Trabalho Sujo - Home

Video

bowie-eyes

Eis mais um clipe do disco novo de David Bowie, desta vez sem participações especiais, apenas com o próprio autor tocando guitarra sozinho em uma fábrica abandonada – e expostos em closes que tornam a canção mais tensa do que sua versão sem imagens.

É o quarto vídeo de Bowie de seu novo disco, The Next Day (“Where Are They Now?“, “The Stars (Are Out Tonight)” e a faixa-título o precederam), lançado dois meses após um inesperado anúncio no início do ano. Com a dita saúde frágil atual do inglês nos últimos anos (que levaram a especulações inclusive sobre sua morte iminente), torna-se cada vez menos provável que ele finalmente volte aos palcos. Mas a velocidade de produção de novos clipes de músicas do disco lançado em março cogita a possibilidade de uma “turnê” via YouTube, dissecando o próprio disco em vídeos que, mesmo com rumos próprios e sem vínculo direto entre si, mantém uma linguagem visual específica. Além de ser um jeito de reforçar o sentido do formato álbum (em que toda música é importante) e de prolongar sua exposição e vida pública.

Sound and vision, afinal.

girltalk

A associação de “Get Lucky” com a fase disco music de Michael Jackson foi tema de vários comentários e mashups, mas o mestre da fusão de hits Gregg Gillis cogitou a mutação do hit do Daft Punk com “Remember the Time” e ficou finíssimo…

…outro mashup apresentado no mesmo show no início da semana passada misturou “Black Skinhead” (do disco novo de Kanye West) com “Beautiful People” do Marilyn Manson. Além de melhorar consideravelmente as duas músicas, a proposta ainda traça uma proximidade do MC hipster com o gótico chic do fim do século passado.

lirra

E já já o mestre Lee Ranaldo se apresenta sozinho pela primeira vez em São Paulo, no Sesc Pompéia. Hoje e amanhã ele toca na choperia com a banda The Dust (que ainda conta com o também sonic youth Steve Shelley na bateria) e apresenta as músicas do ótimo primeiro disco solo após o fim da banda, no ano passado. Terça e quarta, ele se apresenta com sua mulher Leah Singer em uma performance no teatro da mesma unidade do Sesc. Vou nos quatro dias. E ele tem tocado músicas do Neil Young, dos Byrds e do Talking Heads, tão sabendo?


Lee Ranaldo – “Revolution Blues”


Lee Ranaldo – “Thank You For Sending Me An Angel”

A do Byrds (“Everybody’s Been Burned”) eu não achei no YouTube. Mas será que rola alguma do Sonic Youth?

Elysium=

Neill Blomkamp eleva o conceito de seu Distrito 9 para a escala planetária e seu Elysium, a cada novo trailer, parece ser um dos grandes filmes de ficção científica propostos para este 2013.

Mesmo porque Pacific Rim (que eu já vi, conto depois) foi uma dessas promessas que se cumpriu (como o segundo Jornada nas Estrelas do J.J. Abrams). Boto fé que o Elysium é a próxima.

albumbranco-a0000001

The Beatles – o primeiro disco duplo da carreira dos Beatles e o primeiro álbum lançado pelo grupo em seu próprio selo, a Apple – é o disco mais polêmico do grupo inglês. Foi lançado após seu primeiro fracasso de crítica e público: o filme psicodélico Magical Mystery Tour, exibido pela BBC no natal de 1967, não foi entendido por quem assistiu e foi considerado caótico, amador e mais uma prova que os Beatles não iam bem. Seu empresário Brian Epstein havia acabado de morrer logo após o lançamento do mítico Sgt. Pepper’s e havia uma nuvem negra no horizonte do grupo (que culminou com o fim da banda, poucos anos depois). Ao apresentar-se em quatro lados de vinil (com um deles – o último – contando com a longa e caótica colagem sonora chamada “Revolution #9”), o grupo criou um debate que se discorre até hoje, sobre o excesso de gordura em álbuns duplos, e pintou o autorretrato do próprio esfacelamento como unidade, perceptível por todas as faixas do disco.

album-branco

O diagnóstico seria mais preciso ainda ao levar em conta que o título original do disco seria A Doll’s House (em homenagem à peça do dramaturgo norueguês Herink Ibsen, que questiona as regras do casamento tradicional e termina – spoiler, hehe – com a esposa saindo de casa para “descobrir a si mesma”) até sua capa final e definitiva, de uma única cor – o branco. O minimalismo se refletiria também no título escolhido – apenas The Beatles – escrito em autorrelevo na capa de papelão ao lado de uma numeração em série, que começaria no código A0000001.

Com o tempo, a numeração da capa foi abandonada nas reedições posteriores (nos anos 90 uma versão em CD retomou essa referência) e sempre imaginara-se que os primeiros números desta série fossem os discos que passaram para a coleção dos próprios Beatles. Até parece. Ficou na mão de um executivo de gravadora, que vendeu à loja Let it Be Records, de São Francisco, no início dos anos 70. Ele mudou de mãos em abril de 1989, quando a loja o vendeu para David Mincks, em uma carta escrita pelo dono da loja, Clifford J. Yamasaki, que dizia:

letitbe-a0000001

“This is to certify that ___ purchased Beatles ‘White Album’ number: A0000001 in mint condition on this date. It is one of approximately two dozen copies given out as early promotional items to the Beatles and top Capitol Records executives. I purchased said copy from one of the above executives in the early 1970’s. Said executive was head of the classical division at Capitol Records. The ‘White Album’ number A0000001 was shown at a Beatles Convention one time only. ‘White Album’ copies with this number A0000001 were never sealed with records or sold to the public. I certify that all of the above is true and correct.”

Agora o próprio Mincks põe a cópia à venda num site de leilões online com o lance inicial saindo de 10 mil dólares. Quem quiser fazer alguma proposta, faça aqui.

Vi essa notícia no Dangerous Minds, que ainda desenterrou essa entrevista com o artista plástico Richard Hamilton, responsável pela criação da capa que ele chama de “uma das primeiras capas conceituais de disco”, veja abaixo:

Continue

Big_Star_Nothing_Can_Hurt_Me

Nothing Can Hurt Me conta a história de como o Big Star seria a maior banda de todos os tempos – e como isso não aconteceu.

Deve ser foda.

random-access-esculachos

Putaqueopariu essa versão!

Dica do Hugo (valeu!).

renatorusso

“E tem a vantagem: eu não tou matando, não tou roubando, não tou mentindo”. Renato Russo explica as engrenagens de sua arte, num trecho de uma entrevista dada à MTV em 1990.

A íntegra segue abaixo:

Continue

tamimpala

Palugan desenterrou esse vídeo do tempo em que a banda do Kevin Parker era um trio – e olha como os moleques já prometiam!

tame-impala-sommerset

E o Danilo emenda com o link pra esse showzinho dos caras esse ano, coisa finíssima, saca aí embaixo:

Continue