
Um mestre se reúne a seu professor. Fará falta.
Carol lembrou do Milagre de Santa Luzia, documentário sobre Luiz Gonzaga que conta com Dominguinhos como condutor da narrativa:

Durante o festival da Pitchfork, que aconteceu neste fim de semana, o Cut Copy começou a revelar seu novo disco, ainda sem título. O primeiro single – “Let Me Show You” – eram prensado em levas diárias de quarenta vinis, durante os três dias do evento. O dono da cópia número 73 (de 120 no total) filmou sua compra e colocou no YouTube:
Clima tenso, diferente dos discos anteriores. A foto veio do Instagram da banda.

E vocês viram o Fantástico falando bem da ascensão da indústria da maconha, depois da legalização do uso recreativo da erva em dois estados, no início desse ano?

E no clipe de “Surdo Mudo”, Rafael Castro é agredido… pela igreja.
Baita clipe.

Paul McCartney voltou a se reunir com os integrantes vivos do Nirvana para mais uma sessão ao vivo, na sexta da semana passada, no bis do show de sua turnê Out There. Estava passando por Seattle e chamou Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear para repetir a versão da música que fizeram juntos no final do ano passado (a fraca “Cut Me Some Slack”) e tocar músicas dos Beatles (“Helter Skelter”, “Get Back”, “The End” e uma versão para “Long Tall Sally”, de Little Richards, que também foi gravada pelo quarteto inglês). Veja os vídeos aí embaixo:

E por falar no Cuarón, ele produz e dirigiu o primeiro episódio da nova série de J.J. Abrams, chamada apenas de Believe:
Resta saber se a história dessa menina tem mais a ver com o “save the cheerleader save the world” do Heroes ou com o Touch, com Kiefer Sutherland.

Um dos melhores diretores da atualidade (o mexicano autor de Y Tu Mamá También e produtor do Labirinto do Fauno, dirigido pelo Del Toro), Cuarón é autor de um dos grandes filmes de ficção científica deste século, Filhos da Esperança, e está às vésperas de lançar sua segunda incursão no gênero, chamada apenas de Gravity, e com George Clooney e Sandra Bullock no elenco. Veja o trailer abaixo:

Mundos se chocam quando Caetano Veloso resolveu comentar os protestos contra o governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro em sua coluna n’O Globo deste domingo. No meio de um comentário sobre a estética dos Mídia Ninja (Caetano, né?), ele joga os olhos pra cima do Rafucko:
Na verdade, Arto me enviou três links: dois da Mídia Ninja (suponho: o segundo se chamava ninja2) e um do Black Bloc. Este no Twitter. Havia uma série de posts criticando a polícia, ridicularizando o governador, atacando a imprensa — sobretudo a TV Globo — e estimulando os eventuais leitores a protestar na chegada do Papa. As imagens da ninja1 eram puro expressionismo abstrato, com fragmentos sucessivos de objetos inidentificáveis captados em meio a algum movimento — embora o som fosse claro e inteligível. A pessoa que segurava a câmera comentava o que via. A truculência da polícia, sua covardia, era sublinhada. Fui para a ninja2. A imagem era mil vezes melhor. O câmera-narrador também frisava que a polícia atacara sem muita razão para isso. Era bastante bonito porque o jeito desse narrador era o de um partícipe, não o de um repórter externo ao ato ou isento. Sentia-se o gosto da aventura. Tudo muito juvenil. Ao lado das imagens corriam posts curtos com perguntas, encorajamentos e observações. “Bombinha de São João. Nada comparado às bombas deles”. Uma moça se aproxima e diz, emocionada: “prenderam o Rafuco”. Ao que o câmera e seus próximos reagem com preocupação. Logo vejo nos posts que o nome se escreve Rafucko: todas as pessoas que postam o conhecem. Uma se oferece para consolá-lo. Imagino que seja o Cohn-Bendit de 2013. Todos decidem ir para a 14ª DP, para onde Rafucko tinha sido levado. Na porta, em meio à confusão, um pai que veio buscar o filho que fora preso diz que há manipulação política e que Garotinho está por trás da incitação à baderna. Ligo a TV e vejo o contraponto na GloboNews. No Panamá, armamento pesado (e antiquado) foi encontrado em navio norte-coreano vindo de Cuba. Depois acho o Rafucko na web. Muito engraçado e muito legal. No link do Black Bloc vejo um vídeo do cara “viciado em manifestação”. Uma amiga (ou irmã) tenta libertá-lo da compulsão com gás lacrimogêneo numa bombinha para mantê-lo em casa. Ele repete slogans.
E assim, numa canetada, um humorista de internet torna-se o equivalente à face pública dos acontecimentos de maio de 1968 em Paris – mesmo que seja só ironia, é forçar a barra. Afinal, tudo que Rafucko fez foi ser preso durante um protesto – e usar sua pequena fama online para denunciar isso:
Cuidado Rafucko, senão já já você vira tema de canção…

E por falar no Velvet, que tal essa versão feita para “I’m Waiting for the Man” com a cantora francesa Vanessa Paradis (autora da canção que originou “Vou de Táxi”, da Angélica; ícone teen francês aos 14 anos)? Na guitarra, o ator e futuro marido Johnny Depp:

Wado apresentou seu Vazio Tropical ao vivo esta semana em São Paulo, no Sesc Pompéia, e recebeu Cícero, Camelo e Marcelo Frota, do Momo (e Fafá de Belém!), em canções que foram registradas em vídeo abaixo, pelo Mac: