Quando Bob Dylan começou a mostrar Rough And Rowdy Ways, nem sabíamos que era um álbum que viria. A sombra da pandemia pesava sobre o ocidente quando um de seus maiores artistas cantava um épico inesperado: os quase dezessete minutos de “Murder Most Foul” recontava o assassinato do presidente norte-americano John Kennedy como um divisor cultural, o fim da inocência estadunidense e o início da queda no abismo em que nos encontramos hoje, citando músicos e canções como testemunhos destas transformações. Ele depois lançou a bucólica “I Contain Multitudes” e parecia que estava apenas mostrando umas músicas novas para nos reconfortar, uma melhor que a outra. Até que o groove quadrado de “False Prophet” anunciou a vinda do novo álbum, que só por conter estas três músicas já mostrava que seria um dos melhores discos do mestre.
E é verdade. Por mais que ele ressoe como os últimos discos que lançou (a trilogia que gravou como intérprete formada pelos álbuns Shadows in the Night, de 2015, Fallen Angels, de 2016, e o triplo Triplicate, de 2017), Rough… conversa diretamente com todos seus discos neste século, especialmente os três primeiros do século, “Love and Theft” (2001), Modern Times (2006) e Together Through Life (2009). Neste trio de discos do início do século 21, ele comentava a nova modernidade à partir da modernidade que conheceu, voltando para os anos 50 de sua adolescência. Já a trilogia de canções que foram gravadas por Sinatra volta ainda mais no tempo, para os anos 20, 30 e 40, fazendo a ponte entre o terreno onde plantou suas Basement Tapes, a música folk americana do início do século, e a era de ouro do rádio em seu país.
O novo disco retoma o andamento do século e parece caminhar entre inferninhos do sul dos EUA, estradas desertas ao por do sol e salões de velho oeste trazidos para a era da eletricidade e da gasolina. São blues rasgados e rocks que chacoalham cadeiras e cabeças mas não os quadris (“False Prophet”, “Goodbye Jimmy Reed”, “Crossing the Rubicon”), baladas pensativas (“I’ve Made Up My Mind to Give Myself to You” é de chorar, “Black Rider” parece um presságio), delírios solitários e canções de cortar o coração (a já citada “I Contain Multitudes” e “Mother of Muses”, em que sua voz, que nos acostumamos com o timbre velho e calejado, está deslumbrante). Só esse conjunto de canções já colocaria Rough… entre os melhores discos de Dylan e seu melhor disco desde Time Out of Mind, de 1997.
As duas faixas do final, no entanto, encerram a discussão. Além da imbatível “Murder Most Foul”, ele ainda nos presenteia com a gigantesca e contemplativa “Key West (Philosopher Pirate)”, única faixa com refrão no disco, que espreguiça-se também pelo século 20, citando canções e situações, perguntando se estamos procurando a imortalidade. “O que você está olhando? Não tem nada pra ver aqui”, resmunga irônico, em “False Prophet”, “você não me conhece, querida…”, explica como se estivesse mostrando onde devemos ficar – à vontade, ouvindo-o.
A passagem de Little Richard – autoproclamado “o arquiteto do rock’n’roll” – fez toda a geração do rock clássico dos anos 60 vir a público reverenciá-lo. Dois gigantes, Paul e Dylan, escreveram textos emotivos saudando sua importância em suas contas no Twitter. Disse Paul:
“De ‘Tutti Frutti’ a ‘Long Tall Sally’, de ‘Good Golly, Miss Molly’ a ‘Lucille’, Little Richard entrou gritando na minha vida quando eu era adolescente. Devo muito ao que faço a Little Richard e seu estilo; e ele sabia disso. Ele dizia: “Ensinei a Paul tudo o que ele sabia”.
Tenho que admitir que ele tem razão. No começo dos Beatles, tocamos com Richard em Hamburgo e pudemos conhecê-lo. Ele nos deixava ficar em seu camarim, onde testemunhávamos seus rituais antes do show, com a cabeça debaixo de uma toalha sobre uma tigela de água quente fumegante e de repente, ele levantava a cabeça em direção ao espelho e dizia: ‘Não posso evitar, porque sou muito bonito’. E era. Um grande homem com um adorável senso de humor e alguém que fará falta pela comunidade do rock and roll e muito mais.
Agradeço a ele tudo o que ele me ensinou e a gentileza que demonstrou ao me deixar ser seu amigo. Adeus, Richard e a-wop-bop-a-loo-bop”
“Acabei de ouvir as notícias sobre Little Richard e estou muito triste. Ele era minha estrela brilhante e a luz que guiava de volta quando eu era apenas um garotinho. O espírito dele era o que me levou a fazer tudo o que fiz.
Fiz alguns shows com ele na Europa no início dos anos 90 e ficava muito tempo com ele em seu camarim. Ele sempre foi generoso, gentil e humilde. E ainda era explosivo como intérprete e músico, você ainda pode aprender muito com ele.
Na presença dele, ele sempre foi o mesmo Little Richard que eu ouvi pela primeira vez e fiquei impressionado ao crescer e eu sempre fui o mesmo menino. Claro que ele viverá para sempre. Mas é como se parte de nossas vidas fosse embora.”
Veja outras homenagens de nossos ídolos ao seu ídolo:
So sad to hear that my old friend Little Richard has passed. There will never be another!!! He was the true spirit of Rock’n Roll! pic.twitter.com/yU1EJmjejU
RIP Little Richard, a very sad loss. My thoughts are with his loved ones. It’s Little Richard’s songs that pioneered rock’n’roll. I got to hear him and his band at the Newport Lounge in Miami and boy were they good. pic.twitter.com/JXgahhJAfk
Absolutely heartbroken this morning at also hearing the news of the passing of my bro & friend, the great Little Richard. From our connection through our mutual mentor, Bumps Blackwell, to recording “Money Is” & “Do It To It” for the $ soundtrack, to…https://t.co/jeHNYYobEPpic.twitter.com/aEJEQVuNN9
Little Richard was a performer so riveting, so extraordinary, that #JimiHendrix was his sideman and #JamesBrown his opening act. THANKYOU for everything. THANKYOU for rock n roll. https://t.co/9AiUcBaOhk
“Wasn’t I wonderful?!” — Little Richard, after telling him I loved his show when I met him in the ‘90s. Yes. Yes, you were. Long live Little Richard! pic.twitter.com/ziiVNo4Phh
A voz rouca e calejada parece vir do além, mas Bob Dylan sabe que está em algum muquifo decadente de nosso inconsciente: “Mais um dia que não termina, mais um barco que se vai”, ele rosna no início de seu novíssimo blues sujo “False Prophet”, “Mais um dia de raiva, de amargura e de dúvida”. O novo single, ilustrado por essa estranha presença da morte em trajes de gala com um olho só, não é apenas a terceira faixa maravilhosa que lança em 2020, esse trio de jóias inéditas que começou com o épico de quase 17 minutos “Murder Most Foul” e seguiu com a introspectiva “I Contain Multitudes” faz parte do primeiro álbum de inéditas que Dylan lança em oito anos, anunciado junto com a nova canção.
Depois de três discos – incluindo um álbum triplo – vagando por canções que, em sua maioria, foram imortalizadas por Frank Sinatra (Shadows in the Night, de 2015, Fallen Angels, de 2016, e Triplicate, de 2017), o mestre volta-se para sua própria lavra e anuncia que as três músicas que lançou nesse mórbido 2020 fazem parte de Rough and Rowdy Ways, que já está em pré-venda e será lançado no dia 19 de junho. “False Prophet” segue aproximando o tom do álbum de nossos dias isolados ante a peste: “Eu não sou nada como minha aparição fantasmagórica sugere/ Não sou um falso profeta / Só disse o que disse / Estou aqui pra trazer a vingança para a cabeça de alguém.” A capa do novo disco e a letra da nova música seguem abaixo:
Another day that don’t end
Another ship goin’ out
Another day of anger, bitterness, and doubt
I know how it happened
I saw it begin
I opened my heart to the world and the world came in
Hello Mary Lou
Hello Miss Pearl
My fleet-footed guides from the underworld
No stars in the sky shine brighter than you
You girls mean business and I do too
Well I’m the enemy of treason
Enemy of strife
Enemy of the unlived meaningless life
I ain’t no false prophet
I just know what I know
I go where only the lonely can go
I’m first among equals
Second to none
Last of the best
You can bury the rest
Bury ’em naked with their silver and gold
Put them six feet under and pray for their souls
What are you lookin’ at
There’s nothing to see
Just a cool breeze that’s encircling me
Let’s go for a walk in the garden
So far and so wide
We can sit in the shade by the fountain-side
I search the world over
For the Holy Grail
I sing songs of love
I sing songs of betrayal
Don’t care what I drink
Don’t care what I eat
I climbed the mountains of swords on my bare feet
You don’t know me darlin’
You never would guess
I’m nothing like my ghostly appearance would suggest
I ain’t no false prophet
I just said what I said
I’m just here to bring vengeance on somebody’s head
Put out your hand
There’s nothing to hold
Open your mouth
I’ll stuff it with gold
Oh you poor devil look up if you will
The city of God is there on the hill
Hello stranger
A long goodbye
You ruled the land
But so do I
You lost your mule
You got a poison brain
I’ll marry you to a ball and chain
You know darlin’
The kind of life that I live
When your smile meets my smile something’s got to give
I ain’t no false prophet
No I’m nobody’s bride
Can’t remember when I was born
And I forgot when I died
Depois do épico “Murder Most Foul“, Bob Dylan lança mais uma faixa inédita, “I Contain Multitudes”, que segue a linha da canção anterior com muitas citações e referências, embora num espaço menor de tempo – quase cinco minutos, ao contrário da anterior, com mais de dezesseis. Citando os Rolling Stones, Edgar Allen Poe, Chopin, Indiana Jones, Anne Frank, David Bowie e Beethoven, ele volta-se para si mesmo para falar do alto de sua experiência e discordâncias. “Pintei paisagens e pintei nus”, canta como se referisse às duas canções mais recentes – a primeira uma apoteótica descrição do século passado e esta nova em que despe-se entre um cello pensativo, um violão bucólico, uma guitarra steel idílica: “Sou um homem de contradições, eu sou um homem de muitos humores, eu contenho multitudes”, canta numa voz deliciosamente familiar, “seu velho lobo ganancioso, eu lhe mostrarei meu coração, mas não por inteiro, só a parte odiável.” Como não amar este homem?
Muitos já escreveram sobre a nova música de Bob Dylan, “Murder Most Foul” – e o interesse é justificável. É uma desconcertante mas bela canção e, como muitas pessoas, fiquei extremamente comovido por ela.
No coração desse épico de dezessete minutos, está um terrível evento, o assassinato de JFK – um vórtice sombrio que ameaça puxar tudo, exatamente como nos EUA em 1963. Girando em torno do incidente, Dylan tece uma litania de coisas amadas – principalmente música – que alcançam a escuridão, na libertação. Na medida em que a música se desenrola, ele lança a linha de vida após linha de vida, de forma insistente e semelhante a um mantra, e somos erguidos, ao menos momentaneamente, livres do acontecimento. A cascata incansável de Dylan feita de referências de músicas aponta para o nosso potencial como seres humanos de criar coisas bonitas, mesmo de frente a nossa própria capacidade de malevolência. ‘Murder Most Foul’ nos lembra que nem tudo está perdido, pois a música em si se torna uma tábua de salvação lançada em nossa situação atual.
A instrumentação é amorfa, fluida e muito bonita. Liricamente, ele tem toda a ousadia perversa e divertida de muitas das grandes músicas de Dylan, mas além disso há algo em sua voz que parece extraordinariamente reconfortante, especialmente neste momento. É como se tivesse percorrido uma grande distância, através de trechos de tempo, cheios de uma integridade e estatura conquistadas, que acalma o caminho de uma canção de ninar, um cântico ou uma prece.
Quanto sobre ser a última vez que ouviremos uma nova música de Bob Dylan, eu certamente espero que não. Mas talvez haja alguma sabedoria em tratar todas as canções, ou, nesse caso, todas as experiências, com certo cuidado e reverência, como se encontrássemos essas coisas pela última vez. Digo isso não apenas à luz do novo coronavírus, mas de que é uma maneira eloquente de levar a vida e apreciar o aqui e agora, saboreando-o como se fosse a última vez. Tomar um drinque com um amigo como se fosse a última vez, comer com sua família como se fosse a última vez, ler para seu filho como se fosse a última vez, ou de fato, sentar na cozinha ouvindo uma nova música de Bob Dylan como se fosse a última vez. Ela permeia tudo o que fazemos com maior significado, colocando-nos dentro do presente, nosso futuro incerto, temporariamente preso.
Sara Não Tem Nome – “Agora”
Damien Rice – “Chandelier”
Bob Dylan – “Murder Most Foul”
Tatá Aeroplano – “Alucinações”
Thiago França – “Dentro da Pedra”
Mauricio Takara e Carla Boregas – “Traçado Entre Duas Linhas”
Atønito – “Veloce”
Dlina Volny – “Do It”
Dua Lipa – “Love Again”
Baco Exu do Blues + Lelle – “Preso Em Casa Cheio de Tesão”
Bivolt – “110v”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Flume + Toro y Moi – “The Difference”
Breakbot + Delafleur – “Be Mine Tonight”
Greetings to my fans and followers with gratitude for all your support and loyalty across the years. This is an unreleased song we recorded a while back that you might find interesting. Stay safe, stay observant and may God be with you. Bob Dylanhttps://t.co/uJnE4X64Bb
“Saudações a meus fãs e seguidores, agradeço a todo o apoio e lealdade em todos estes anos. Esta é uma canção que gravamos há algum tempo e não foi lançada, acho que devem achá-la interessante.
Mantenham-se seguros, mantenham-se alertas e que Deus esteja com vocês.”
Sem poder fazer o que mais gosta – shows – devido à epidemia do coronavírus e pressentindo a nuvem pesada que a praga vem formando no horizonte, Bob Dylan lançou sua canção mais extensa (dezesseis minutos e cinquenta e seis segundos) neste fim de semana, canção que imediatamente coloca-se no panteão de suas músicas mais importantes. Aos 78 anos, ele apresenta “Murder Most Foul”, um épico em que narra o assassinato do presidente norte-americano John Kennedy como epicentro do século passado, quando o país em que nasceu começou a ruir. Citando inúmeras canções e artistas pelo nome, ele recria o assassinato de JFK e suas consequências imediatas ao mesmo tempo em que enumera referências e citações, indo de Woodstock ao free jazz, dos Beatles a Robert Johnson, de Nat King Cole aos Beach Boys, costurando títulos de canções e sobrenomes numa rapsódia tensa e apocalíptica, mas ao mesmo tempo reverente e respeitosa, como uma missa de sétimo dia para o século passado.
Sorte nossa de viver no mesmo tempo que um autor deste porte.
Entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 1969, Bob Dylan e Johnny Cash estiveram no mesmo estúdio, gravando músicas próprias além de versões de músicas alheias. Era meio que um ensaio para a participação de Dylan no programa que Cash tinha na ABC, que aconteceria meses depois – e o encontro, registrado, nunca havia sido lançado. Essa reparação está sendo feita no décimo quinto volume das Bootleg Series de Dylan, que será lançado no dia 1° de novembro e já está em pré-venda.
Bob Dylan (featuring Johnny Cash) – Travelin’ Thru, 1967 – 1969: The Bootleg Series Vol. 15 ainda mostra que o encontro de Dylan e Cash ainda teve a participação de outro nome ilustre da era de ouro do rock norte-americano – ninguém menos que Carl Perkins (o autor de clássicos como “Blue Suede Shoes”, “Matchbox”, “Everybody’s Trying to Be My Baby” e “Honey Don’t”, entre outras), que participa de cinco faixas, além de incluir gravações dos discos John Wesley Harding, Self Portrait e Nashville Skyline, todos do final dos anos 60, quando Dylan distanciou-se do rock psicodélico e pesado da época para abraçar a country music. O disco ainda traz a gravação do programa de Dylan e Cash, além de um sarau com o tocador de banjo Earl Scruggs, na casa do escritor e jornalista Thomas B. Allen (autor do livro que inspirou o filme O Exorcista). Uma primeira raridade foi revelada com o anúncio do novo volume da série de piratas oficializados, com a faixa “I Pity The Poor Immigrant (Take 4)”.
Abaixo, a capa e a ordem das músicas do próximo disco de Dylan.
Disco 1
17 de outubro de 1967
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco John Wesley Harding
“Drifter’s Escape – Take 1 (Alternate Version)”
“I Dreamed I Saw St. Augustine – Take 2 (Alternate Version)”
6 de novembro de 1967
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco John Wesley Harding
“All Along the Watchtower – Take 3 (Alternate Version)”
John Wesley Harding – Take 1 (Alternate Version)”
“As I Went Out One Morning – Take 1 (Alternate Version)”
“I Pity the Poor Immigrant – Take 4 (Alternate Version)”
“I Am a Lonesome Hobo – Take 4 (Alternate Version)”
Bob Dylan: vocais, guitarra e gaita
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria
13 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Nashville Skyline
“I Threw It All Away – Take 1 (Alternate Version)” (lançada originalmente no The Bootleg Series, Vol. 10: Another Self Portrait)
“To Be Alone with You – Take 1 (Alternate Version)”
“Lay Lady Lay – Take 2 (Alternate Version)” (lançada originalmente como um bônus para quem comprasse o disco Together Through Life na pré-venda)
“One More Night – Take 2 (Alternate Version)”
“Western Road – Take 1 (Outtake)”
14 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Nashville Skyline
“Peggy Day – Take 1 (Alternate Version)”
“Tell Me That It Isn’t True – Take 2 (Alternate Version)”
“Country Pie – Take 2 (Alternate Version)”
Bob Dylan – vocais, guitarra, piano e gaita
Kelton D. Herston, Norman Blake, Charlie Daniels, Wayne Moss (10 & 12): guitarras
Bob Wilson: piano, órgão
Peter Drake: guitarra pedal steel
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria
Disco 2
17 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
The Dylan-Cash Sessions
“I Still Miss Someone” – Take 5 (por Johnny Cash e Roy Cash, Jr.)
“Don’t Think Twice, It’s All Right”/”Understand Your Man – Rehearsal” (por Bob Dylan e Johnny Cash)
18 de fevereiro de 1969
Columbia Studio A, Nashville
The Dylan-Cash Sessions
“One Too Many Mornings – Take 3”
“Mountain Dew – Take 1” (por Bascom Lamar Lunsford e Scott Wiseman)
“Mountain Dew – Take 2” (por Bascom Lamar Lunsford e Scott Wiseman)
“I Still Miss Someone – Take 2” (por Johnny Cash e Roy Cash, Jr.)
“Careless Love – Take 1” (tradicional, arranjada por Bob Dylan e Johnny Cash)
“Matchbox” (por Carl Perkins)
“That’s All Right, Mama – Take 1” (por Arthur Crudup)
“Mystery Train” (por Junior Parker)/”This Train Is Bound for Glory – Take 1″ (por Woody Guthrie)
“Big River – Take 1” (por Johnny Cash)
“Girl from the North Country – Rehearsal”
“Girl from the North Country – Take 1”
“I Walk the Line – Take 2” (por Johnny Cash)
“Guess Things Happen That Way – Rehearsal” (por Jack Clement)
“Guess Things Happen That Way – Take 3” (por Jack Clement)
“Five Feet High and Rising – Take 1” (por Johnny Cash)
“You Are My Sunshine – Take 1” (por Jimmie Davis e Charles Mitchell)
“Ring of Fire – Take 1” (por June Carter e Merle Kilgore)
Disco 3
February 18, 1969
Columbia Studio A, Nashville, TN
The Dylan-Cash Sessions
“Studio Chatter”
“Wanted Man – Take 1”
“Amen – Rehearsal” (por Jester Hairston)
“Just a Closer Walk with Thee – Take 1” (tradicional, arranjada por Bob Dylan e Johnny Cash)
“Jimmie Rodgers Medley No. 1 – Take 1” (Inspirada em “Blue Yodel No. 1 (T for Texas)”, “The Brakeman’s Blues (Yodeling the Blues Away)” e “Blue Yodel No. 5 (It’s Raining Here)”, todas por Jimmie Rodgers)
“Jimmie Rodgers Medley No. 2 – Take 2” (Inspirada em “Waiting for a Train”, “The Brakeman’s Blues (Yodeling the Blues Away)” e “Blue Yodel No. 1 (T For Texas)”, todas por Jimmie Rodgers)
Bob Dylan: vocais e guitarra
Johnny Cash: vocais e guitarra
Carl Perkins: guitarra
Bob Wootton: guitarra
Marshall Grant: baixo
W.S. Holland: bateria
1° de maio de 1969
Ryman Auditorium, Nashville
Ao vivo no The Johnny Cash Show
Originalmente transmitido pela emissora ABC no dia 7 de junho de 1969
“I Threw It All Away” (inclusa no DVD The Best of the Johnny Cash TV Show: 1969-1971, lançado em 2010)
“Living the Blues”
“Girl from the North Country” (inclusa no DVD The Best of the Johnny Cash TV Show: 1969-1971, lançado em 2010)
Bob Dylan: guitarra e vocais
Johnny Cash: guitarra e vocais
Norman Blake e Charlie Daniels: guitarras
Peter Drake: guitarrra pedal steel
Bob Wilson: piano
Charlie McCoy: baixo
Kenneth Buttrey: bateria
3 de maio de 1969
Columbia Studio A, Nashville
Gravações do disco Self Portrait
“Ring of Fire (Outtake)” (por June Carter and Merle Kilgore)
“Folsom Prison Blues (Outtake)” (por Johnny Cash)
Bob Dylan: guitarra e vocais
Fred F. Carter e Norman Blake: guitarras
Charlie Daniels: guitarra e baixo
Bob Wilson: piano
Peter Drake: guitarra pedal steel
Charlie McCoy: gaita e baixo
Kenneth Buttrey: bateria
Delores Edgin e Dottie Dillard: vocais de apoio
17 de maio de 1970
Na casa de Thomas B. Allen, Carmel, em Nova York, com Earl Scruggs
“Earl Scruggs Interview”
“East Virginia Blues” (por A.P. Carter) (inclusa no documentário Earl Scruggs: His Family and Friends, de 1971)
To Be Alone with You
“Honey, Just Allow Me One More Chance” (tradicional, arranjada por Bob Dylan)
“Nashville Skyline Rag” (lançada anteriormente no disco Earl Scruggs Performing with His Family and Friends)
Bob Dylan: guitarra e vocais
Earl Scruggs: banjo
Randy Scruggs: violão
Gary Scruggs: baixo elétrico