
Silva e Madrid fizeram dois shows bem bonitos na noite dessa sexta-feira, sempre com apenas duas pessoas no palco, como dá pra ver pelos vídeos que fiz abaixo. E a noite do sábado é reservada pra uma festa pernambucana, com a octagenária Dona Cila do Coco e o jovem mestre Rodrigo Caçapa. Quem vai?

Kika e Tiberio desceram macio na noite de ontem no Prata da Casa e, para fechar a noite lindamente cantaram juntos pela primeira vez. Foi demais, os vídeos seguem aí embaixo. E hoje é dia de indie rock pra adultos, com Madrid e Silva. Vamos?

Aperte o play e deixe-se levar pela caravana sereia bloom da Maria Cielita…

E na segunda noite da Mostra Prata da Casa, o público recebeu uma dose de eletricidade e humor graças à presença do pilhado Rafael Castro e dos promissores O Terno que, além de fazer seus shows à parte, ainda tocaram juntos no bis (saca só os vídeos aí embaixo). E hoje tem a Kika e o Tibério Azul, vamo lá?

Fundador do Soft Machine, Kevin Ayers era um dos grandes talentos da psicodelia britânica, ficando atrás apenas dos autores desta cena, Syd Barrett e os Beatles. Parte central da chamada cena de Canterbury, ele ganhou notoriedade depois que seu grupo Wilde Flowers se metamorfoseou no mítico Soft Machine (com Robert Wyatt na bateria e vocais, Mike Ratledge nos teclados, Daevid Allen na guitarra e Ayers no baixo), que teve seu primeiro disco produzido pelo mesmo Tony Wilson que produziu os melhores discos de Dylan e os dois primeiros do Velvet Underground. A banda ganhou certa popularidade em 1968, ao ser escolhida como o grupo de abertura da turnê de Jimi Hendrix pelos EUA naquele ano, mas sempre teve uma sonoridade bem pouco afeita ao pop. Psicodelia com “pê” maiúsculo, aquela que aos poucos se transformou no rock progressivo. Abaixo, a íntegra de um show dos caras, na época.
Ayers saiu da banda nos anos 70 e começou uma carreira solo ainda mais difícil para quem está acostumado à música pop, se distanciando cada vez mais do rock. O documentário abaixo, filmado em Paris em 1970 e exibido na TV, mostra o início de sua carreira solo e sua afeição com a França, país para onde se mudou nos anos 90, vivendo como recluso. Seu último disco foi lançado em 2007 e mostra o tamanho de sua influência a partir das participações especiais (com a presença de integrantes do Teenage Fanclub, Roxy Music, Gorky’s Zygotic Mynci, Ladybug Transistor e Neutral Milk Hotel). Morreu dormindo, na casa francesa em que morava há tempos e que tinha como seu lugar no mundo. Ave Ayers!

Na primeira noite da Mostra Prata da Casa, Sambanzo e Afroelectro levaram a choperia do Sesc Pompéia ao delírio coletivo. E hoje tem O Terno e o Rafael Castro, já escrevo sobre os dois. Fiz uns vídeos do show de ontem, saca só:

E continuam as aventuras de Snoop Dogg pela Jamaica.
Isso tá ficando massa…
Ramon mandou bem ao propor essa justaposição.

Um pequeno mindfuck para nós aqui do Brasil.
~”Nós dois temos os mesmos defeitos…”~
