
Viram o trailer do novo filme dos X-Men?
Esse promete…

Das ruas de Nova York direto para… as ruas de Nova York, mas fazendo comercial de motoca.
Quem conta a história do comercial em sua conta do Vimeo é o editor do curta, Lawrence Bridges, que pela mesma época havia editado o vídeo de “Beat It”, do Michael Jackson. Diz o cara:
“As the editor I had to put this all together, and I was brought in for my background in music videos, where editing was hero and we were free to do whatever we wanted with footage. The more rules you broke, the better. The generation being advertised to at that point was probably the most cynical and suspicious toward the medium to date, and moreover, I had this monumental piece of music that I had to honor. For me, the answer was to make an “underground” short film”
Mesmo sendo um comercial, ficou massa.

Alex Turner e sua gangue reverenciaram o mestre Lou Reed em sua apresentação em Liverpool nessa segunda-feira, com uma versão correta e sóbria de “Walk on the Wild Side”.

Tim Knoll humilhando.

Esperávamos há um tempo a versão de “Elephant” do Tame Impala feita pelo Flaming Lips – ei-la:
Ficou bem trivial – bom riff, solo inofensivo, nem boa, nem ruim. Valeu pelo registro.

Durante os anos 60, enquanto inventava a pop art, Andy Warhol transformou o simples teste de câmera sobre o rosto de um protagonista em uma expressão artística encerrada em si mesma. Seus screentests ficaram célebres por reunir, entre 64 e 66, nomes que circulavam o núcleo criativo na Factory em sessões mudas de closes em primeiro plano (Dean Wareham e Britta Philips transformaram esses pequenos curtas em espetáculo, que passou inclusive por São Paulo). O screen test de Lou Reed é especialmente memorável por tratá-lo como um ícone norte-americano tão clássico quanto a garrafa de Coca-Cola que exibe durante o filme:

A morte de Lou Reed vai demorar algum tempo até que a ficha caia – o impacto de sua obra na história da cultura recente começará a ser medido de fato a partir da notícia triste que soubemos no domingo de manhã. As homenagens são um bom termômetro, a começar por essa feita pelo mestre Neil Young no festival que ele realiza anualmente pela sua fundação Bridge School. A edição deste ano aconteceu em Mountain View, na Califórnia, no fim de semana passado, e ao final da apresentação, o velho Neil Young juntou-se a Elvis Costello, aos My Morning Jacket, a Jenny Lewis, entre outros, para tocar uma versão de “Oh! Sweet Nuthin'” – a última música do último disco do Velvet Underground.
Ficou demais.

Kevin Barnes fez sua reverência ao pai do underground no show que o Of Montreal fez nesse domingo no Music Hall de Williamsburg, atual epicentro hipster na Nova York inventada por Lou Reed.

Uma bela versão para esta que talvez seja a mais bela composição de Lou Reed.

Lou Reed era conhecido por questionar clichês e não fazer as coisas de acordo com as regras do jogo. Aí quando, no meio dos anos 80, apareceu a possibilidade de ele gravar um videoclipe – pois a MTV havia sido inventada nos EUA e pedia esse novo tipo de formato -, o cara me vem com essa: