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Fagogo solto

Gibaa surpreendeu nesta terça-feira ao apresentar não apenas músicas de seu próximo álbum, Fagogo, que não irá para as plataformas de áudio e só poderá ser ouvido no próprio player digital revelado durante a apresentação que tem o mesmo nome do disco. A surpresa veio ao por revisitar não apenas suas próprias canções antigas e outras de outros autores que lhe influenciaram num novo formato, mas justamente pelo próprio formato escolhido para a apresentação. Chamou o baixista Antonio Andrade e o pianista Enrico Machado para, apenas à guitarra, cantar canções sem instrumento rítmico: nada de percussões nem bateria seja acústica ou eletrônica, o que ressaltava a beleza de suas canções, acamadas na microfonia shoegaze de seu instrumento e na doçura do vocal, por horas frágil de propósito (batendo na vertente Daniel Johnston do indie rock), por outras com a força e precisão exata. E além de músicas próprias (incluindo de projetos antigos, como a banda This Man e os Sem Cuecas, e futuros, como os Minikids), cantou canções de Manu Julian, da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e do Lauiz, que inclusive fez uma das participações da noite, que ainda contou com o baixo de Helena Cruz em uma canção e os integrantes do Minikids no final. Vai Gibaa!

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Centro da Terra: Junho de 2026

Estamos chegando ao final do primeiro semestre do ano e estas são as atrações musicais que estarão em cartaz no Centro da Terra durante este próximo mês de junho. As segundas-feiras ficam com o grande Gustavo Galo, que aproveita o mês de seu aniversário para festejar na temporada Um Bis no Abismo, que começa na segunda segunda do mês porque este junho tem cinco segundas-feiras. No dia 8, ele celebra seu irmão de alma, o saudoso Luiz Chagas, numa noite que ainda em que será acompanhado por Biel Basile, Fábio Sá, Chicão e Gustavo Ruiz, quando cantará músicas de seu eterno chapa. No dia 15, ele traz sua nova banda Tudo a Ver (que conta com Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi e Vitor Wutzki) numa noite dedicada à poesia que ainda contará com as presenças de Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Dimitri Br e Marcelo Ariel.. No dia 22 ao lado de Peri Pane, viaja por suas subversões em português para músicas de Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen, entre outros, quando também recebe os convidados André Mourão e Péricles Cavalcanti. A última noite da temporada não é numa segunda-feira por motivos de Copa do Mundo, e cai no primeiro dia do mês seguinte, quando chama a banda que já o acompanha há uma década (Pedro Gongon, Otávio Carvalho, Lucas Gonçalves e Tomás Gleiser) para mostrar músicas inéditas e relembrar de outras velhas conhecidas. A primeira segunda de junho (dia 1º) fica com o novíssimo grupo Lumia, formado por Marina Marchi, Júlia Toledo, Laryssa Alves, Miriam Momesso e Amanda Barbosa em uma apresentação chamada Quinteto. No dia seguinte, a primeira terça-feira do mês (dia 2), Leal sobe pela primeira vez no palco do Centro da Terra com um espetáculo intimista chamado Circulando, quando vem acompanhaado de Reyviton Lima, Rafael dos Santos e Fernanda Horvath. Na terça seguinte (dia 9) é a vez de Luna França voltar ao palco do teatro, desta vez em formato solo, e mostrando composições inéditas na apresentação batizada de Junto, quando começa a explorar o que será seu segundo disco ao lado de Arquétipo Rafa, Lê Veras e Melifona, com participações de Malu Magri, Ana Passarinho e Heloá Holanda. No dia 16, a dupla Triste, formada por Rafael Brasil (Far From Alaska) e Brenda Mayer (Call Me Lolla), faz sua estreia no palco em um show delicado e minimalista chamado De Perto. No dia 23, o violonista virtuoso Daniel Murray chega mais uma vez ao palco do Centro da Terra ao começar a desbravar o Universo Musical de Egberto Gismonti, título de seu novo espetáculo, dedicado a esmiuçar a complexidade melódica, harmônica e polirrítmica deste mestre, com quem já pode dividir o palco algumas vezes. E no último dia do mês o gaúcho Irmão Victor estreia no teatro comemorando os dez anos de seu primeiro disco Passos Simples para Transformar Gelatina em um Monstro, que será tocado na íntegra numa noite que ainda terá as presenças de Vicente Barroso, Thales Castanheira, Theo Cecato, Jorge Zahar, Simone Julian, Max Huszar e Manu Julian. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Gibaa: Fagogo

Gibaa antecipa seu segundo álbum nesta terça-feira no Centro da Terra e o conceito de Fagogo vai para além do disco, pois também é um player de música digital. Na ativa desde antes da pandemia, Gibaa lançou seu primeiro disco, Poça Platônica, em 2024 e desde então vem trabalhando no conceito de Fagogo, um disco que não está nas plataformas de áudio e só pode ser ouvido num player de áudio digital open-source que leva o mesmo nome do disco – ou ao vivo, como é o caso desta primeira apresentação que fará no teatro. O espetáculo começa pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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O buraco do fim do mundo

“Esse sentimento de que o mundo tá indo pro buraco”, a sensação de desesperança transmitida pela segunda apresentação da temporada Acontecimento que o trio Crizin da Z.O. está fazendo no Centro da Terra poderia ser resumido a um questionamento ainda maior, posto logo já no primeiro movimento, quando o próprio Crizin arrematava: “Será que nesse buraco cabe o mundo?”. Recebendo a dupla Deafkids nesta segunda-feira, mais uma vez o grupo de funk apocalíptico transformou o palco do teatro em um alarme estridente sobre o fim do mundo iminente que toma conta do nosso dia-a-dia. Como na primeira apresentação da temporada (quando o grupo apresentou-se ao lado de Kiko Dinucci), esta nova noite viu o casamento das duas guitarras presentes criar uma parede de microfonia grossa que espremia o público contra a parede mental dos próprios cérebros, mas como tanto Douglas Leal quanto Mariano Sarine desdobram-se na percussão (elemento também crucial para o grupo do Rio de Janeiro), esta névoa elétrica sempre vinha aterrada de atabaques e tambores prontos para deixar todos em alerta. Pesado e aterrador como sempre, mas sem perder a seriedade ou o senso de emergência.

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Percurso sinuoso e fluido

O coletivo Enchante fez sua estreia no Centro da Terra nesta terça-feira, abrindo a noite batizada de Sombras N’Água com uma enxurrada de ruídos em que Sue, Anna Vis, Mari Crestani e Gylez – e a convidada Valentina Facury – já chocaram o público de saída, para depois entrar num percurso mais sinuoso e fluido, deixando o improviso dos instrumentos estabelecer o ritmo do resto da noite, depois do apavoro inicial. A partir dali, samples e efeitos eletrônicos, voz, guitarra, sax, percussão e viola seguiram caminhos próximos mas com interferência mínima e pontual, naqueles belos momentos do improviso em que a escuta é tão importante quanto a ação, trabalhando com espaços vazios e momentos de tensão sonora que eram tão volumosos quanto expansivos.

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Enchante: Sombras N’Água

O recém–formado coletivo Enchante, formado por artistas queer da cena paulistana que trabalham com a improvisação livre, sobe ao palco do Centro da Terra pela primeira nesta terça-feira, quando apresentam o espetáculo Sombras N’Água. Formado por Sue (guitarra e sampler), Anna Vis (voz e sampler), Mari Crestani (sax alto e contrabaixo) e Gylez (viola elétrica), o grupo trabalha com o risco da performance ao vivo e para esta apresentação convida a percussionista Valentina Facury. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Os pés no abismo

A temporada Acontecimento, que o trio fluminense Crizin da Z.O. começou nesta segunda-feira no Centro da Terra, desceu os primeiros degraus em direção a um desconhecido sônico em que novos experimentos sonoros, citações de faixas de seu disco Acelero (de 2024) e porções musicais trazidas pelos convidados formam uma nova realidade. Quem abriu o caminho da temporada foi Kiko Dinucci que mais uma vez trouxe sua guitarra elétrica para ser desconstruída naquele palco, acompanhando movimento semelhante ao que fez o guitarrista do trio, Marcelo Fiedler. Só que cada um vinha de um rumo: Kiko do punk e Marcelo do metal, aos poucos amalgamando seus ruídos elétricos em uma parede de microfonia e distorção em que o MC Cris Onofre soltava seus impropérios apocalípticos enquanto distorcia a própria voz e disparava bases e o percussionista Danilo Machado vinha com o molho mínimo e convincente pra abrasileirar ainda mais aquele barulho todo, seja nas congas ou apenas no pandeiro. Em dois momentos, Kiko puxou duas de suas armas mais pesadas: “Veneno”, arrebatamento em forma de briga de rua que compôs com Ogi e fez Crizin decorar toda a letra, e um de seus hinos, a hipnótica “Crack pra Ninar”, que embalou o final dessa primeira noite, deixando o grupo pronto para o salto, com os pés pendurados à beira de um abismo.

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Crizin da Z.O.: Acontecimento

Enorme satisfação em receber mais uma vez no Centro da Terra o trio fluminense Crizin da Z.O., que ocupa as segundas-feiras de maio com temporada Acontecimento, em que utiliza o palco do teatro como um espaço-tempo imprevisível. E assim Cris Onofre, Marcelo Fiedler e Danilo Machado convidam diferentes artistas para criar nestes instantes e a cada segunda-feira recebem novos parceiros. A primeira,a dia 4, vem com Kiko Dinucci abrindo caminhos. Depois, dia 11, recebem a dupla Deaf Kids. No dia 18 é a vez de receberem os produtores MNTH, Lcuas Pires e Mbé e encerram estes acontecimentos com a presença de Juçara Marçal no dia 25, sempre misturando funk carioca com elementos de vanguarda, noise e eletrônica. As apresentações começam pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Enfim, palco

Fez-se palco! Heloiza Abdalla finalmente materializou seu livro de poemas Ana Flor da Água da Terra em espetáculo nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando completou 20 anos desde que começou a escrevê-lo e dez de sua publicação. Com o auxílio luxuoso – e discreto – de bons camaradas como Sandra-X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete), Chicão (piano) e Diogo Cardoso (luz), ela fundiu poesia, música, dança e cinema numa apresentação que ganhou seu próprio corpo – e ainda deixou uma palhinha de seu próximo livro ao improvisar um bis com o sexto poema de Sala Azul Vermelha.

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Heloiza Abdalla: Ana Flor da Água da Terra

Imensa satisfação proporcionar à Heloiza Abdalla a transformação de seu livro Ana Flor da Água da Terra em espetáculo musical no aniversário de dez anos de sua publicação. Ela transforma os poemas desta obra em um improviso livre contínuo que conta com as participações de Sandra-X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete) e Chicão (piano), além de iluminação feita pelo poeta Diogo Cardoso. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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