
Marvin Gaye largado num sofá, ensaiando “I Want You” num hotel na Bélgica, em 1981, no meio de sua turnê européia daquele ano. Que sonzeira!
Descoberta pinçada pelo Radiola Urbana.

O Fernando vinha passando pelo Largo São Francisco, no centro de São Paulo, quando viu duas crianças brincando na rua – e registrou o momento com música do Paulo César Pinheiro.
Dica da Lilian (valeu!).

Mais um clipe do disco novo do ex-Whitest Guy Alive, Erlend Øye. “Rainman” é mais uma cançoneta do aguardado Legao e seu belo vídeo, uma animação, foi feito pela ilustradora espanhola Clara Cebrian.

E não é qualquer música do Radiohead, e sim “Bodysnatchers”! Aperta o play!
Dica do Felipe (valeu!).

O disco do Chromeo deste ano é mais relax que os anteriores, mas isso não quer dizer que seja pior – é outra vibe, como bem demonstram no clipe novo para a ótima “Old 45s”.
E se você piscar, perde as Haim fazendo uma ponta no clipe:


“O diálogo deveria ser apenas mais um som entre outros sonos, apenas algo que sai da boca das pessoas cujos olhos contam a história em termos visuais”, disse o diretor Alfred Hitchcock em uma de suas clássicas entrevistas ao então crítico de cinema François Truffaut. O filme abaixo, que inagura o canal do Vimeo da Criterion, deixa claro como os olhos são uma parte crucial na narrativa dos clássicos do diretor. A edição foi feita pelo mesmo Kogonada que viu Wes Anderson por cima, remixou os pontos de vista de Breaking Bad, achou o equilíbrio dos filmes de Kubrick e viu Tarantino de baixo pra cima. Vale ver todos os vídeos em seus respectivos links.

Ridley Scott vai ampliando seus delírios épicos cada vez mais – a novidade de 2014 é o grandioso Exodus – Gods and Kings (será que vão traduzir como Êxodo ou vão deixar o título no original?). É a velha história do profeta Moisés, desta vez vivido por Christian Bale, transformada numa história de resistência, luta e gritos de guerras, como podemos ver no trailer que acabou de ser lançado:
Não tenho nenhuma dúvida de que o nível de breguice de Gladiador, do mesmo diretor, será ultrapassado com louvor, atingindo níveis de vergonha alheia que o trailer parece antecipar – à exceção da cena das tábuas dos dez mandamentos, que só deve aparecer no filme (será que Ridley Scott filmou o encontro de Moisés com Deus?). Mas há outro subtexto nessa produção – ao contrário dos filmes recentes de Scott, que celebram a Pax Americana dos anos Bush, este filme pode ter leituras diferentes no Oriente Médio, em todos os países árabes e na Ásia Central. Esse sim vai ser o impacto desse filme: político, não estético.

Eis o vídeo do Portas dos Fundos que o Garotinho não quer que você veja. Ele é autoexplicativo:

Você já deve ter ouvido a versão que Aretha Franklin fez para “Rolling in the Deep”, da Adele, certo? Senão, segue a apresentação da diva soul dos anos 60 cantando o hit da diva pop dos anos 00 no programa do David Letterman, na TV americana ontem.
Muita gente veio comemorar como a música havia “melhorado” na voz de Aretha – puro preconceito contra Adele ou contra hits que tocam demais. “Rolling in the Deep” tocou em tudo quanto é lugar até dar no saco, mas se Aretha Franklin resolve cantá-la, este é o maior elogio que a canção e sua autora poderiam receber. Sua interpretação soa melhor porque nós nos acostumamos ao furacão Aretha, mas isso não quer dizer que a música original era fraca. Mas quando Aretha emenda o hit da década passada com outro contemporâneo seu (“Ain’t No Mountain High Enough”), o resultado não soa tão natural…

Robert Fripp não deixa filmar os shows da volta atual do King Crimson, mas tem postado vídeos no YouTube de vez em quando dessa turnê, como essa passagem de som em Madison, nos EUA, no fim de semana passado, veja só:
A foto que ilustra o post saiu da página oficial da volta da banda – tem mais aqui.