
Cara, isso é maravilhoso…

Tudo bem se isso aparecer na sua biografia? Eu acho essa música insuportável, mas é inegável sua importância e peso na história da música brasileira. E pode ser que, com um teoricamente esquecível comercial, Milton tenha a atirado na lata do lixo por alguns dinheiros…
Bem vergonhalheia…

Em uma coletiva em Los Angeles, o mestre da soul music avisou que, em 2014, tocará sua obra-prima Songs in the Key of Life ao vivo na íntegra pela primeira vez. Em entrevista à Rolling Stone, ele deu mais detalhes:
The only difference to the actual layout of Songs in the Key of Life is, as opposed to ending with the songs “All Day Sucker” and “My Mama’s Call,” I’m going to end it with “Another Star,” because I feel that song is the right one to do. Now, we’re going to put the other two songs that were on the EP in the presentation as well, so they’ll be probably the first two extra songs after the first part of Songs in the Key of Life, which are “Saturn” and “Ebony Eyes.”
2014 promete! E se você não conhece esse disco (algo como se o Tim Maia Racional e o Tábua de Esmeraldas fossem o mesmo disco, o equivalente groovy ao Dark Side of the Moon), redima-se assistindo a um documentário sobre o mesmo abaixo e ouvindo-o logo a seguir:

Neil Gaiman foi convidado a falar no segundo encontro da Reading Agency inglesa e escolheu falar sobre a natureza da leitura e seu incrível poder transformador, além da importância do livro e das bibliotecas em nossas vidas, na palestra que deu no Barbican Center, em Londres, há duas semanas.
Abaixo, segue a transição em inglês, se alguém se dispor a traduzir, basta postar na área de comentários que eu atualizo aqui. O site Index-a-dora já havia traduzido o texto, que reproduzo na íntegra abaixo. A seguir vem a íntegra em inglês:

O segundo disco do Marcelo Jeneci, De Graça, disponível para ser ouvido em streaming em seu site oficial, é uma grata surpresa. Não é exagero dizer que Jeneci surgiu de uma brecha deixada aberta pelos Los Hermanos – ao recusar-se se posicionar entre o meio-termo perfeito entre o indie rock brasileiro e o gênero MPB, o grupo carioca preferiu debandar-se em carreiras solo que pareciam preocupadas em negar a natureza pop de seu trabalho original. Sem essa culpa, uma segunda geração do pop brasileiro do século 21 veio de mansinho e encontrou um público prontinho para abraçar esse novo pop brasileiro. Silva, Cícero e Jeneci, entre outros, viram essa brecha dando sopa e se jogaram. Mas no novo disco, Jeneci vai muito além e evolui consideravelmente. Há uma influência, talvez inconsciente, daquele pop brasileiro do fim dos anos 70 que precedeu a primeira onda do rock brasileiro da década seguinte. Me refiro a artistas como o espólio dos Novos Baianos (Baby & Pepeu, Moraes Moreira, A Cor do Som), de autores como Fagner, Belchior e Guilherme Arantes – que viram um novo começo de era bem antes dos “Tempos Modernos” de Lulu Santos e Nelson Motta. A sensação de perceber a aurora de um novo tempo atravessa todo o segundo disco de Jeneci, completamente liberto das referências de MPB genérico que o aproximavam dos Los Hermanos. Sob a produção do Kassin com auxílio do Adriano Cintra, De Graça soa às vezes indie tímido, às vezes pop deslavado e quase sempre ousado e sóbrio, com um pé no Brasil e outro num novo pop mundial ainda em formação. Otimista e cheio de auto-estima, Marcelo Jeneci era o que devia estar tocando no rádio brasileiro. Destaco a épica “Pra Gente Se Desprender”, com suas cordas marítimas, coda instrumental gigantesca e conduzida pelo vocal claro e contemplativo da Laura Lavieri, um momento único na música brasileira deste século:
Dá pra ouvir o disco inteiro aí embaixo – e o La Cumbuca descolou o download.

Foi o próprio Frank Black quem cogitou, em uma entrevista ao site Radio.com, veja abaixo a partir dos 4 minutos:
É só uma idéia, por enquanto, mas já está fora da caixa. E não custa lembrar que o Bowie é fãzaço dos Pixies (até comparou-os com o Velvet Underground):
Imagine só…

E por falar em David Bowie, o Bracin nos avisa que ele anunciou o conteúdo da edição especial de seu The Next Day, lançado subitamente no início desse ano. Eu nem achei o disco essa cocacola toda que andam dizendo por aí – é mais um disco Bowie sendo Bowie do que propriamente uma nova reinvenção, algo que não acontece de verdade desde o início dos anos 80. Mas há boas faixas, a produção é clean e objetiva e, o principal a meu ver, seu acabamento visual é brilhante. O uso da capa de “Heroes” com glitch de computador, a lente precisa dos clipes que já foram lançados e, agora com esse disco-caixa, o acabamento de sua produção como objeto – veja no vídeo abaixo – mostra que mesmo não desequilibrando o cenário pop mundial com um disco, ele ainda é um dos veteranos mais afiados em ativa.

E por falar nesse papo da Dani, vale dar uma sacada no premiado curta El Empleo, do argentino Santiago ‘Bou’ Grasso.
Pesado – porque ecoa a realidade. Dica da Fer, dos Sweet Grooves (que vêm aí de novo, aguardem!), via blog do Anima Mundi.

O Blur já está na América do Sul e ontem fez seu primeiro show em Lima, no Peru. No meio das músicas de um setlist curto e preciso (veja abaixo), Damon Albarn e companhia puderam homenagear Lou Reed, lembrando de “Satellite of Love”.
Veja o setlist completo abaixo:

O título dá a impressão que é 2007, mas estamos em 2013: às vésperas de lançar seu disco novo, o Chromeo mostrou sua “Sexy Socialite” ontem no programa do Jimmy Fallon e ainda contou com a participação da dupla canadense Death from Above 1979 com parte da banda (o player abaixo engana e dá uma mensagem que não permite exibir o anúncio antes do vídeo por aqui, mas é só esperar menos de um minuto que aparece o vídeo do programa. Por isso, paciência, que vale à pena):