
Lembram da Teoria Pixar, aquela que cogita que todos os filmes da Pixar se passam no mesmo universo em épocas diferentes? Agradeçam ao pessoal da Bloop Animation que explicou-a em vídeo.
Agora só resta aparecer uma versão em português.

O Google fez um documentariozinho foda sobre a história da Merge Records, a clássica gravadora indie de Chapel Hill, nos EUA, que nos deu obras-primas como In the Aeroplane Over the Sea do Neutral Milk Hotel, Nixon do Lambchop, 69 Love Songs do Magnetic Fields e o Ga Ga Ga Ga Ga do Spoon, entre outros clássicos. Tocada pelo ex-casal Mac McCaughan e Laura Ballance – metade do Superchunk -, a história da Merge é um elogio ao romantismo e à franqueza que estão essencialmente ligados à cena indie, embora o estereótipo e o hype façam parecer justo o contrário.

Tava falando do livro de Thomas Pynchon que o Paul Thomas Anderson vai adaptar para o cinema e eis que surge o trailer de Inherent Vice, realocando tensões faciais e expressões fechadas para a década da vez.
Muito climão, pouca sustança – essa parece ser a tônica de quase todos os filmes de PTA (costumo brincar que o Paul Anderson que temos que dar atenção é o Paul W.S. Anderson, esse sim bem resolvido). Não que seja um mau diretor, mas ele viaja no próprio ego e erra feio a mão em filmes que contam com atuações espetaculares, deixando a direção bem aquém da interpretações fantásticas vividas por alguns dos grandes atores de nosso tempo. Claro que Inherent Vice vai ser melhor do que todos esses filminhos que tentam requentar o Scorsese de Goodfellas (como Trapaça ou O Lobo de Wall Street, do próprio Scorsese) e certamente encabeçará listas de premiações no ano que vem. Mas não me iludo, mesmo sendo o filme que vai apresentar Pynchon para as massas.
É isso aí: o vinil branco de Thom Yorke é seu segundo álbum solo, chamado Tomorrow’s Modern Boxes, que, além do vinil, também será vendido e distribuído via… torrent! Abaixo, a declaração dada pelo Radiohead em seu site, um claro manifesto:
Como um experimento estamos usando uma nova versão do BitTorrent para distribuir o novo disco de Thom Yorke.
Os arquivos Torrent devem ser pagos para ter acesso a alguns arquivos.
Os arquivos podem ser qualquer coisa, mas neste caso é um “álbum”.
É um experimento para ver se as mecânicas do sistema são algo que o público em geral pode se envolver.
Se funcionar bem pode ser uma forma eficaz de permitir o controle do comércio via internet de volta às pessoas que criam o trabalho.
Permitindo que elas possam fazer tanto música, vídeo ou qualquer tipo de conteúdo digital para elas mesmos colocar à venda.
Ultrapassando os autodenominados seguranças na porta de entrada.
Se funcionar qualquer um pode fazer como nós fizemos.
O mecanismo torrent não requer nenhum servidor para fazer upload ou custos de hospedagem ou esse papo-furado de “nuvem”.
É uma vitrine de loja embutível e autocontinda…
A rede não apenas carrega o tráfico de dados, ela também hospeda os arquivos. Os arquivos estão na / são a rede.
Tomorrow’s Modern Boxes já está à venda via Torrent (algumas faixas podem ser baixadas de graça, o disco inteiro custa seis dólares) e também em vinil, no site da banda. Segue um aperitivo, além das faixas abaixo:
“A Brain in a Bottle”
“Guess Again!”
“Interference”
“The Mother Lode”
“Truth Ray”
“There is No Ice (For my Drink)”
“Pink Section”
“Nose Grows Some”
Mas isso não quer dizer que o Radiohead não venha com algo novo por aí…

E quem lançou música nova foi o Who, que está completando 50 anos de atividade e prevendo uma grande última turnê (que, será?, pode passar pelo Brasil). “Be Lucky” é bem ok e cita o AC/DC e o Daft Punk, ouve aê:

Em novembro estréia o filme novo de Christopher Nolan, Interstellar e você já deve ter visto o trailer…
É mais um passo rumo à popularização da ficção científica, esse gênero que já foi a ovelha negra da literatura e hoje se firma como um dos principais pilares da produção cultural moderna. Nolan não é nenhum novato no gênero (e, em última instância, filmes de super-herói são histórias de ficção científica), mas é a primeira vez que ele leva sua narrativa para o espaço. O tom do trailer dá a entender que é mais uma ópera épica envolvendo sobrevivência, sentimentos e o universo, como Gravidade, de Alfonso Cuarón, foi no ano passado. Só o fato do Ramon (que vem acompanhando as notícias sobre a produção do filme de perto, vale acompanhar) resumir o filme na equação “Wall-E + A Árvore da Vida + Contato” dá a medida de como a temática existencial na ficção científica tem se tornado uma constante cada vez mais frequente em nosso zeitgeist. O que nos faz pensar…
Mas tenho uma leve impressão que o filme vai muito além do que assistimos nesse trailer (sem contar as estrepolias técnicas de Nolan, que filmou cenas para iMax em película 70mm).

Outros trinta segundos de Endless River, o disco novo que David Gilmour e Nick Mason vão lançar sob o nome de Pink Floyd, desta vez enfatizando a participação do tecladista Rick Wright, morto em 2008, cujos registros feitos em 1994 foram o motivo para os dois remanescentes comporem um novo álbum:

Aposta forte pro começo de 2015, a dupla de irmãs Say Lou Lou soltou o vídeo da colaboração com o produtor de seu primeiro disco, o norueguês Lindstrøm.

O ex-Whitest Boy Alive avisa que seu primeiro disco solo, Legao, chega no mês que vem. E pro esquenta, puxou esse belo reggaeinho sueco, chamado “Fence Me In”.

Thiago Pethit começou bem a expectativa ao redor de seu disco novo, dando um bom primeiro passo com o clipe da ótima “Romeo”, que estreou hoje.
