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Uma sensação de paz intensa tomou conta do pequeno teatro do Sesc Belenzinho, quando poucos puderam submeter-se ao volume sonoro do sexteto instrumental Ruído/mm, em mais uma apresentação de lançamento de seu ótimo Rasura, um dos grandes discos brasileiros do ano passado. Impassíveis no palco, os seis músicos curitibanos conduzem o público a um transe coletivo a partir de camadas de microfonia que vão superpondo-se e retraindo-se à medida em que oscilam entre o silêncio e o volume ensurdecedor, transitando entre estes em solos dedilhados, acordes expansivos, melodias ao teclado, gritos, galopes de baixo e bateria.

É o jardim elétrico cultivado pelo My Bloody Valentine e pelo Sonic Youth nos anos 80 que ergueu-se sem voz com o codinome de pós-rock na década seguinte, aglomerando influências vindas do free jazz, da música eletrônica, de trilhas sonoras de filmes, do pós-punk e da música erudita contemporânea. A massa viva de som habitada pelo Ruído/mm é uma densa floresta de improvisos musicais em que o grupo extrai recortes específicos de uma musicalidade que quase sempre recaem naquele universo instrumental de ruído branco do que preguiçosamente convencionamos chamar de indie rock: a psicodelia estática branca que une os devaneios instrumentais do Cure, o lado contemplativo do Low de David Bowie, as extensas incursões instrumentais do Yo La Tengo, os espasmos de guitarra do Radiohead e do Built to Spill, os longos caminhos percorridos pelo Spiritualized e pelo Galaxie 500.

No palco, o grupo encarna essas diferentes personalidades. Os três guitarristas quase que de forma didática dividem suas influências no vestuário casual, cada um levemente pendendo para um lado. À esquerda, André Ramiro de camisa xadrez e boné equilibra-se entre espasmos de eletricidade e solos cortantes que entregam influências do shoegaze, hardcore e do noise; ao centro, Ricardo Oliveira, de camisa e cabelos compridos, burila seu instrumento conduzindo-o para planetas musicais tão diferentes quanto National, Radiohead e Sigur Rós; à direita, o recém-regresso Felipe Aires, vestindo uma camiseta do Lost, vai da psicodelia tradicional dos solos de David Gilmour no Pink Floyd a climas de filmes de velho oeste. Os três na linha de frente quase sempre sentam-se no palco entre as canções para ajustar pedais e brincar com a microfonia. Na linha de trás, o tecladista Alexandre Liblik conversa com o baixista Rafael Panke e o baterista Giva Farina criando camas de timbres ou ritmos intensos propícios para cada diferente incursão. A formação mudou poucas vezes, apenas com Felipe assumindo um theremin digital para contrapor ao canto em falsete de Ricardo em “Penhascos, Desfiladeiros e Outros Sonhos de Fuga”, ou André e Alexandre tocando chocalhos ao final de “Bandon”.

Arquitetos conscientes de pequenas catedrais de som, eles poderiam esticar cada uma de suas músicas por mais de dez minutos, mas quando muito elas ultrapassavam os cinco (uma ou outra quase chegou nos dez). O grupo explora bem silêncios e estica temas instrumentais o suficiente para serem memorizados pelo público sem repeti-los à exaustão, como se enfatizassem a eficácia matemática explícita no “por mílimetro” de seu nome. Tocando a íntegra do novo disco e apenas uma canção de seus discos anteriores, o sexteto de Curitiba fez uma apresentação impecável que apenas reforça sua reputação, que já tem mais de uma década.

Filmei o show inteiro abaixo – ponha os fones e aperte o play.

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O jovem Jamie Xx – a parte que importa no grupo Xx – está prestes a lançar seu primeiro disco solo, depois de anos testando singles e remixes (e de gravar um disco com ninguém menos que Gil Scott-Heron, o ótimo We’re New Here). In Colour será lançado no início de junho e duas de suas faixas foram reveladas ao mesmo tempo – sendo que a primeira delas conta com a participação de sua companheira de Xx Romy Madley Croft, inclusive no belo clipe, que funciona como uma declaração de amizade entre os dois:

A outra, “Gosh”, também segue a pegada house do outro single, mas é quase instrumental (à exceção do sample que a batiza) e caminha por timbres e texturas tortuosas, mostrando que o disco vai passar por todo o espectro musical bate-estaca.

Que o cara é um geninho ninguém duvida (e as faixas acima apenas endossam isso). Vamos ver como ele expõe isso em disco.

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Seguindo a divulgação de seu ótimo disco de estreia, nossa querida Courtney Barnett cruzou o Atlântico para apresentar-se no programa da Annie Mac, que torna-se a principal apresentadora da BBC após a ida de Zane Lowe para a Apple. E ela sempre manda bem:

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Eis a primeira aparição do novo filme de James Bond, Spectre, dirigido pelo mesmo Sam Mendes que finalmente deu algum rumo à série após a saída de Pierce Brosnan, com o ótimo Skyfall. O título do filme é o nome da clássica organização secreta inventada pelo criador do personagem, Ian Fleming, como principal adversária de Bond, e esse trailer dá a entender que o personagem Franz Oberhauser, que aparece brevemente sem mostrar o rosto mas claramente interpretado por Christoph Waltz, é o grande vilão do filme.

Mas a Spectre é a organização chefiada pelo arquiinimigo de Bond, o calvo e ameaçador Ernst Stavro Blofeld. O personagem é um dos maiores arquétipos de vilões do século passado e a princípio não mostrava seu rosto, aparecendo apenas de costas ou movimentando as mãos na poltrona ao mesmo tempo em que acariciava um gato em seu colo. Por dois filmes aparecendo apenas como uma silhueta e referido apenas como “número 1” (007 – Ordem para Matar, de 1963, e 007 contra a Chantagem Atômica, de 1965), seu nome e rosto finalmente foram revelados em Com 007 só se Vive Duas Vezes, quando o ator Donald Pleasance consagrou o personagem, inspirando outros vilões, como o Doutor Evil da paródia Austin Powers e o Lex Luthor dos desenhos animados do Super-Homem nos anos 70.

Agora imagine um filme que se chama Spectre sem revelar, pelo menos, as mãos e o gato na poltrona do principal nome associado à organização criminosa? Aposto numa cena dessas perto do final do filme – ou um pouco antes (ou depois) dos créditos finais, dando a deixa perfeita para um novo filme.

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Enquanto To Pimp a Butterfly segue entortando expectativas para cima, seu autor, Kendrick Lamar, não para de surpreender. E na terça passada anunciou no Twitter ao seus fãs que iria estar em dois endereços de Los Angeles com apenas meia hora de diferença.

O que ele não contou é que estaria em trânsito – mais especificamente em um caminhão com um palco montado em cima. Sim: Kendrick Lamar desfilou com seu trio elétrico.

E a galera de Los Angeles percorreu os cinco quilômetros do percurso atrás do show móvel, que teve músicas dos dois discos mais recentes do rapper.

Oh

legomatrix-

Apareceu mais uma cena clássica de Matrix recriada com peças de Lego e eu acabei fazendo uma compilação de outras recriações clássicas desse filme nesse formato lá no meu blog do UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/25/matrix-em-versao-lego/

teletubbies-bw

Ainda bem que a TV em preto e branco já não existia mais quando os Teletubbies apareceram…

Trem loko

mano-brown-trem

Não pense, apenas sinta.

Uma produção Rarirama.

umo2015-

O UMO só vai lançar seu novo disco em maio, mas aos poucos eles vão mostrando novidades de seu Multi-Love. Desta vez é o clipe da faixa-título, mais psicodélico do que o tom bucólico da canção.

Deixa o casal…

tartaruga-

O cara vai lá filmar o casal de tartarugas em seu momento íntimo e não queria que eles ficassem putaços e fossem tirar satisfação? Dá um tempo, National Geographic…