
Um dos motivos do sucesso de Guardiões da Galáxia é seu roteiro essencialmente simples contando com personagens coloridos e hilários. Nesse sentido, não é de se estranhar que ele funcione tão bem como um jogo do Nintendinho, como sugere o pessoal do CineFix que fez essa adaptação…
Se ligou na trilha sonora, né?

É muito bom saber que as Sleater-Kinney estão de volta. E pra gravar o primeiro clipe da volta, elas chamaram um monte de amigos (dos comediantes Fred Armisen, Sarah Silverman e Andy Samberg ao Gerard Way do My Chemical Romance, passando pelo J. Mascis do Dinosaur Jr., a multiartista Miranda July e a atriz Ellen Page) para cantar a música em frente à webcam, num vídeo baratíssimo e quase sem a música original.
E na semana passada elas se apresentaram pela primeira vez ao vivo em anos, tocando a faixa “A New Wave” no programa do David Letterman.
Já disse e repito: tomara que alguém as traga pro Brasil. O show deve ser incrível.

Frank Ocean tá que não se aguenta pra lançar música nova. Primeiro foi a vinheta esticada “Memrise”, que lançou no ano passado, como uma espécie de prenúncio de seu próximo disco. E na semana passada ele aproveitou que no último dia 16 a cantora Aaliyah completaria 36 anos se estivesse viva para regravar um clássico do repertório da musa R&B, “At Your Best (You Are Love)“, dos Isley Brothers, que Aaliyah puxou para si. Frank tira os beats, os samples, os vocais de apoio e deixa apenas o piano para acompanhar seu vocal choroso.

E a Amazon vem entrando com tudo no mundo das produções – e agora prepara-se para levar a maior das distopias de Philip K. Dick para o formato seriado. O Homem no Castelo Alto parte do pressuposto que os aliados perderam a Segunda Guerra Mundial e foram os Estados Unidos – e não a Alemanha – que foram divididos em dois, a metade Leste ficou com os nazistas e a metade oeste com o Japão. O livro usa esse cenário para falar de falsificação e autenticidade, já que um dos personagens é falsificador de relíquias norte-americanas da primeira metade do século 20, colecionadas por ávidos japoneses. É uma abordagem muito sutil sobre universos paralelos e realidades alternativas que usa o I Ching como fiel da balança. Algumas cenas da série já foram liberadas no canal do YouTube da loja online e o resultado é de deixar qualquer fã de ficção científica empolgado. Dá uma sacada:
Parece promissor…

2015 começou com uma incrível notícia para quem gosta de Beastie Boys (e quem não gosta? Bom sujeito não é…). Eoin MCL, usuário do fórum digital sobre o trio, descobriu, online, um vídeo nunca lançado para a música “Too Many Rappers”, que os Beastie Boys lançaram com o rapper Nas junto com o disco Hot Sauce Committee Part Two. A descoberta é tão importante – e o clipe, foda – que os próprios Beastie Boys colocaram em seu canal do YouTube. Sacaê:

Um dos primeiros filmes a cantar o revival dos anos 70 ainda no século passado, o excelente Dazed & Confused (abrasileirado como Jovens Loucos & Rebeldes) também foi o primeiro filme de Richard Linklater a ganhar projeção. Muito disso por conta do elenco que ele escolheu para viver a época de sua adolescência, que foi escolhido em testes que agora chegam à reedição caprichada da Criterion. Entre os testes é impossível não destacar o do jovem Matthew McConaughey, que tinha 24 anos em 1993, impagável:
Os outros já rodavam a internet faz tempo, como o de Rory Cochrane…
…o de Wiley Wiggins…
…o de Deena Martin…
…o de Adam Goldberg…
…o de Marissa Ribisi…
…o de Michelle Burke…
…o de Jason London…
…o de Nicky Katt…
…além de dar motivo para dois grandes autores sobre a cultura pop norte-americana escreverem sobre o filme: Chuck Klosterman escreveu sobre sua relação pessoal com o filme e nostalgia em geral enquanto Jim DeRogatis escreve sobre a trilha sonora do filme e a relação daquela história com o rock dos anos 70. Os dois textos estão em inglês.

Maus ventos de 2015 sopram que o mago maestro Lincoln Olivetti já não está mais entre nós. Lincoln Olivetti teria sofrido um enfarto do fim da tarde dessa terça, como já postaram nas redes sociais uma série de amigos e conhecidos do músico, arranjador e produtor, embora não haja uma confirmação oficial.
Lincoln Olivetti é desses raros produtores brasileiros que dominaram a sonoridade de uma época. Bebendo no soft rock do Steely Dan e dos Doobie Brothers, no soul da Filadélfia, nos arranjos suntuosos da disco music e no jazz elétrico dos anos 70, misturando igualmente doses de Quincy Jones e Giorgio Moroder a uma brasilidade reluzente e festiva, no penúltimos dos suspiros de um Rio de Janeiro utópico no imaginário brasileiro. Sua presença musical refletia-se nos teclados elétricos e levadas manhosas de metais, um suingue global rebolado de forma muito brasileira, apesar das críticas da época que falavam em “pasteurização” ou “padronização”, quando, na verdade, era uma clara assinatura musical. Alguns de seus exemplos clássicos falam por si:
Além de seu clássico disco autoral com o guitarrista e parceiro Robson Jorge, de onde saiu sua clássica foto lá em cima:
E a lista vai longe… Muita música boa, uma perda gigantesca pra nossa música. E rola uma história que ele estava com um disco prontinho pra ser lançado…

Ice Cube e Dr. Dre se reuniram novamente para produzir um filme que contasse a história do grupo que fundaram e que virou a história do rap do avesso – e assim o NWA vai pro cinema. Cube é representado pelo próprio filho e o filme, batizado com o mesmo nome de seu clássico e emblemático disco, Straight Outta Compton, é dirigido pelo mesmo F. Gary Gray que tomou conta de outro clássico gangsta, o hilário Friday. Nesta semana, Cube mostrou em primeira mão o trailer do novo filme em um show na Austrália – e ainda bem que tinha um fã com um celular para gravar a pérola.
Cube esteve no ano passado no programa de Jimmy Kimmel falando sobre o filme sobre o punk do hip hop:
E é facinho desse filme lançar uma nova era gangsta – sem contar o fato de servir de inspiração para projetos do tipo. Alô Racionais!

Outro trailer do filme que fecha o segundo capítulo da Marvel no cinema foi liberado agora à noite, mantendo o tom solene e sombrio do teaser, mas entupindo-o de ótimas cenas de ação.
Mas algo que me diz que eles não estão mostrando nem o primeiro terço dessa história nesses trailers…

No fim do ano passado, os Arctic Monkeys postaram um minirregistro de sua passagem pelo nosso continente em 2014. Na verdade é um clipe de “R U Mine” ao vivo, com cenas das apresentações da banda por Bogotá, Buenos Aires, Córdoba, Santiago, São Paulo e Rio de Janeiro intercaladas com cenas das cidades, dos fãs e da banda interagindo do jeito que consegue pela América do Sul (na praia, jogando tênis, dando entrevistas, em vans e vôos), com aquele filtro Instagram que deixa tudo meio anos 60/70. O clipe ainda para para pequenos trechos de “No. 1 Party Anthem” e um ótimo take a capella, nos bastidores, de “Knee Socks”.
Assisti ao show de Santiago (sem área vip, fãs de verdade grudados na grade) e foi fácil um dos melhores shows de 2014. Filmei, claro: