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Bob Dylan de novo: “I go where only the lonely can go”

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A voz rouca e calejada parece vir do além, mas Bob Dylan sabe que está em algum muquifo decadente de nosso inconsciente: “Mais um dia que não termina, mais um barco que se vai”, ele rosna no início de seu novíssimo blues sujo “False Prophet”, “Mais um dia de raiva, de amargura e de dúvida”. O novo single, ilustrado por essa estranha presença da morte em trajes de gala com um olho só, não é apenas a terceira faixa maravilhosa que lança em 2020, esse trio de jóias inéditas que começou com o épico de quase 17 minutos “Murder Most Foul” e seguiu com a introspectiva “I Contain Multitudes” faz parte do primeiro álbum de inéditas que Dylan lança em oito anos, anunciado junto com a nova canção.

Depois de três discos – incluindo um álbum triplo – vagando por canções que, em sua maioria, foram imortalizadas por Frank Sinatra (Shadows in the Night, de 2015, Fallen Angels, de 2016, e Triplicate, de 2017), o mestre volta-se para sua própria lavra e anuncia que as três músicas que lançou nesse mórbido 2020 fazem parte de Rough and Rowdy Ways, que já está em pré-venda e será lançado no dia 19 de junho. “False Prophet” segue aproximando o tom do álbum de nossos dias isolados ante a peste: “Eu não sou nada como minha aparição fantasmagórica sugere/ Não sou um falso profeta / Só disse o que disse / Estou aqui pra trazer a vingança para a cabeça de alguém.” A capa do novo disco e a letra da nova música seguem abaixo:

roughandrowdyways

Another day that don’t end
Another ship goin’ out
Another day of anger, bitterness, and doubt
I know how it happened
I saw it begin
I opened my heart to the world and the world came in

Hello Mary Lou
Hello Miss Pearl
My fleet-footed guides from the underworld
No stars in the sky shine brighter than you
You girls mean business and I do too

Well I’m the enemy of treason
Enemy of strife
Enemy of the unlived meaningless life
I ain’t no false prophet
I just know what I know
I go where only the lonely can go

I’m first among equals
Second to none
Last of the best
You can bury the rest
Bury ’em naked with their silver and gold
Put them six feet under and pray for their souls

What are you lookin’ at
There’s nothing to see
Just a cool breeze that’s encircling me
Let’s go for a walk in the garden
So far and so wide
We can sit in the shade by the fountain-side

I search the world over
For the Holy Grail
I sing songs of love
I sing songs of betrayal
Don’t care what I drink
Don’t care what I eat
I climbed the mountains of swords on my bare feet

You don’t know me darlin’
You never would guess
I’m nothing like my ghostly appearance would suggest
I ain’t no false prophet
I just said what I said
I’m just here to bring vengeance on somebody’s head

Put out your hand
There’s nothing to hold
Open your mouth
I’ll stuff it with gold
Oh you poor devil look up if you will
The city of God is there on the hill

Hello stranger
A long goodbye
You ruled the land
But so do I
You lost your mule
You got a poison brain
I’ll marry you to a ball and chain

You know darlin’
The kind of life that I live
When your smile meets my smile something’s got to give
I ain’t no false prophet
No I’m nobody’s bride
Can’t remember when I was born
And I forgot when I died

Mais uma inédita de Bob Dylan

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Depois do épico “Murder Most Foul“, Bob Dylan lança mais uma faixa inédita, “I Contain Multitudes”, que segue a linha da canção anterior com muitas citações e referências, embora num espaço menor de tempo – quase cinco minutos, ao contrário da anterior, com mais de dezesseis. Citando os Rolling Stones, Edgar Allen Poe, Chopin, Indiana Jones, Anne Frank, David Bowie e Beethoven, ele volta-se para si mesmo para falar do alto de sua experiência e discordâncias. “Pintei paisagens e pintei nus”, canta como se referisse às duas canções mais recentes – a primeira uma apoteótica descrição do século passado e esta nova em que despe-se entre um cello pensativo, um violão bucólico, uma guitarra steel idílica: “Sou um homem de contradições, eu sou um homem de muitos humores, eu contenho multitudes”, canta numa voz deliciosamente familiar, “seu velho lobo ganancioso, eu lhe mostrarei meu coração, mas não por inteiro, só a parte odiável.” Como não amar este homem?

A música nova do Dylan emocionou Nick Cave

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Preso em isolamento da quarentena, o bardo australiano Nick Cave tem conversado mais ativamente com seus fãs através do fórum de seu site, respondendo a perguntas em textos aprofundados. Um dos temas recentes foi a música mais recente de Dylan, “Murder Most Foul”, um épico de tirar o fôlego que o poeta norte-americano revelou logo no início da quarentena. Disse Cave:

Muitos já escreveram sobre a nova música de Bob Dylan, “Murder Most Foul” – e o interesse é justificável. É uma desconcertante mas bela canção e, como muitas pessoas, fiquei extremamente comovido por ela.

No coração desse épico de dezessete minutos, está um terrível evento, o assassinato de JFK – um vórtice sombrio que ameaça puxar tudo, exatamente como nos EUA em 1963. Girando em torno do incidente, Dylan tece uma litania de coisas amadas – principalmente música – que alcançam a escuridão, na libertação. Na medida em que a música se desenrola, ele lança a linha de vida após linha de vida, de forma insistente e semelhante a um mantra, e somos erguidos, ao menos momentaneamente, livres do acontecimento. A cascata incansável de Dylan feita de referências de músicas aponta para o nosso potencial como seres humanos de criar coisas bonitas, mesmo de frente a nossa própria capacidade de malevolência. ‘Murder Most Foul’ nos lembra que nem tudo está perdido, pois a música em si se torna uma tábua de salvação lançada em nossa situação atual.

A instrumentação é amorfa, fluida e muito bonita. Liricamente, ele tem toda a ousadia perversa e divertida de muitas das grandes músicas de Dylan, mas além disso há algo em sua voz que parece extraordinariamente reconfortante, especialmente neste momento. É como se tivesse percorrido uma grande distância, através de trechos de tempo, cheios de uma integridade e estatura conquistadas, que acalma o caminho de uma canção de ninar, um cântico ou uma prece.

Quanto sobre ser a última vez que ouviremos uma nova música de Bob Dylan, eu certamente espero que não. Mas talvez haja alguma sabedoria em tratar todas as canções, ou, nesse caso, todas as experiências, com certo cuidado e reverência, como se encontrássemos essas coisas pela última vez. Digo isso não apenas à luz do novo coronavírus, mas de que é uma maneira eloquente de levar a vida e apreciar o aqui e agora, saboreando-o como se fosse a última vez. Tomar um drinque com um amigo como se fosse a última vez, comer com sua família como se fosse a última vez, ler para seu filho como se fosse a última vez, ou de fato, sentar na cozinha ouvindo uma nova música de Bob Dylan como se fosse a última vez. Ela permeia tudo o que fazemos com maior significado, colocando-nos dentro do presente, nosso futuro incerto, temporariamente preso.

Ave Nick Cave.

Vida Fodona #630: Calminho

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Ma non troppo.

Sara Não Tem Nome – “Agora”
Damien Rice – “Chandelier”
Bob Dylan – “Murder Most Foul”
Tatá Aeroplano – “Alucinações”
Thiago França – “Dentro da Pedra”
Mauricio Takara e Carla Boregas – “Traçado Entre Duas Linhas”
Atønito – “Veloce”
Dlina Volny – “Do It”
Dua Lipa – “Love Again”
Baco Exu do Blues + Lelle – “Preso Em Casa Cheio de Tesão”
Bivolt – “110v”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Flume + Toro y Moi – “The Difference”
Breakbot + Delafleur – “Be Mine Tonight”

Bob Dylan encerra o século 20

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“Saudações a meus fãs e seguidores, agradeço a todo o apoio e lealdade em todos estes anos. Esta é uma canção que gravamos há algum tempo e não foi lançada, acho que devem achá-la interessante.
Mantenham-se seguros, mantenham-se alertas e que Deus esteja com vocês.”

Sem poder fazer o que mais gosta – shows – devido à epidemia do coronavírus e pressentindo a nuvem pesada que a praga vem formando no horizonte, Bob Dylan lançou sua canção mais extensa (dezesseis minutos e cinquenta e seis segundos) neste fim de semana, canção que imediatamente coloca-se no panteão de suas músicas mais importantes. Aos 78 anos, ele apresenta “Murder Most Foul”, um épico em que narra o assassinato do presidente norte-americano John Kennedy como epicentro do século passado, quando o país em que nasceu começou a ruir. Citando inúmeras canções e artistas pelo nome, ele recria o assassinato de JFK e suas consequências imediatas ao mesmo tempo em que enumera referências e citações, indo de Woodstock ao free jazz, dos Beatles a Robert Johnson, de Nat King Cole aos Beach Boys, costurando títulos de canções e sobrenomes numa rapsódia tensa e apocalíptica, mas ao mesmo tempo reverente e respeitosa, como uma missa de sétimo dia para o século passado.

Sorte nossa de viver no mesmo tempo que um autor deste porte.

O disco perdido de Bob Dylan e Johnny Cash

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Entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 1969, Bob Dylan e Johnny Cash estiveram no mesmo estúdio, gravando músicas próprias além de versões de músicas alheias. Era meio que um ensaio para a participação de Dylan no programa que Cash tinha na ABC, que aconteceria meses depois – e o encontro, registrado, nunca havia sido lançado. Essa reparação está sendo feita no décimo quinto volume das Bootleg Series de Dylan, que será lançado no dia 1° de novembro e já está em pré-venda.

Bob Dylan (featuring Johnny Cash) – Travelin’ Thru, 1967 – 1969: The Bootleg Series Vol. 15 ainda mostra que o encontro de Dylan e Cash ainda teve a participação de outro nome ilustre da era de ouro do rock norte-americano – ninguém menos que Carl Perkins (o autor de clássicos como “Blue Suede Shoes”, “Matchbox”, “Everybody’s Trying to Be My Baby” e “Honey Don’t”, entre outras), que participa de cinco faixas, além de incluir gravações dos discos John Wesley Harding, Self Portrait e Nashville Skyline, todos do final dos anos 60, quando Dylan distanciou-se do rock psicodélico e pesado da época para abraçar a country music. O disco ainda traz a gravação do programa de Dylan e Cash, além de um sarau com o tocador de banjo Earl Scruggs, na casa do escritor e jornalista Thomas B. Allen (autor do livro que inspirou o filme O Exorcista). Uma primeira raridade foi revelada com o anúncio do novo volume da série de piratas oficializados, com a faixa “I Pity The Poor Immigrant (Take 4)”.

Abaixo, a capa e a ordem das músicas do próximo disco de Dylan.

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Disco 1

17 de outubro de 1967
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco John Wesley Harding

“Drifter’s Escape – Take 1 (Alternate Version)”
“I Dreamed I Saw St. Augustine – Take 2 (Alternate Version)”

6 de novembro de 1967
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco John Wesley Harding

“All Along the Watchtower – Take 3 (Alternate Version)”
John Wesley Harding – Take 1 (Alternate Version)”
“As I Went Out One Morning – Take 1 (Alternate Version)”
“I Pity the Poor Immigrant – Take 4 (Alternate Version)”
“I Am a Lonesome Hobo – Take 4 (Alternate Version)”

Bob Dylan: vocais, guitarra e gaita
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria

13 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Nashville Skyline

“I Threw It All Away – Take 1 (Alternate Version)” (lançada originalmente no The Bootleg Series, Vol. 10: Another Self Portrait)
“To Be Alone with You – Take 1 (Alternate Version)”
“Lay Lady Lay – Take 2 (Alternate Version)” (lançada originalmente como um bônus para quem comprasse o disco Together Through Life na pré-venda)
“One More Night – Take 2 (Alternate Version)”
“Western Road – Take 1 (Outtake)”

14 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Nashville Skyline

“Peggy Day – Take 1 (Alternate Version)”
“Tell Me That It Isn’t True – Take 2 (Alternate Version)”
“Country Pie – Take 2 (Alternate Version)”

Bob Dylan – vocais, guitarra, piano e gaita
Kelton D. Herston, Norman Blake, Charlie Daniels, Wayne Moss (10 & 12): guitarras
Bob Wilson: piano, órgão
Peter Drake: guitarra pedal steel
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria

Disco 2

17 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
The Dylan-Cash Sessions

“I Still Miss Someone” – Take 5 (por Johnny Cash e Roy Cash, Jr.)
“Don’t Think Twice, It’s All Right”/”Understand Your Man – Rehearsal” (por Bob Dylan e Johnny Cash)

18 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
The Dylan-Cash Sessions

“One Too Many Mornings – Take 3”
“Mountain Dew – Take 1” (por Bascom Lamar Lunsford e Scott Wiseman)
“Mountain Dew – Take 2” (por Bascom Lamar Lunsford e Scott Wiseman)
“I Still Miss Someone – Take 2” (por Johnny Cash e Roy Cash, Jr.)
“Careless Love – Take 1” (tradicional, arranjada por Bob Dylan e Johnny Cash)
“Matchbox” (por Carl Perkins)
“That’s All Right, Mama – Take 1” (por Arthur Crudup)
“Mystery Train” (por Junior Parker)/”This Train Is Bound for Glory – Take 1″ (por Woody Guthrie)
“Big River – Take 1” (por Johnny Cash)
“Girl from the North Country – Rehearsal”
“Girl from the North Country – Take 1”
“I Walk the Line – Take 2” (por Johnny Cash)
“Guess Things Happen That Way – Rehearsal” (por Jack Clement)
“Guess Things Happen That Way – Take 3” (por Jack Clement)
“Five Feet High and Rising – Take 1” (por Johnny Cash)
“You Are My Sunshine – Take 1” (por Jimmie Davis e Charles Mitchell)
“Ring of Fire – Take 1” (por June Carter e Merle Kilgore)

Disco 3

February 18, 1969
Columbia Studio A, Nashville, TN
The Dylan-Cash Sessions

“Studio Chatter”
“Wanted Man – Take 1”
“Amen – Rehearsal” (por Jester Hairston)
“Just a Closer Walk with Thee – Take 1” (tradicional, arranjada por Bob Dylan e Johnny Cash)
“Jimmie Rodgers Medley No. 1 – Take 1” (Inspirada em “Blue Yodel No. 1 (T for Texas)”, “The Brakeman’s Blues (Yodeling the Blues Away)” e “Blue Yodel No. 5 (It’s Raining Here)”, todas por Jimmie Rodgers)
“Jimmie Rodgers Medley No. 2 – Take 2” (Inspirada em “Waiting for a Train”, “The Brakeman’s Blues (Yodeling the Blues Away)” e “Blue Yodel No. 1 (T For Texas)”, todas por Jimmie Rodgers)

Bob Dylan: vocais e guitarra
Johnny Cash: vocais e guitarra
Carl Perkins: guitarra
Bob Wootton: guitarra
Marshall Grant: baixo
W.S. Holland: bateria

1° de maio de 1969
Ryman Auditorium, Nashville
Ao vivo no The Johnny Cash Show
Originalmente transmitido pela emissora ABC no dia 7 de junho de 1969

“I Threw It All Away” (inclusa no DVD The Best of the Johnny Cash TV Show: 1969-1971, lançado em 2010)
“Living the Blues”
“Girl from the North Country” (inclusa no DVD The Best of the Johnny Cash TV Show: 1969-1971, lançado em 2010)

Bob Dylan: guitarra e vocais
Johnny Cash: guitarra e vocais
Norman Blake e Charlie Daniels: guitarras
Peter Drake: guitarrra pedal steel
Bob Wilson: piano
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria

3 de maio de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Self Portrait

“Ring of Fire (Outtake)” (por June Carter and Merle Kilgore)
“Folsom Prison Blues (Outtake)” (por Johnny Cash)

Bob Dylan: guitarra e vocais
Fred F. Carter e Norman Blake: guitarras
Charlie Daniels: guitarra e baixo
Bob Wilson: piano
Peter Drake: guitarra pedal steel
Charlie McCoy: gaita e baixo
Kenneth Buttrey: bateria
Delores Edgin e Dottie Dillard: vocais de apoio

17 de maio de 1970
Na casa de Thomas B. Allen, Carmel, em Nova York, com Earl Scruggs

“Earl Scruggs Interview”
“East Virginia Blues” (por A.P. Carter) (inclusa no documentário Earl Scruggs: His Family and Friends, de 1971)
To Be Alone with You
“Honey, Just Allow Me One More Chance” (tradicional, arranjada por Bob Dylan)
“Nashville Skyline Rag” (lançada anteriormente no disco Earl Scruggs Performing with His Family and Friends)

Bob Dylan: guitarra e vocais
Earl Scruggs: banjo
Randy Scruggs: violão
Gary Scruggs: baixo elétrico

Máquina do Tempo: 1° a 31 de maio

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1° de maio de 1969 – Bob Dylan é o convidado na estreia do programa de Johnny Cash

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2 de maio de 1989 – Os Stone Roses lançam seu primeiro disco

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3 de maio de 1958 – Rock causa tumulto em Boston


4 de maio de 2000 – Metallica processa os próprios fãs

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5 de maio de 1946 – Nasce Beth Carvalho

keith-richards
6 de maio de 1965 – Keith Richards compõe “Satisfaction” num sonho

red-hot-chili-peppers
7 de maio de 1992 – John Frusciante sai dos Red Hot Chili Peppers

robert-johnson
8 de maio de 1911 – Nasce Robert Johnson

neilopes
9 de maio de 1942 – Nasce Nei Lopes

weezer-blue
10 de maio de 1994 – O Weezer lança seu primeiro álbum

bob-marley
11 de maio de 1981 – Morre Bob Marley

Jimi Hendrix Experience - Are you experienced
12 de maio de 1967 – Jimi Hendrix lança Are You Experienced?


13 de maio de 1938 – Louis Armstrong imortaliza “When the Saints Go Marching In”

beyonce
14 de maio de 2016 – Beyoncé emplaca todos os singles de seu Lemonade entre os mais vendidos

raising-hell
15 de maio de 1986 – O Run DMC lança o primeiro grande álbum de rap

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16 de maio de 1966 – Bob Dylan lança Blonde on Blonde e os Beach Boys lançam Pet Sounds

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17 de maio de 1887 – Nasce João da Baiana

ian-curtis
18 de maio de 1980 – Ian Curtis comete suicídio

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19 de maio de 1945 – Nasce Pete Townshend

bill-haley
20 de maio de 1954 – Bill Haley & His Comets lançam o hino “Rock Around the Clock”

marvin-gaye
21 de maio de 1970 – Marvin Gaye lança What’s Going On

monkees
22 de maio de 1967 – Os Monkees lançam o primeiro disco em que compõem e tocam tudo

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23 de maio de 1966 – Os Doors estreiam no Whiskey a Go Go


24 de maio de 1941 – Nasce Bob Dylan


25 de maio de 1996 – Brad Nowell, do Sublime, é encontrado morto

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26 de maio de 1926 – Nasce Miles Davis

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27 de maio de 1957 – Buddy Holly lança seu primeiro hit, “That’ll Be The Day”

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28 de maio de 1957 – Nasce John Fogerty, do Creedence Clearwater Revival

tinaturner
29 de maio de 1984 – Tina Turner dá a volta por cima com Private Dancer

midnight-oil
30 de maio de 1990 – Midnight Oil protesta no coração financeiro de Nova York


31 de maio de 1938 – Nasce Miele

“Rolling Thunder Revue” está chegando…

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O segundo documentário de Martin Scorsese sobre Bob Dylan, Rolling Thunder Revue, cujo foco é em sua lendária turnê em 1975, já tem data de lançamento: dia 12 de junho chega à grade da Netflix, segundo o próprio serviço de vídeos sob demanda. Não há muitas informações sobre o filme, exceto que há participações de Joan Baez e Allen Ginsberg e depoimentos de nomes como Patti Smith, Joni Mitchell, Sam Shepard e Sharon Stone – e que é menor do que o documentário anterior de Scorsese sobre Dylan, No Direction Home, que tinha seis horas – este tem apenas duas horas e meia.