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Creme no Clube V.U.

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Abro o carnaval discotecando rock clássico no novo clube do Ivan Finotti e do Claudio Medusa, o Clube V.U., que fica na Barra Funda, na festa Creme, nesta sexta-feira, a partir das 22h (eu começo a tocar às 23h e vou até a uma – mais informações aqui).

Vamo lá, Recife!

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Criado no início do século, o Porto Musical, no Recife, antecipou uma série de tendências e questionamentos sobre o mundo da música quando o país ainda engatinhava nestes temas e entrou para o mapa nacional como uma das principais referências sobre estas discussões. Depois de um tempo parado, o evento volta a acontecer neste início de fevereiro e mais uma vez participo desta conversa, pela quarta vez, desta vez representando o Centro Cultural São Paulo em uma série de encontros com artistas e produtores que acontece nesta sexta-feira. Mais detalhes sobre a programação aqui.

Toca pra Fortaleza!

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Terminei 2017 no Ceará e é no Ceará que começo 2018, desta vez em Fortaleza, participando da Conversa de Proa, que o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura organiza como parte de sua convocatória Porto Dragão Sessions. O papo é sobre posicionamento de carreira e audiência na música e acontece gratuitamente nesta segunda-feira, a partir das 19h, de graça, no Auditório do centro cultural, e além de mim também estarão presentes os queridos Pena Schmidt e Roberta Martinelli.

Noites Trabalho Sujo | 13.1.2018

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Começando mais um ano e mais um verão, sintonizamos nossos transformadores de frequências positivas para ativar o calor que deveria estar pairando sobre a maior cidade deste continente no mesmo dia em que o fundador de nosso simpósio de sintetização de bons fluidos completa 43 voltas ao redor do sol. E para isso, o instituto Noites Trabalho Sujo vem em formação completa: além do cientista-sênior e aniversariante Alexandre Matias teremos a presença do explorador-mestre Danilo Cabral e do doutor antropólogo Luiz Pattoli, trabalhando juntos para transformar uma madrugada fria em um delírio coletivo no auditório azul. No outro lado da antena de concreto Trackertower, quem começa os trabalhos é a pesquisadora Vanessa Gusmão, do centro de estudos Missin Link, que agora atua sozinha devido à transferência de seu dupla Daniel Prazeres para o velho continente, seguido do sempre célebre palestrante Carlos Costa, que vem exibir sua destreza em transformar ondas sonoras em fontes de energia. O experimento, sabemos, só ocorre plenamente com a presença voluntária de participantes, que devem se inscrever pelo correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 18h do sábado vigente. Contamos com vossa presença.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 13 de janeiro de 2018
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Danilo Cabral e Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Vanessa Gusmão e Carlos Costa.
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25.

17 de 2017: 14) Rock in Rio

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Meu quarto Rock in Rio, não tão intenso quanto o primeiro, não tão empolgante quanto o de Las Vegas, mas sem dúvida uma experiência e tanto – principalmente por já conhecer a lógica e as artimanhas do festival e, claro, por finalmente conseguir assistir ao Who ao vivo.

17 de 2017: 15) Lee Ranaldo

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Pude ver dois shows e conhecer melhor um dos fundadores de minhas bandas favoritas – e, mais que isso, produzir um show do cientista louco do Sonic Youth no CCSP, misturando satisfação pessoal e profissional numa noite mágica. Foi o oitavo show solo do Lee Ranaldo que assisti (sem contar os seis shows que vi com sua antiga banda), o entrevistei em minha cidade-natal e, maravilhado, ouvi-lo dizer que a volta do Sonic Youth não é impossível.

17 de 2017: 17) Doce surpresa

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E quando o ano parecia terminar com chave de ouro, um acontecimento mudou tudo. Uma surpresa e tanto que veio coroar todo o período de autoconhecimento que atravessei nestes doze meses e que certamente mudou minha vida. Quando você menos espera, a vida pode te surpreender. Nunca esqueça disso – e só melhora! Feliz 2018!

17 de 2017: 1) Curador

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2017 foi um ano de auto-análise, de autoconhecimento, de olhar para dentro para saber o que queremos do lado de fora. Enquanto 2016 foi uma porrada inesperada (entre outras coisas engrossei a estatística dos divórcios daquele ano), 2017 foi um ano de cultivo, de introspecção e de escolhas. E o fato de ter me tornado curador de música de duas instituições distintas ajudaram bastante nesse processo. Já havia sido curador de músicas em três situações diferentes (do Prata da Casa do Sesc Pompeia em 2012, do Festival da Cultura Inglesa em 2012 e 2013 e do Circuito Cultural Paulista em 2015), mas nos três casos entrei em projetos já existentes e obedeci a regras pré-estabelecidas. O que um amigo meu das artes plásticas dizia que pouco tinha a ver com curadoria: “isso é programação, curador é o cara que criou o Prata da Casa e disse que todo ano alguém iria escolher os artistas daquela vez”, me provocava. E foi com essa provocação que atravessei 2016, bolando qual seria a forma de transformar a programação musical do Centro da Terra, curadoria que aceitei no decorrer do ano passado, de forma que o local não simplesmente recebesse shows já existentes. E quando o Cadão me chamou para ser curador do Centro Cultural São Paulo, no início de 2017, aquela provocação já havia cristalizado e eu sabia que deveria fazer mais que simplesmente escolher ou definir artistas e shows para aquele lugar mágico – cuja magia me fez aceitar instantaneamente o convite. Elencar shows que não existiam e provocar artistas a bolar apresentações inéditas fizeram parte deste processo de auto-análise que me ajudou a atravessar 2017 com a cabeça erguida. A etimologia da palavra “curadoria” é a mesma do verbo “cuidar” e esse cuidado em relação à produção musical brasileira atual me ajudou a entender meu próprio espaço nesse contexto – e a vislumbrar um futuro bem mais interessante que o que havia projetado para mim mesmo até agora. 2017 foi ano dos meus 42 verões, aquele número que Douglas Adams disse que era a resposta para a pergunta sobre o sentido da vida. E foi crucial aceitar esse novo sentido para minha jornada neste planeta.

17 de 2017: 2) Cultura do Vinil

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O primeiro projeto que bolei no Centro Cultural São Paulo foi o fim de semana Cultura do Vinil, que criei ao lado dos comparsas da Patuá Discos, Paulão, Peba e Ramiro, três dos principais conhecedores desta cultura, ambos velhos companheiros de outros carnavais. Cultura do Vinil reuniu bambas de diferentes eras para tratar deste suporte mágico que felizmente voltou a circular para a maioria das pessoas. A sociedade secreta do disco preto reunia nomes como o mítico Seu Osvaldo (o primeiro DJ do Brasil) e o ás Erick Jay (então vencedor mundial do campeonato DMC e DJ do programa Manos e Minas), passando pelo mestre Arthur Joly, o fera Rodrigo Gorky, o grande Edson Carvalho (da Batuque Discos), DJ Nuts (que dispensa apresentações), o coletivo Vinil é Arte, MZK e Marcio Cecci homenageando o querido Don KB (que havia falecido no início do ano), entre outros. Foi o primeiro projeto que assinei no Centro Cultural São Paulo e que me ajudou a entender que música naquele espaço era muito mais que simplesmente pautar shows ou pensar em sucessos comerciais.