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cbarnett

E a Carole King de nossos tempos é uma indiezinha que aprendeu a compor ouvindo Stephen Malkmus. Lá vem Courtney Barnett com outra pérola de um dos discos que eu mais tô esperando esse ano, chamada “Depreston”:

rush2112

O Rush está comemorando 40 anos em 2015 e pra celebrar a data redonda começou a relançar os 14 discos da fase Mercury em ordem cronológica desde o início do ano. Mas depois de lançar Fly by Night em janeiro e Caress of Steel em fevereiro (ignorando solenemente o homônimo disco que ainda não tinha Neil Peart nas baquetas) o trio canadense se superou com essa edição de seu, portanto, terceiro disco oficial: a ópera rock 2112. Saca só isso:

O VINIL VEM COM UM HOLOGRAMA da estrela de cinco pontas da capa do disco – mas antes que alguém os acuse de satanismo (sempre tem, né…), não custa lembrar que a estrela é o símbolo da Federação (pois é uma obra de ficção científica, afinal!). E já está à venda.

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Já falei que o Nile Rodgers está mexendo no baú do Chic e resgata pérolas esquecidas de seu passado disco music num disco que vai ser lançado este mês. E ele twittou que o disco tem a participação do Daft Punk… em vídeo!

Segundo outro tweet do velho guitarrista, o filme (que deve ser um promo) deve ser lançado dentro de semanas. Vamos aguardar, mas que deve vir sonzeira, isso deve…

greenwood-

Jonny Greenwood aproveitou as férias do Radiohead – que voltam agora em março a gravar o próximo álbum – pra se enfurnar em um castelo na Índia com 12 músicos locais e o israelense Shye Ben Tzur e gravar um disco. Sobre a experiência, ele disse em entrevista ao Sunday Guardian “é difícil tocar com músicos indianos e não parecer que você está arruinando algo ao pendurar acordes ou deixar as coisas mais brutais ou menos ambíguas. Isso é o que é ótimo na música indiana, a forma fluida das melodias, como elas respiram e vivem. O rock é muito rígido.” Abaixo uma apresentação de Greenwood ao lado de Shye Ben no ano passado.

E não custa lembrar que, além do disco novo do Radiohead, Greenwood ainda encontra tempo pra trabalhar com a London Contemporary Orchestra e fazer trilhas pro amigo Paul Thomas Anderson.

Spock x Spock

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Atenção: comercial de carros com alto grau de nerdismo.

Ave, Nimoy.

Kraftwerk-email

A piada recorrente em qualquer show do Kraftwerk desde que eles passaram a usar tecnologia digital é que em vez de tocar instrumentos, sincronizar música com vídeo ou disparar samples, os quatro alemães ficam apenas em seus laptops checando emails, navegando a esmo na internet ou conversando com amigos online, fingindo fazer um show enquanto passam uma hora em pé na lan house mais restrita – e vigiada – do mundo. A revista alemã Faze descolou imagens da banda se apresentando em Amsterdã em janeiro, com imagens de cima do palco, que torna visível o equipamento dos integrantes do banda. Inclusive o de Falk Grieffenhagen, que visita um site que parece ser uma espécie de tutorial do iPhone ou coisa do tipo. Confira a partir de quatro minutos e meio:

Mas se você se der ao trabalho de assistir ao vídeo todo, vai ver que a banda está realmente tocando e mexendo em equalizadores digitais, teclados e outros instrumentos eletrônicos. São quatro caras trabalhando na sincronia de beats e imagens, então tudo bem se um deles quer entrar na internet mesmo que pra checar emails. Se tem gente que tira foto do Instagram no palco durante o show, não acho que isso seja tão diferente assim. E, porra, os caras são os Kraftwerk e inventaram tudo isso, afinal de contas…

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O Is Tropical incluiu a cantora Kirstie Fleck (que cantou o hit deles “Dancing Anymore” em 2013) em sua formação e o clipe de “On My Way” é um dos primeiros registros da banda neste formato. Pena que a faixa é fraca, mas faz parte do início do novo disco da banda, Black Anything, que será lançado em cinco discos de vinil no decorrer do ano.

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Esqueci de comentar a sonzeira que o BaianaSystem lançou antes do carnaval começar. “Playsom” (que pode ser baixada de graça no site da banda) não só é a primeira amostra do som da banda sob a tutela do produtor Daniel Ganjaman (que começa a esmerilhar todo seu know how jamaicano no que pode ser o seu grande disco de dub brasileiro) como foi trilha sonora pra folia no carnaval de Salvador deste ano.

O BaianaSystem é uma importante ponta do iceberg das mutações que estão acontecendo no cenário pop em Salvador e não por isso escolhi conversar com seu líder e guitarrista Beto Barreto na matéria que fiz pro UOL sobre a crise da axé music.

 

O Baiana – como é conhecido pelos fãs – está puxando uma lenta transformação no carnaval de Salvador que tem a ver com o desgaste artístico e econômico do modelo de negócios criado com a axé music e no carnaval deste ano arrastou multidões ao tocar em trios sem cordas, fazendo a muvuca misturar públicos e estilos musicais na melhor concepção da convulsão cultural que deveria ser o carnaval. Olha só essa foto do iBahia da banda sobre o trio Nave Pirata:

baianasystem-carnaval

E a massa cantando o refrão de “Terapia“, música sampleada na própria “Playsom”?

#baianasystem #viradonumagoteira #carnaval2015

Um vídeo publicado por BaianaSystem (@baianasystem) em

 

O sucesso do BaianaSystem está ligado não só à crise da axé music mas também da crise do modelo de camarotização/área VIP que tem se tornado tradicional no Brasil nos últimos 20 anos e que, não por acaso, teve uma forte popularização a partir da Bahia (não apenas no carnaval de Salvador mas também na transmutação de Trancoso numa “Cannes tropical”, como nos lembra a Marina Rossi neste texto pro El País). Tomara que se espalhe pelo país essa noção de que, no fundo, todos somos pipoca.

romas

Outro grande momento do jovem Nicolas Jaar: ele se dispôs a fazer a musicar o filme armênio A Cor da Romã, do diretor Sergei Parajanov, considerado um clássico de vanguarda realizado em 1969. Nunca tinha ouvido falar desse filme, mas assisti-lo com essa trilha – por vezes claustrofóbica, outras lúdica e suave – é uma experiência e tanto. Ponha os fones de ouvido e aciona a tela cheia.

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Courtneyzinha mandando ver no azedo primeiro single de seu aguardado álbum de estréia, pras sessões do Guardian. É dos discos que eu mais espero de 2015.