
O melhor curta de ação que você vai ver esta semana é um clipe de uma banda russa de punk farofa chamada Biting Elbows que parece uma versão FPS dos filmes de Jason Statham e não deve ser assistido no escritório. Sente só:

Vinícius deu a dica: os previews de cada faixa á podiam ser ouvidos na Amazon. O link expirou, mas alguém pegou e botou no YouTube, olha aí embaixo:
E, concordo com ele: tá tudo muito estranho (e isso pode ser bom). Que acharam?
E na minha coluna no Link Estadão dessa semana eu falo sobre o documentário Room 237, sobre O Iluminado de Kubrick, e como o diretor pode ter antecipado uma tendência que, na internet, é plena:

Kubrick previu uma nova linguagem em ‘O Iluminado’
Filme de 1980 traz múltiplas referências
Stanley Kubrick é dessas poucas unanimidades. Seus filmes estão misturados ao inconsciente coletivo da segunda metade do século 20 e suas cenas de ficção são emblemáticas o suficiente para servir de parâmetro para outras cenas da vida real. Sua obra sempre cutucou parte do tecido comportamental de sua época e foi se tornando esparsa à medida em que sua reputação ia crescendo. Em 46 anos de atividade,o diretor fez apenas 13 filmes – em seus últimos 30 anos de vida realizou apenas quatro.
O Iluminado, de 1980, seu antepenúltimo filme, é festejado como uma das maiores obras-primas do terror no cinema. Os fantasmas de Kubrick eram cenas apavorantes e épicas: duas crianças gêmeas mudas no meio de um corredor, uma onda de sangue saindo de dentro de um elevador, o sinistro quarto 237 e a lenta transformação do personagem de Jack Nicholson – em sua maior atuação – de um correto pai de família a um psicopata enraivecido.
Entre os críticos, há quem reclame da liberdade poética tomada por Kubrick ao adaptar o romance de Stephen King, na época considerado um novo alento à literatura de horror nos Estados Unidos. Mas Kubrick nunca foi considerado fiel às obras originais que se dispôs a adaptar e sempre as usou como plataforma para explorar suas próprias ideias, cenas e concepções. Foi assim com Lolita de Vladimir Nabokov, com Laranja Mecânica de Anthony Burguess, com o conto de Arthur C. Clarke que inspirou 2001 e assim também seria com O Iluminado. Mas um documentário do ano passado une diferentes interpretações para chegar a uma conclusão impressionante sobre o filme de 1980.
Room 237 – ou Quarto 237 -, de Rodney Ascner, mostra que O Iluminado não é apenas um filme de terror. São várias camadas de interpretação que mostram que o filme conta não uma, mas várias histórias: há referências ao holocausto nazista escondidas no roteiro, à chacina do povo indígena norte-americano em diálogos e detalhes da direção de arte, referências à lenda que Kubrick teria forjado o filme da Apollo 11 pousando na Lua, jogos de óptica, a onipresença do número 42, quebra-cabeças, personagens que se superpõem, truques que só podem ser identificados depois que cenas são vistas múltiplas vezes, formas geométricas subliminares, takes que se repetem em referência. Somos apresentados a pontos de vista de críticos, acadêmicos e historiadores. Há evidências que muitas dessas camadas foram deixadas de propósito por Kubrick.
Até que, num dado momento do documentário, alguém cita o dono de um site chamado MSTRMND (“mastermind” sem as vogais) que conta com uma longa dissertação sobre o filme e, em texto, surge um aviso explicando que, mesmo procurado, ele não quis dar entrevista ao documentário. Visitei o site e li não apenas a tese sobre O Iluminado como as diversas reflexões sobre diferentes filmes e um dos pontos principais de suas análises é o fato de que diretores de cinema não lidam apenas com as histórias que cogitam em seus roteiros.
E num dado momento o autor cogita a possibilidade de Kubrick estar antecipando uma nova linguagem que não necessita de palavras – e sim que empilha imagem, som, movimento, referências e, também, texto, que poderia substituir a escrita num futuro próximo.
Lia esse texto no computador quando, num impulso quase inconsciente, acionei o alt+tab e pulei blogs, as timelines do Twitter e do Facebook, alguns tumblrs, páginas de notícias que intercalam texto, áudio e vídeo. E vi que já estamos indo rumo a esta nova linguagem – isso sem contar emoticons, emojis, gifs animados e diferentes tipo de fontes…
Kubrick, mais uma vez, tinha razão.

O Feice do Circo Voador já levantou a lebre. Quem vai trazer pra São Paulo?

Como o discurso de Bruce Springsteen no ano passado, a grande palestra no SXSW em 2013 foi feita por um músico. Em quase uma hora, Dave Grohl falou sobre como ele foi fisgado pelo rock’n’roll quando era adolescente, como aprender a gravar música sozinho na sala de estar de sua casa, como descobriu que o punk rock graças a uma prima, como entrou no Nirvana, como o mundo mudou nos últimos 20 anos e sobre o amor pela música num discurso bem humorado e apaixonado que conclui em um grande desafio para a vida: a importância de cada um encontrar sua própria voz.
Peguei a transcrição da fala de Grohl na Rolling Stone e colei logo abaixo. Se alguém se dispor a traduzir ou achar o vídeo acima legendado em português, dá um alô aí. Valeu Aline, Marcio e Alex, que deram a dica do vídeo legendado.

Pela quarta vez o comediante Jimmy Fallon e Justin Timberlake se encontram no palco do programa do primeiro para um medley dos grandes hits da história do hip hop – e só com os Roots como banda de apoio. Como não havia falado dos outros encontros anteriormente, colo todos aí embaixo. Isso é entretenimento!

O segundo arco em quadrinhos consegue superar o primeiro… Será que o filme repete este feito?

E a festa dos dois anos da chegada do Beco a São Paulo vão ser comemorados em grandessíssimo estilo, com a banda do Tom Verlaine dissecando seus clássicos numa festa open bar. Nada mal, hein… No vídeo abaixo, vê-se o Television em sua primeira vinda ao Brasil, em 2009, tocando o hino “Marquee Moon”.

Bem boa essa música nova do Do Amor, hein… Agora sim!

Aconteceu no fim de janeiro, na universidade de Vanderbilt. O próprio Michael Pollack conta numa entrevista:
“Então decidi que iria ver Billy Joel assim que descobri que ele estava vindo, e como ele é um de meus ídolos de infância, sabia exatamente o que queria fazer quando estivesse lá. Eu e meu colega de quarto decidimos que tentaríamos encontrar uma forma de fazer uma pergunta e ver se eu conseguia ir até o palco. E chegou o dia, eu pensei em uma pergunta, levantei minha mão e meus amigos ficaram apontando para mim – até que finalmente após algumas perguntas ele me escolheu e eu disse como “New York State of Mind” era minha música favorita e como ele havia tocado com seu saxofonista Richie Cannata no passado e se eu podia subir no palco e tocá-la com ele. Ele pensou um pouco – por um segundo – e apenas disse “Okay”, que não me convenceu, mas foi o suficiente. Subi, falamos algo sobre o arranjo por 15 segundos – ele simplesmente me colocou para tocar – e depois disso foi apenas… nebuloso. É difícil lembrar. Eu comecei a tocar. Eu havia ensaiado pensando que pudesse ter a chance de subir no palco… e meio que me perdi enquanto estava tocando. E logo em seguida ele falou que tinha sido ótimo e perguntou de onde eu era. E eu disse: ‘Eu sou de Long Island, como você’. E ele disse ‘cool’. Depois eu saí e foi isso. Provavelmente é o melhor momento da minha vida até aqui.”
Sente só:
Essa música é lindaça. Via Reddit.
