
Mais um dueto improvável aparece na trilha sonora de Insurgente, o segundo volume da franquia teen Divergente. Depois de ouvirmos a parceria entre as irmãs Haim e o produtor M83, agora é a vez da sinuosa balada ao piano “Never Let You Down” que surge do encontro do francês Woodkid com a sueca Lykke Li. Pegou bem.

Autores de um dos meus discos favoritos do ano passado, o Spoon mostrou duas músicas do excelente They Want My Soul nas já clássicas sessões em vídeo do site francês La Blogothèque, que gravou seu concerto pra viagem desta vez em Nova York. Coisa fina.

Não é a nova música nem o novo disco, mas a nova BANDA do Franz Ferdinand. O quarteto escocês se associou à mítica dupla Sparks e juntos agora eles se chamam… FFS!
O Sparks é a banda dos irmãos Russell e Ron Mael, um vocalista e outro tecladista, que criou um universo particular à medida em que o rock começou a se aproximar da música eletrônica via new wave. O visual, digamos, peculiar da dupla os transformavam em personagens de suas próprias carreiras e ao mesmo tempo em que o grupo explorava os primeiros passos do pop eletrônico, também tinha uma abordagem artística típica das primeiras bandas de synthpop. Dá uma sacada na onda da banda:
O pique inocente de pista de dança de rock, os riffs e refrões angulares, timbres eletrônicos valvulados e os vocais em falsete – os pontos se conectam ao redor do Franz Ferdinand de forma que este encontro talvez possa ser mais importante que o dueto do Daft Punk com Giorgio Moroder. Que venha o FFS!

Grimes resolveu começar seu 2015 expurgando um disco que poderia ser lançado em 2013 mas que foi engavetado. “Essa música nunca foi terminada”, explicou ao compartilhar o vídeo da faixa “REALiTi”. É uma demo do ~álbum perdido~ gravado no início de 2013. Perdi o arquivo do Ableton, por isso ela não está mixada nem masterizada. Tentei mexer no MP3 pra deixá-la num estágio audível, mas como ela foi gravada toscamente em primeiro lugar e nunca foi gravada pra ser ouvida por ninguém, então está meio que uma bagunça haha”.
Bagunça com a Grimes só pode ser coisa boa, então lá vai:
E teoricamente sai disco dela esse ano. No ano passado, ela disse na BBC que o disco talvez seria duplo. E ainda teve tempo pra tirar um sarro do Pitchfork, que dizia saber do status de seu novo álbum:
Pitchfork sucks. I scrapped that album like 7 months ago lol. "music journalism" smdh … haha
— pixel dust (grimes) (@Grimezsz) September 12, 2014

O programa de TV Entertainment Tonight esteve nos bastidores do novo Vingadores, veja os vídeos:

E o fim de semana termina com a triste notícia da morte da grande dama da canção de raiz. Valeu, Inezita!

Uma das bandas de rock mais prolíficas na atualidade, o Thee Oh Sees acaba de anunciar novo disco, batizado Mutilator Defeated At Last, e liberou a faixa de abertura, “Web”, como degustação:
Psicodelia guitarreira daquelas! Se liga agora nessa mesma música ao vivo.
Taí uma banda que tá demorando pra vir pro Brasil… O disco novo sai em maio.

E se tirássemos a música e deixássemos apenas o som original do clipe de “Oops I Did It Again” da Britney Spears?
Como essa roupa geme! No clipe original passa batido (a partir dos 2:15), saca só:

Imagine que uma banda resolveu gravar o hit “You’re the One That I Want” que consagra o clássico retrô Nos Tempos da Brilhantina com um dueto entre John Travolta e Olivia Newton-John – só que numa versão metal. Metal farofa. Agora pare de imaginar e aperte o play no vídeo:
Não custa lembrar que a Tragedy, a banda autora dessa pérola, se autodenomina como sendo “uma banda que faz cover metal de Bee Gees e além” – e seu primeiro hit (de 2007!) é nada menos que essa inacreditável versão para “Stayin’ Alive”.
Rola uma obsessão com o Travolta…

As Haim não param e se chamarem elas topam. Vide essa parceria com o produtor José Gonzalez – o nosso querido M83 – feita pra segunda parte da trilogia adolescente Divergente. A música tem as características típicas dos dois artistas – os vocais implacáveis das três irmãs e os timbres sintéticos e épicos do produtor – mas não acrescenta nada à discografia de ambos. A não ser, claro, a possibilidade de serem descobertos por um público completamente diferente do que eles já têm.