. Muito bem!

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Mari Holtz: Ser-Viva

Maior satisfação em receber nesta terça-feira a pianista paulistana Mari Holtz, que faz sua primeira apresentação autoral, batizada de Ser-Viva, no palco do Centro da Terra. Influenciada por monstros sagrados da música brasileira como Arrigo Barnabé e Hermeto Pascoal, ela mostra suas composições lúdicas e experimentais pela primeira vez num espetáculo só dela, quando, ao piano, mostra sensações e sentimentos de diferentes fases da vida, entre a infância, a adolescência e a vida adulta. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Só os cachorros!

Sara Não Tem Nome seguiu sua temporada Não Tem Nome no Centro da Terra nesta segunda, quando mostrou pela primeira vez a banda que inventou para esta ocasião, quando reuniu os dois Antiprismas (Elisa Moreira e Victor José, nos vocais, baixo e guitarra) a camaradas conterrâneos mineiros – a jornalista Carime Elmor, a cantora Clara Castro e o multiinstrumentista Wallace Schmidt – numa banda para celebrar a fidelidade canina à raça humana. A ideia do grupo Cachorro Pessoa surgiu da primeira música que compuseram de brincadeira, mas que funcionou de gatilho para o tema, que inspirou um show com um repertório inspirado em cães. E assim passearam por clássicos do rock sobre o tema (como o “Black Dog” do Led Zeppelin, “Martha My Dear” e “Hey Bulldog” dos Beatles, “Walking the Dog” do Rufus Thomas, e “I Wanna Be Your Dog” dos Stooges) e em outros hits de diferentes áreas da música brasileira, indo do “Cachorro Babucho” de Walter Franco a “Eu Não Sou Cachorro Não” de Waldick Soriano e “Vira-Lata de Raça” da Rita Lee até a “Cachorrinho”, de Kelly Key, sendo pontuados por vídeos de cachorros pinçados por Carime, que também lia trechos de livros sobre o tema em alguns intervalos do show. Entre latidos e ganidos, todos escaparam da carrocinha.

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Hipnose guiada

Encabeçado por dois mestres do improviso da noite paulistana, a dupla Qmar pousou mais uma vez no Centro da Terra mostrando como a química musical entre Paula Rebellato e Cacá Amaral é um lento fogo contínuo que busca novas fronteiras sem exceder na intensidade, diferente dos trabalhos anteriores que os dois fizeram. O nível de conexão sonora pode até levar a picos de tensão de ruído, mas sempre dentro de uma mesma amplitude musical, mais interessada em ampliar sua área de atuação do que chocar pelos gritos, modulações eletrônicas ou microfonias elétricas. E mesmo que estes elementos façam parte da paleta artística da apresentação, eles nunca transbordam, o que fez a presença das madeiras da convidada da noite Juliana Perdigão, que participou do início e do final do espetáculo com seus clarinete e clarone, encaixando-se magicamente com o enlace musical de Cacá (entre a bateria e a guitarra) e Paula (entre os synths, vocais, eletrônicos e baixo) e provocando quase uma sessão de hipnose guiada no público. A luz sem cores de Karin Santa Rosa deixou esse encontro ainda mais implacável.

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Qmar + Juliana Perdigão: Espírito Espião

Mais uma vez a dupla Qmar volta ao Centro da Terra, desta vez apresentando o espetáculo Espírito Espião, que fazem em parceria com a musicista e compositora Juliana Perdigão. Formada por Paula Rebellato (Rakta, Madrugada) e Cacá Amaral (Rumbo Reverso, ex-Firefriend), a dupla trabalha texturas eletrônicas e arquitetura rítmica, expandindo o universo da canção rumo ao improviso. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Às sombras, são…

Em mais uma noite de sua temporada no Centro da Terra, Sara Não Tem Nome reuniu três parceiros para, em momentos separados, celebrar conexões a partir da sombra, do fantasmagórico, do oculto. A apresentação começou com a presença de Lorena Hollander, que trouxe sua guitarra, seu koto e sua espada para ritualizar o início da noite. Depois foi a vez de chamar Marina Mole, que está prestes a lançar seu disco, para mostrar canções inéditas, encerrando a apresentação com Vladimir Safatle ao piano, fazendo uma versão para “Mad World”, dos Tears for Fears. E num bis improvisado, Sara voltou sozinha para encerrar seu ritual só com sua guitarra, puxando sua “Ponto Final” depois dos agradecimentos e antes de chamar os três convidados para a saudação do fim, único momento em que os três dividiram o palco.

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Centro da Terra: Setembro de 2026

Semana que vem já é setembro (quatro meses pra 2027!) e assim anunciamos a programação de música das segundas e terças no Centro da Terra. As segundas-feiras do mês ficam com a cantora, compositora e performer paulistana Sandra X, que reúne diferentes facetas de seu trabalho na temporada Coexistência, quando reúne artistas tão diferentes quanto Luiza Lian, Priscila Brigante, Jovem Palerosi, Barbarelli, Lincoln Antonio, Craca, Angela Quinto, Daniel Minchoni, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, entre outros. Como uma das segundas do mês cai num feriado (o sete de setembro), a temporada começa no primeiro dia do mês, uma terça, e depois segue às segundas nos dias 14, 21 e 28. A segunda terça do mês, dia 8, fica com a banda carioca Gueersh, que apresenta o espetáculo Coletivas Mãos, em que tocam, na íntegra, seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que será lançado no fim deste mês, com a participação do produtor Eduardo Manso. Na terça seguinte, dia 15, é a vez da dupla Caio Colasante e Carol Maia (ele paulista e ela carioca) começar a colocar em prática seu tributo a Jards Macalé, batizado de Estrela Vulgar a Vagar. Depois, no dia 22, Danislau, da banda Porcas Borboletas, antecipa seu próximo disco no espetáculo Não Me Leve a Mal, em que apresenta as novas canções com uma banda formada por Arthur Kunz, Gabriel Mayall, Moita Mattos, Wagner Bernardes e participações de Enzo Banzo e Rafael Castro. A última terça do mês fica com outra banda do Rio de Janeiro, o Oruã, que celebra sua primeira década de atividade no espetáculo 10 Anos!, que ainda conta com as participações das cantoras Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.