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Duas vertentes de rock

O Inferninho Trabalho Sujo desta sexta-feira começou com um pé no pós-punk e outro na eletrônica, quando Leo Stroka trouxe seu Real No Ficción pela primeira vez para o palco da festa, que aconteceu no Picles. O clima gótico apocalíptico tiinha timbres sintéticos oitentista e um excelente jogo de guitarras, quando João Manoel e Rapha Carapia traziam referências de rock progressivo nos anos 80, noise, punk-funk e rock lisérgico, uma mistura aparentemente contraditória que funcionava de forma impressionante, deixando aquele clima dark wave perfeito para as canções ao mesmo tempo lúgubres e dançantes de Leo, que disparava bases eletrônicas enquanto cantava com seu vocal grave e distorcido, tudo sobre a bateria precisa de João Pedro Dentello.

Depois foi a vez de GG di Martino fazer seu show de despedida do Brasil, trazendo suas referências sessentistas e setentistas com um rock enxuto e de forte influência nova-iorquina, que passeava pela Factory de Andy Warhol, o Max’s Kansas City e ao CBGB’s, ecoando glam rock, protopunk e punk clássico, com o vocalista deixando sua verve classuda à flor da pele, enquanto era acompanhado por dois integrantes da apresentação anterior, com o Raphael Carapia deixando sua guitarra sessentista abraçar as referências de Detroit (como Stooges, MC5 e Alice Cooper – os dois primeiros citados literalmente durante a apresentação), enquanto João Manoel, guitarrista do Real No Ficcion, assumia a bateria com a pressão rock exigida por aquele tipo de apresentação, que ainda contava com a presença sutil mas decisiva da baixista Fernanda Minillo. “Ouçam Velvet Underground!”, disse GG ao final da apresentação, como um último conselho antes de sair do Brasil.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta GG Martino + No Wall Noise Band e Real No Ficción @ Picles (11.9)

Começando setembro com mais um Inferninho Trabalho Sujo à vista, desta vez no Picles, quando reúno, na próxima sexta, dia 11 de setembro, a nova banda do GG Martino – sua No Wall Noise Band – e o projeto Real No Ficción, ambos trabalhando rock pesado, pós-punk e dance music na mesma medida, enquanto eu e a Bamboloki mais uma vez nos reencontramos praquele set desmedido que há tempo não fazíamos. Quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar. Vamos nessa!

Agoritmo: I Was There @ Porta (4.9)

Assumimos o algoritmo do agora e pautamos não apenas o que está acontecendo, mas como gostaríamos que acontecesse, por isso nessa nova fase da festa bolada por Alexandre Matias e Rafaela Fernán, voltamos no tempo para lembrar de uma época em que as redes sociais eram o Twitter e o Tumblr e as plataformas de streaming eram o MySpace e o YouTube, sites que entrávamos para descobrir e discutir novidades e outros pontos de vista, não apenas para confirmar o que já sabemos e nos interessamos. Por isso, a festa Agoritmo, capítulo I Was There, invade o Porta para voltarmos para o final da primeira década do século. Você estava lá nessa época? Voltaremos para quando blogs de MP3 e pistas de dança buscavam novidades na Nova York da DFA Records, na Paris do French Touch e do maximalismo, na São Paulo do Cansei de Ser Sexy, na nova cena eletrônica da Austrália, na cena indie inglesa que começou a flertar com a música eletrônica, na parada de hits do Hype Machine e nos remixes do Soulwax. Vem dançar com a gente a partir das 20h desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, na Porta (Rua Horácio Lane, 95. Pinheiros), e de graça! É só chegar – traje colorido, por favor.  

Novas formações

Encerrando o mês de agosto com mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, que contou com uma inesperada troca de formações nas duas bandas que tocaram na noite. Mostrando as músicas de seu recém-lançado Fagogo, disco que não está nas plataformas digitais e só pode ser ouvido ao vivo ou no próprio player inventado para este lançamento e que é vendido nos shows, Gibaa iria tocar apenas acompanhado de baixo (Matheus Arruda, da Celacanto) e teclado (o sagaz Leo Montagner, que também fazia os vocais de apoio), além de sua própria guitarra. Mas na metade do show, o intrépido Gabriel Ribeiro (que toca na Vinco e na Tubo de Ensaio) subiu ao palco e acompanhou o grupo com uma benvinda bateria, que ajudou na empolgação do público, que já estava na mão de Gibaa. Além das músicas do novo disco, também trouxe músicas de seu disco anterior e encerrou com um bis emprestado de outra banda sua, a Minikidd, com o refrão cantado com gosto pelos presentes.

E se Gibaa trouxe um baterista não esperado para sua apresentação no Inferninho Trabalho Sujo, a Morro Fuji contou justamente com o desfalque do baterista Natan Bertolino – que teve uma questão de saúde (felizmente já está melhor) – o que obrigou o quinteto do ABC a tornar-se um quarteto e ligar o modo “acústico”, tocando apenas com guitarras e vozes, mesmo sem precisar desplugar a eletricidade. E assim a pegada mais firme do grupo, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Ainda Nem Doeu, ganhou ares mais relaxados, deixando os vocais de Angela Destro e do guitarrista Nícolas Farias entrelaçarem-se enquanto o outro guitarrista Leonardo Pacheco e o baixista Pietro Demarchi segurarem a parede de som para suprir a ausência da percussão, deixando a apresentação mais intimista e melódica do que normalmente fazem. E seguraram bem!

#inferninhotrabalhosujo #morrofuji #gibaa #picles #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2026shows 201 e 202

Desaniversário | 26.9.2026

É verdade este bilhete! Tem DESANIVERSÁRIO neste sábado e mais uma vez nos reunimos ali no Bubu pra se acabar de dançar com um sorriso no rosto – mas terminando cedo pra aproveitarmos o domingo. Clarice, Matias, Claudinho e Camila transformam o restaurante na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Muller, s/nº) na nossa querida pista de dança – e começamos, como sempre, a partir das 19h e vamos até a meia-noite. Vem dançar com a gente!

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Morro Fuji e Gibaa @ Picles (28.8)

A próxima edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles acontece na sexta-feira, dia 28, quando recebemos os shows da banda Morro Fuji, que acaba de lançar o ótimo disco Ainda Nem Doeu, e do Gibaa, que também lança seu disco Fagogo nesta mesma edição. E desta vez quem toca comigo é a Bamboloki, matando a saudade das nossas madrugadas caóticas na pistinha do Picles. Os ingressos já estão à venda, vamos?

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Nesga Mosquito e a Outra Banda no Fim do Mundo @ Redoma (21.8)

Lá vem mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, que acontece na próxima sexta-feira, dia 21, quando reúno as bandas Nesga Mosquito, fazendo sua estreia na festa, e o quarteto de rock pesado Outra Banda no Fim do Mundo em sua segunda aparição no palco da festa. O Redoma fica na Rua Treze de Maio, 825-A, no Bixiga, e abre a partir das 21h. E eu discoteco antes, entre e depois dos shows. Os ingressos já estão à venda.

Minha participação no Spim 2026

Neste domingo vou fazer a mediação da mesa É Possível Viver de Música Independente? dentro da programação de conferências da São Paulo Independent Music, que acontece na Casa Rockambole. A mesa também conta com a participação de Alê Sater (do Terno Rei), Phil Fargnoli (do CPM22) e Léo Ramos (do Supercombo) e começa a partir das 15h. Quer sugerir alguma pergunta?

𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚: 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜 𝐅𝐚𝐬𝐡𝐢𝐨𝐧 𝐅𝐢𝐥𝐦 @ Porta (14.8)

Music Fashion Film da Charli XCX continua sendo o assunto do momento e por isso resolvemos seguir nesta mesma toada, com mais uma edição da festa Agora Agora dedicada ao universo deste álbum. Enquanto a artista encabeça festivais pelo mundo antes de começar sua própria turnê, voltamos ao imaginário que mistura música, cinema e moda em preto e branco para fazer todo mundo dançar essa estética, desta vez na Porta, em Pinheiros. A casa, que fica no número 95 da rua Horácio Lane abre a partir das 18h e a festa começa a partir das 20h, sem hora pra acabar. E dessa vez – é verdade, precisamos ser honestos – nem precisa comprar ingresso, é só chegar.

#_agora_agora

A primeira edição do São Paulo Independent Music começa nesta quarta-feira

Começa nesta quarta-feira e vai até domingo a primeira edição do evento São Paulo Independent Music, idealizado e produzido pelo produtor e curador Edimar Filho, que reúne shows e conferências para conversar sobre a cena independente na cidade. São cinco noites de shows em 10 palcos paulistanos diferentes, reunindo bandas como Menores Atos, Boogarins, Jonabug, Ludovic, Garotas Suecas, Pelados, Julieta Social, Ottopapi, Molho Negro, Deb & The Mentals, Garage Fuzz, Chão de Taco, Jovens Ateus, entre outros, além de dois dias de conferências no sábado e domingo, na Casa Rockambole, com doze painéis de discussão sobre assuntos como gestão de selos, festivais, circulação, jornalismo, shows, entre outros temas. Participo do festival como mediador de uma destas mesas no domingo, quando, às 15h, converso com Alê Sater (do Terno Rei), Phil Fargnoli (do CPM22) e Léo Ramos (do Supercombo) sobre viver de música independente. A programação inteira do Spim 2026 pode ser conferida no site do evento.