Meu comentarista político favorito dá nome aos bois. Nome não: sigla.

Eu sei, eu sei, tou devendo o texto sobre o True Detective antes que a série acabe – e acaba nesse domingo num episódio chamado “Form and Void”. Mas o que vou escrever sobre a série diz muito mais sobre a forma que consumimos cultura do que propriamente sobre as (ótimas) teorias criadas ao redor da narrativa. Pois afinal, depois dessa do vídeo abaixo, o que mais precisa ser dito? Contém spoilers:

O estúdio tailandês We Are Camera propôs essa troca improvável e o resultado é hilário.
Vi no Laughing Squid.
Pena que ele foi tirado com a câmera do patrocinador e não com as lentes corretas:

Vi no Dangerous Minds. Ou tu nunca viu They Live? Senão tiver visto, corrija esse erro agora!

Moby mexeu pouco, mas deu outros ares – igualmente tranquilos – à “All I Know” do Washed Out, saca só:
Vi na Babee.

Domingo passado, Adriano Cintra mostrou as músicas de seu primeiro disco solo, chamado Animal e com previsão de lançamento para esse semestre na Sussa que fizemos no Neu. No pequeno show new wave, ele mostrou músicas com letras escritas por Guilherme Arantes, Tim Bernardes, Odair José, entre outros, além de cantar duas músicas do Cansei de Ser Sexy – veja os vídeos que fiz abaixo, junto com as fotos que querida Ju Alves tirou, saca só:
Adriano Cintra – “Desagradável Aparelho”
Tem mais aí embaixo:
O primeiro disco solo de Mano Brown vai se chamar Boogie Naipe e aos poucos mostra a sua cara, como nessa épico soul funk (dividido em duas partes) batizado singelamente de “Amor Distante”.
Vi na Rolling Stone.

A música não pode se calar quando morre um mestre de seu instrumento. Toca pra sempre, Paco!

E por falar no Pharrell, não custa sublinhar o ótimo mashup que a dupla Pomplamoose dedicou ao hitmaker do ano passado, reunindo “Get Lucky”, “Happy” e “Lose Yourself to Dance” na mesma faixa.
Ficou foda – e isso sem contar esses truques de câmera e cenário. Vi no Bracin.

A nova série da HBO, True Detective, caminha para se tornar um dos principais acontecimentos culturais de 2014 – e desde que eu comentei seus quatro primeiros episódios, muita água já rolou por baixo da ponte: as teorias, referências e coincidências que surgem na série vêm sendo dissecadas à exaustão, dando origem a leituras paralelas que parecem ampliar ainda mais o alcance de uma série que só tem dois episódios antes do fim. Estou reunindo essas informações num texto que publico até o fim de semana. Enquanto isso, fiquem com uma versão da abertura da série feita com gatos (dica da Érika, valeu!), o que prova que o seriado já entrou no imaginário coletivo de vez:
