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Rolou nessa terça à noite, em Londres, mas como o fuso horário tá ao nosso favor, já dá para assistir…

Nem acho essa das melhores do disco novo, mas ela comanda de qualquer forma…

Agora sim! Se liga que show foda… A parte em que ele começa “Everything in its Right Place” com Neil Young então…

Olha o setlist:

“Bloom”
“15 Step”
“Weird Fishes/Arpeggi”
“Morning Mr. Magpie”
“Staircase”
“The Gloaming”
“Pyramid Song”
“The Daily Mail”
“Myxomatosis”
“Karma Police”
“Identikit”
“Lotus Flower”
“There There”
“Bodysnatchers”
“Idioteque”

Bis:
“Lucky”
“Reckoner”
“Everything In Its Right Place (‘After The Gold Rush’ intro)”

“Give Up the Ghost”
“Paranoid Android”

Melhor banda do mundo hoje há quanto tempo mesmo?

Caceta…

E essa, vocês viram?

Século 21, mano…

Quando tudo começou…

E para não perder a deixa, eis outro show do Coachella inteirinho no YouTube – sim, o mesmo que viu Tupac Shakur renascer em 3D.

Minha coluna na edição do Link dessa semana foi sobre o arcade de Caine.

A internet ajuda até quem não está conectado a ela
A história do menino Caine Monroy e seu salão de jogos

Caine Monroy tem nove anos de idade, mora na zona leste de Los Angeles, nos Estados Unidos e tem uma paixão desde cedo: máquinas de jogos. Não de videogames – Caine é fascinado por um gênero de jogos que não é tão popular no Brasil, e que em seu país é rotulado como “arcade”. Embora por aqui o termo esteja vinculado a fliperamas e máquinas de pinball, nos EUA os arcades reúnem máquinas acionadas por fichas que não necessariamente são eletrônicas e que lembram as brincadeiras em quermesses por aqui, como tiro ao alvo, argola, aquela garra que pega bichos de pelúcia numa gaiola de vidro.

Fissurado por desmontar aparelhos para ver como funcionavam, Caine começou a fazer suas próprias máquinas de jogo na garagem de seu pai. Detalhe: as máquinas eram de papelão. E, à medida que criava as máquinas, transformava a garagem de casa em seu próprio arcade. O Caine’s Arcade. Ali, não apenas exibia suas invenções como criou até um programa de fidelidade. Por um dólar, o jogador poderia ter quatro chances de jogar em qualquer máquina. Pelo dobro disso, ganhava o que ele chamava de “Fun Pass”, que garantia a possibilidade de jogar 500 vezes.

Por mais feliz que estivesse com seu pequeno empreendimento, Caine tinha apenas um cliente, Nirvan Mullick. Empolgado com o entusiasmo do menino, Mullick não só comprou um “Fun Pass” como também passou a usá-lo com frequência, visitando-o quase todos os dias sempre com uma câmera, que usava para registrar as explicações de Caine em relação ao funcionamento de suas máquinas.

O fato de ter um único cliente não incomodava o pequeno empreendedor, mas frustrava Mullick, que resolveu fazer uma surpresa para Caine. Reuniu um grupo de amigos e, com a ajuda do pai de Caine, tirou o garoto da garagem enquanto armava um flash mob para recebê-lo. Usou a internet para contar a história que havia descoberto e para reunir interessados em conhecer o autor e sua obra de papelão.

O resultado da visita abriu um sorriso gigantesco no rosto do menino e é o auge do vídeo que Mullick publicou na segunda-feira passada e que virou um sucesso online, atingindo um milhão de views em menos de uma semana.

O sucesso do vídeo não apenas garantiu o status de celebridade instantânea para o garoto, mas também funcionou como uma forma de arrecadar dinheiro para sua formação escolar – e em três dias, já havia quase US$ 100 mil em sua poupança para a universidade.

A lição dessa história é que ela provavelmente não será a única. Há muita gente – crianças, adultos, idosos – fazendo coisas apenas porque gostam, sem sequer esperar que alguém possa gostar do que fazem. A internet pode – e deve – ser o canal para difundir o trabalho de gente assim. Vamos ver isso acontecer cada vez mais, repare.

Gênio e visionário, desde a pré-adolescência.

Não é bem isso, só uma campanha publicitária.

Legalzinha, até.

E esse show, hein…