
Estava com uma certa expectativa em relação ao próximo disco das Haim, mas com este segundo single que elas acabaram de lançar, perdi um pouco das esperanças. Amo o disco mais recente das três irmãs, Women in Music Pt. III, lançado em plena pandemia, e queria que elas superassem aquele trabalho (afinal já se passaram cinco anos!). E a não ser que elas estejam escondendo o ouro, tanto o primeiro single “Relationships” quanto este recém-lançado “Everybody’s Trying to Figure Me Out”, que são boas canções, mas nada demais, parecem antever um disco quase genérico de si mesma, algo que as três sempre corriam o risco, mas se superavam a cada novo álbum. Tomara que eu esteja errado…
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Mais uma novidade da Cinemacon, conferência de lançamentos que a Sony está realizando em Las Vegas, nos EUA, mostrando quais os próximos lançamentos do estúdio – e nesta quinta-feira foi revelado o remake de Corra Que a Polícia Vem Aí com Liam Neeson fazendo o papel do filho de Frank Debrin, o eterno agente secreto palhaço eternizado por Leslie Nielsen. A ideia pode até gerar um filme digno de nota, mas por esse trailer… Sei não…
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(Foto: Ana Alexandrino/Divulgação)
“Esse é só o começo de uma nova fase”, atesta Marcela Lucatelli sobre Coisa Má, seu primeiro disco em português que marca sua volta ao Brasil, depois de duas décadas desbravando a música contemporânea para além da canção em salas de concertos e palcos experimentalistas pela Europa. Ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo o clipe de “Janeiro Junto é Bom”, primeiro de uma trilogia que irá lançar com o novo álbum, que dá a tônica desta nova fase. “Estou explorando um novo território sonoro e mal posso esperar para compartilhar isso ao vivo com o público brasileiro”, continua, referindo-se ao conjunto de artistas que reuniu neste disco que também marca sua primeira incursão na produção musical. Kiko Dinucci, Romulo Fróes, Cadu Tenório e Lello Bezerra são alguns dos nomes que participam do novo disco, que explora o território da canção sem necessariamente incensá-lo. “Voltar ao Brasil neste momento é algo muito especial para mim, pois depois de tantos anos construindo minha trajetória na Europa, trago toda minha experiência para somar à cena daqui”, segue a cantora, explicando que “além dos shows, quero criar conexões com artistas locais, desenvolver novos projetos e fortalecer esse diálogo entre o Brasil e o mundo.”
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Outro dia uma amiga publicou lembranças ressuscitadas pela internet e perguntava-se sobre o paradeiro de Wander Wildner, bardo gaúcho que liderou os Replicantes na fase de ouro do rock gaúcho e cuja carreira solo foi um dos alicerces da formação da atual cena independente. Sem lançar nada de novo desde 2021, no entanto, o heroico punk brega volta à atividade em 2025 ao lançar um disco composto apenas por versões de músicas alheias. Diversões Iluminadas será lançado nesta quinta-feira e traz Wander cantando clássicos de artistas das mais diferentes vertentes, de Echo & The Bunnymen (“The Killing Moon”) a Caetano Veloso (“Um Índio”), passando por Daniel Johnston (“True Love Will Find You in the End”), Novos Baianos (“Dê um Rolê”), Iggy Pop (“Beside You”), Bob Dylan (“Simple Twist of Fate”), Foo Fighters (“Times Like These”), Buzzard Buzzard Buzzard (“Lennon Is My Jesus Christ”), Ednardo (a imortal “Terral”), Secos & Molhados (“Sangue Latino”) e Nei Lisboa (“Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina”), além da faixa que abre o disco, sua versão para “Redemption Song”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. Ao ser perguntado sobre o processo de criação do novo trabalho, Wander responde sucintamente que “tudo que eu gostaria de dizer está no álbum e no livro”, este último batizado com o mesmo nome do disco e que conta a relação do artista com cada uma das canções – e está sendo lançado pela editora Yeah.
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Artista em ascensão na nova cena carioca, Janine Price – ou apenas Janine, como manda seu nome artístico – está prestes a lançar seu ótimo EP Muda, em que, acompanhada do baixista Bauer Marín (da banda Auramental) e do baterista Arthur Xavier (da banda Glote), desbrava territórios diferentes como o rock clássico, a MPB, o indie rock e o rock alternativo, mostrando influências tão distintas quanto Björk, PJ Harvey, Gal Costa, Can e Velvet Underground. Janine tocou no Inferninho Trabalho Sujo no ano passado e já colaborou com dois artistas que passaram pela festa, o grupo mineiro Varanda e o carioca Mundo Vídeo, além de ser vocalista da banda Ente. O novo trabalho ainda conta com participações de Marcelo Callado e Paulo Emmery e ela escolheu uma das músicas, a melancólica “Aquela”, para mostrar em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Escolhi mostra ‘Aquela’ por ser uma das musicas mais direto ao ponto do EP”, me explica a cantora e compositora. “Acho que ela engloba de forma sucinta as sensações que ele percorre, entre dúvida e decisão, melancolia e ação, tanto na letra quanto sonoramente. É uma musica que viaja um pouco no tempo em termos de composição, porque o riff principal foi feito quando eu tava triste morando longe e a letra foi feita meses depois lembrando de como eu me sentia naquela época, antes de tomar rumo.”
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E neste sábado, os queridos Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo debutaram no Lollapalooza com sangue nos olhos e três músicas novas — “Cinema Brasileiro” (que Sophia já toca em seus shows solo), “Ao Sul do Mundo” e “Eu Não Bebo Mais” —, além de terem usado sua aparição em rede nacional para deixar bem claras suas posições políticas. Mandaram muito bem!
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Um dos meus artistas novos favoritos, a dupla argentino-californiana Magdalena Bay, dona do excelente Imaginal Disk do ano passado, passeou pelos estúdios do programa Like a Version, da rádio australiana Triple J, que sempre convida artistas para tocar suas músicas e interpretar uma música alheia. E que beleza ver que o grupo não apenas escolheu David Bowie – artista que é claramente patrono de sua personalidade musical -, como pinçou um hit de sua fase oitentista, o que torna ainda mais próximo do som da banda. Dá uma sacada nessa versão de “Ashes to Ashes”… Se você gostou e não conhece a banda, faça-se esse favor: Continue
Karen O, Michael Stipe, Angel Olsen, Sharon Van Etten, Bruce Springsteen: todos celebram Patti Smith

Patti Smith foi a estrela da vigésima edição de um evento de caridade para arrecadar fundos para a educação nos EUA realizado nesta quarta-feira no Carnegie Hall de Nova York, mas nossa senhora punk foi o assunto e não a única intérprete – e assim o palco foi invadido por estrelas do naipe de Bruce Springsteen, Michael Stipe, Sharon Van Etten, Angel Olsen, Johnny Depp, Sean Penn, Jim Jarmusch, Courtney Barnett, entre outros medalhões pupilos de nossa deusa. A banda que acompanhou a maioria do grupo era formmada por Tony Shanahan (que toca na banda de Patti) e Charlie Sexton (que tocava com Dylan) nas guitarras, Flea (ele mesmo, do Red Hot) no baixo, Benmont Tench (dos Heartbreakers de Tom Petty) no piano e Steve Jordan (que hoje toca nas turnês dos Stones) na bateria. Vou soltando alguns vídeos no decorrer do dia e juntando todos aí embaixo – começando por essa versão que a Karen O fez pra “Gloria” seguido de Bruce Springsteen mandando “Because the Night”, Michael Stipe cantando “My Blakean Year” e “People Are Strange” dos Doors (banda crucial na formação de Patti), Angel Olsen cantando “Easter”, Sharon Van Etten cantando “Pissing in a River” e todo mundo junto (Bruce, Karen, Michael, Angel Olsen, Sharon Van Etten, Johnny Depp, Courtney Barnett, Matt Berringer do National, Alison Mosshart dos Kills, Karen O do Yeah Yeah Yeahs, Paul Banks do Interpol e outros convidados) cantando “People Have the Power” com nossa senhora. . Benzadeusa…
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Ê lá ela! Dua Lipa segue sua turnê pela Austrália e como fez nos shows em Melbourne mais uma vez celebrou um artista local, desta rendendo-se à balada-símbolo do INXS, “Never Tear Us Apart”, numa versão maravilhosa. Assista abaixo: Continue

Essa eterna pergunta está sempre aberta para uma novo sim, que desta vez veio de Vancouver, no Canadá, quando o dono da loja de discos Neptoon Records, Rob Frith, tirou uma noite para ouvir fitas de rolo que tinha guardadas em sua loja no estúdio de um amigo que tinha um equipamento adequado para ouvi-las. E ao sacar um rolo escrito “Beatles 60 Demos” na caixa, pensou que iria ouvir a gravação de algum disco pirata conhecido que tinha sido passado para aquela fita, mas qual foi sua surpresa ao se deparar com o que parece ser a fita master da clássica e infame sessão que John, Paul, George e Pete Best – Ringo ainda não tinha entrado na banda e sua ausência é notável – registraram no estúdio da gravadora Decca, em Londres, no primeiro dia de 1962. A gravação é conhecida dos beatlemaníacos e entrou para o hall da infâmia mundial ao ser o material que fez aquela gravadora não assinar com a banda que mudaria a história do mundo. Mas a fita descoberta por Frith, ao menos a partir dos dois trechos que ele postou em seu Instagram (“The Sheik of Araby” e “Money (That’s What I Want)”, ouça abaixo), parece ser um registro muito melhor do que os conhecidos até hoje – que inclusive os que entraram na Anthology, coletânea tripla que o grupo lançou nos anos 90 oficializando uma série de registros piratas para sua própria discografia. O que nos leva a um assunto que devo falar mais por esses dias: os 30 anos de Anthology e a necessidade do grupo de lançar uma nova edição da clássica compilação, que veio acompanhada de um documentário que não está em nenhum canal de streaming… Mas depois falo mais sobre isso. Continue