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Tradição é tradição – e mais uma vez o Yo La Tengo começa sua comemoração contínua ao celebrar o hannukah com uma série de sete shows consecutivos no Bowery Ballroom, em Nova York. A festa começou neste domingo, quando o grupo fez seu primeiro show desde o arrebatamento acústico que fizeram em Sâo Paulo no Cine Joia e veio com o grupo que já é presença fixa no evento anual ao receber mais uma vez o jazz intergalático da Sun Ra Arkestra para acompanhá–los por nove canções, algumas do trio de Hoboken e outras da própria Arkestra. O show começou comentando 2025 ao escolher a novíssima “Big Crime” de Neil Young para criticar a situação política atual dos EUA e a versão que o recém-falecido guitarrista do Kiss, Ace Frehley, fez para “New York Groove” da banda glam inglesa Hello. O primeiro dia da residência do grupo teve um bis cheio de pérolas, com versões para “The Kid With the Replaceable Head” do Richard Hell, “This Ain’t the Summer of Love” do Blue Öyster Cult e a clássica “Be My Baby”, das Ronettes. Veja alguns vídeos abaixo: Continue

Eis o trailer de Breakdown 1975, documentário de Morgan Neville que mostra como o meio da década de setenta foi um ano crucial para o cinema produzido nos EUA, quando os estúdios cederam à nova geração de cineastas – todos influenciados pelo cinema europeu e asiático da década anterior – e deixaram eles fazerem os filmes que queriam. Assim, 1975 assistiu ao lançamento de obras-primas que eram socos no estômago, além de abandonar regras tidas como pétreas da indústria do cinema daquele país. E assim surgiram Tubarão, Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente, Nashville, Taxi Driver e Um Estranho no Ninho, entre outros, todos desafiando convenções e desenhando um novo estilo de se fazer cinema, ao mesmo tempo em que diagnosticavam a paranoia psicótica que havia se tornado o dia-a-dia daquela década, quando o sonho americano revelou-se um pesadelo e o cinismo ultrapassou o otimismo dos anos 60 como principal tônica do período. Mais do que um documentário em si, o filme é um ensaio sobre a mudança de narrativa desta mídia cuja indústria quase falira anos antes para ser reinventada com sarcasmo, ironia, mau humor e sem medo de encarar o abismo que os EUA começaram a se revelar. Neville é conhecido por ótimos documentários sobre música (em especial 20 Feet from Stardom sobre vocalistas de apoio de artistas clássicos e o belo Keith Richards: Under the Influence sobre o guitarrista dos Rolling Stones) e o Breakdown 1975 vai ser lançado pela Netflix agora mesmo, no próximo dia 19.

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2025 está quase no fim, mas ainda não acabou – e o guitarrista gaúcho Guri Assis Brasil aproveita o finzinho do ano para anunciar o primeiro single de seu projeto solo instrumental Animal Invisível, projeto pandêmico que finalmente tem data marcada de lançamento, quando o selo nova-iorquino Nublu lança o disco completo no dia 17 de abril. A assertividade da data de lançamento de um projeto que já vinha pairando por alguns anos animou o guitarrista a estrear nas plataformas digitais nesta terça-feira com o single “Didi”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. Última canção do projeto a surgir em sua incepção, ela, como conta o próprio Guri, “surgiu de forma despretensiosa em uma noite regada a cerveja na casa do amigo Rafa Rocha, que assina toda a parte visual do disco”. No violão Del Vecchio do diretor de arte, Guri foi burilando acordes e resolveu homenagear outro amigo que estava presente, o ex-VJ da MTV Didi Effe, pois a inspiração original veio da clássica “Dindi”, quando o guitarrista cantarolou o refrão trocando os nomes. “Ela foi daqueles casos raros em que a música faz o download quase automático, com harmonia e melodia criadas em tempo real”, lembra o guitarrista, que gravou a ideia no celular e depois a arranjou em seu estúdio caseiro, fazendo referências a clássicos da música instrumental brasileira dos anos 70, como Azymuh e Marcos Valle, sonoridade que filtra quase todo o disco. Guri explica a demora de um projeto que tem quase cinco anos: “Queria ter o mínimo de estrutura e não somente colocar ele no mundo”, continua, explicando que foi sondado pelo capo da Nublu, o músico turco-sueco radicado em Nova York Ilhan Ersahin. “Tocamos algumas vezes juntos com o Otto e sempre tivemos uma afinidade musical muito grande, até que um dia comentei sobre o disco, ele pediu para ouvir e pirou”. Na gravação que chega às plataformas nessa segunda e no vídeo gravado em estúdio que ele antecipa para o site, ele reuniu um time da pesada, com Big Rabello na bateria. Thomas Harres na percussão, Meno Del Picchia no baixo, Antonio Neves no trombone e Edu Santana no trompete, além das guitarras, synths e Wurlitzer tocado pelo próprio Guri.

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O diretor Paul Thomas Anderson também deixou-se levar pela Geesemania e esteve filmando a apresentação de piano e voz que o vocalista da banda sensação nova-iorquina, Cameron Winter, fez nesta quinta-feira no Carnegie Hall, em sua cidade. Será que vai pro cinema?

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Quem já fechou a lista de melhores de 2025 não incluiu o disco novo que o Emicida acabou de lançar, né? E pelo jeito ainda tem outro vindo aí, porque ele lançou o Volume 3 só com mashups feitos pelo Nyack há pouco tempo e se duvidar o Volume 1 sai esse ano… Será que vem uma colab com os Racionais?

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Depois de seu terceiro disco, Hit Me Hard and Soft, lançado no ano passado, Billie Eilish subiu um degrau considerável em sua carreira e quer ir para o topo do pop. Seu novo passo foi transformar a versão ao vivo do disco em um filme que garantisse sua chegada a este novo patamar e ela fez isso juntando forças com um dos maiores nomes da história do cinema, ao convocar o diretor James Cameron para transformar o filme em um evento. Filmado em 3D com tecnologia nunca vista em apresentações ao vivo, o filme leva o mesmo título do disco e será lançado em março do ano que vem, com direito a sessões em telonas do Imax. Pelo visto ela quer subir para o nível de Taylor Swift e Beyoncé, mas algo me diz que ela pode se perder neste caminho… Tomara que não.

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A primeira exibição do documentário de mentira The Moment, que Charli XCX fez sobre seu momento Brat no ano passado, acontecerá no início do ano que vem, quando o filme dirigido por Aidan Zamiri estreia no festival de cinema de Sundance, nas cidades de Park City e Salt Lake City, nos Estados Unidos, que acontece a partir do dia 22 de janeiro de 2026. O filme, criado a partir da pressão para fazer um filme sobre a turnê, explora o lado irônico e cínico de se fazer tanto sucesso e o trailer final do documentário falso foi lançado aproveitando esse anúncio. O filme, que ainda conta com Kylie Jenner, Alexander Skarsgard, Rachel Sennott, Rosanna Arquette, Shygirl e A.G. Cook, entre outros, no elenco, chega aos cinemas dos EUA no dia 30 daquele mesmo mês e não tem previsão de lançamento no Brasil. The Moment é um dos três filmes com Charli no elenco (além dos outros quatro que ela está envolvida) que estreará no festival, cuja próxima edição é a primeira depois da morte de seu fundador, Robert Redford: The Gallerist, filme sobre o mercado de arte com Natalie Portman e Jenna Ortega, e I Want Your Sex, de Gregg Araki.

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A noite de hoje é menos sobre nostalgia e mais uma reafirmação da importância da resistência, do protesto e da recusa de ser silenciado”, disse Bobby Gillespie no início do show que seu Primal Scream fez nesta segunda-feira, na Roundhouse londrina. Depois de uma avassaladora passagem pelo Brasil, o grupo encerrou sua temporada de shows de 2025 na Inglaterra, celebrando o quarto de século de seu disco mais político, XTRMNTR. Lançado no ano 2000, o disco só foi tocado na íntegra no ano de seu lançamento, em apresentações no Reino Unido, e 25 anos depois voltou a ser celebrado fazendo o grupo recuperar músicas que não tocava ao vivo desde aquela época (caso de “Keep Your Dreams,” “Insect Royalty” e “MBV Arkestra (If They Move, Kill ‘Em)”). Além destas, o grupo ainda visitou “Blood Money” (que não tocava desde 2001), “Shoot Speed/Kill Light” (pela primeira vez desde 2018), “Accelerator” (fora dos shows desde 2019) e “Kill All Hippies” (que tocou pela última vez em 2021), além de ter tocado uma versão para “Swastika Eyes” que causou confusão na Inglaterra ao exibir imagens de diferentes políticos estrangeiros que, ao se posicionar a favor de Israel no conflito da região da Palestina, apareceram com suásticas dentro de estrelas de Davi nos olhos. O aniversário do disco coincide com dois momentos distintos de dois personagens centrais em sua história, pois o lendário baixista inglês Gary “Mani” Mounfield acaba de partir para o outro plano, enquanto o guitarrista Kevin Shields vê seu My Bloody Valentine ser redescoberto em grande estilo com shows ensurdecedores. Depois de tocar o disco na íntegra, o grupo escocês voltou para um bis que incluía “apenas” “Jailbird”, “Loaded”, “Movin’ On Up”, “Country Girl” e “Rocks”. Resta saber se vão seguir comemorando o disco em 2026 em turnê mundial, o que faria muito sentido, dado o tenso momento político que o planeta atravessa.

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Air no Tiny Desk!

O fim de ano da NPR tá finíssimo: depois de soltar o Tiny Desk com o David Byrne, a emissora pública dos Estados Unidos puxa o Air pra fazer seu programa informal e a dupla francesa pinça quatro pérolas de seu repertório – o soberbo épico onírico “Le Voyage de Pénélope”, a “Cherry Blossom Girl” que fizeram esse ano com a Charli XCX (imagina se ela aparece no programa) e duas da trilha sonora do filme Virgens Suicidas, que possivelmente será o tema da nova turnê dos dois, “Highschool Lover” e “Dirty Trip”. Olha que pérola…

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Nada me tira da cabeça que os Talking Heads estão preparando sua volta aos palcos em câmera lenta, testando formatos e aparições na mídia pra medir a temperatura sobre sua popularidade meio século depois de terem surgido. Pode reparar: quase toda semana tem uma notícia nova relacionada à banda. Tá certo que isso se mistura ao lançamento de mais um disco solo de David Byrne e o cabeça original também é conhecido por abrir novas frentes e testar novas vertentes pra atingir um público maior, mas acho que até isso faz parte dessa experimentação nos bastidores. Agora é a vez de ele estrear seu novo show do Tiny Desk da NPR, quando cantou duas músicas do disco novo (“Everybody Laughs” e “Don’t Be Like That”) e duas dos Talking Heads, de duas fases diferentes (“(Nothing But) Flowers” do último disco Naked e a clássica “Life During Wartime” do Fear of Music). Pode ser mais torcida do que intuição, mas vai saber…

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