
Parece que o George Lucas achou o trailer do próximo filme de sua saga, que será dirigido por J.J. Abrams, muito ermo. E resolver dar uns retoques…

Sempre fico de cara como tem gente com muito tempo sobrando…
Ficou demais!

O Cunha Júnior do Metrópolis saiu na rua pra perguntar se o pessoal reconhecia o disco novo do Pink Floyd, Endless River, e me chamou pra perguntar o que tinha achado do disco.

Você já deve ter visto em tudo quanto é lugar a essa altura do campeonato, mas não custa frisar que agora é sério. Olha só como o J.J. Abrams teve a manha de atiçar todo mundo com um trailer que não mostra quase nada:
Muito foda. E algo que me diz que essa primeira cena do trailer dará o rumo inteiro deste episódio.

E os inevitáveis mashups e remixes feitos a partir do primeiro gostinho de Guerras nas Estrelas já começaram – saca só essa fusão entre esse primeiro trailer e o de Guardiões da Galáxia, feito pelo Renato Gaiarsa:
Quais você já viu por aí?

A caixa de seis discos que celebra o 45° aniversário do terceiro disco do Velvet Underground, batizado apenas com o nome da banda, aconteceu nesta semana e a gravadora Polydor descolou mais um aperitivo para atiçar a vontade dos fãs – depois da versão ao vivo em câmera lenta para “I’m Waiting for the Man”, gravada em 1969 no Matrix, em São Francisco. Desta vez é uma das primeiras versões para “Sweet Jane”, anunciada com um sussurro e tocada de mansinho no mesmo Matrix, ainda com a parte em que Lou Reed canta sobre “heavenly wine and roses”, que ficou de fora da primeira versão oficial da canção, gravada no disco Loaded, de 1970, mas que reapareceu continuamente em várias versões ao vivo, inclusive na carreira solo de Lou.

PUTA MERDA!
<3

E essa entortada que o menino-prodígio do dubstep James Blake deu no maior hit do Gorillaz, “Feel Good Inc.”? Vocais lá atrás, beats e graves em primeiro plano, atmosfera tensa mas ao mesmo tempo esparsa, para dançar sem sair do lugar. O remix foi feito há alguns anos – ninguém consegue especificar uma data – e foi lançado sob o pseudônimo de Harmonimix – e agora apareceu online:

Podem falar mal o quanto for dos Tears for Fears – o fato é que Roland Orzabal e Curt Smith sabem fazer uma canção pop. Especialmente em seu período mais fértil, no final dos anos 80, quando emplacaram músicas que todo mundo conhece de cor mesmo sem gostar. Seus hits foram dissecados em recente apresentação para o Spotify quando, tocando para uma pequena platéia, contaram as histórias por trás de seus grandes hits – inclusive que surrupiaram “Seeds of Love” de “I Am the Walrus”, dos Beatles.
Além do vídeo, eles também gravaram em áudio sua já conhecida versão para “Creep”, do Radiohead.

Cerimônias de premiação transmitidas para milhões de pessoas servem como termômetro para o mercado que gira em torno dos indicados e vencedores da noite. O American Music Awards, como muitos outros, é apenas isso: uma vitrine dos principais nomes que movimentam o mainstream no pop americano. Este vem passando por uma fase ótima, conseguindo reciclar-se e trazer novos nomes à baila que pouco se escoram em sonoridades do passado, buscando sua própria voz num tempo em que a internet é mais importante que o rádio para o mercado de música.
Alguns dos shows da edição de 2014 do prêmio, que aconteceu no último domingo dão uma amostra de como o mercado fonográfico está conseguindo recuperar o nível artístico que parecia perdido após o embate com a internet, há 15 anos – conseguindo fazer música pop com um mínimo de tutano. Essa dobradinha entre a Ariana Grande e o The Weeknd, desacelerando o hit “Problem”, é um ótimo exemplo disso:
Outro bom exemplo foi a apresentação de outro dos grandes hits do ano, “Fancy”, com a australiana Iggy Azalea, que chamoy sua parceira na faixa, a inglesa Charli XCX, para dar uma palhinha:
A norte-americana Taylor Swift, atual rainha do pop de seu país, cumpriu seu papel à risca:
E a neozelandesa Lorde, uma espécie de contraponto indie-nerd de Taylor, mostrou sua “Yellow Flicker Beat” pela primeira vez ao vivo:
Rolaram vários outros shows, mas esses quatro mostram que aos poucos o mercado parece ter voltado a entender que o que as pessoas querem ouvir é música. E é interessante notar que a presença feminina é cada vez mais a regra, virando a mesa do mercado em termos de gênero.