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“Vocês vão ser os primeiros a ouvi-la, sabe? A partir daqui não tem volta. Certo, vamos lá. Fiquem à vontade”, disse o homem Tame Impala Kevin Parker ao dar um segundo DJ set surpresa em Barcelona, na Espanha, durante o fim de semana do festival Primavera Sounds. Na sexta-feira ele apareceu como convidado surpresa do próprio festival e depois, no sábado, discotecou no clube Nitsa, quando tirou da cartola a primeira música de sua banda desde que lançou seu quarto disco The Slow Rush, pouco antes da pandemia, em 2019. De lá pra cá, ele lançou algumas músicas solo ou em colaboração com outros artistas (uma faixa pra trilha sonora do filme Dungeons & Dragons e duas parcerias, uma com o Thundercat e outra com o Justice, além de produzir o disco mais recente de Dua Lipa), mas nenhuma com o nome de sua banda – até este sábado. E se a faixa ainda sem título servir de guia para o próximo trabalho do projeto psicodélico de Parker, espere um disco voltado para a pista – ou pelo menos é o que faz parecer essa base housêra que atravessa o single, ainda sem data de lançamento.

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Embora gravando o sucessor de seu terceiro álbum, I See You (2017), desde o ano passado, os três integrantes do Xx não sobem juntos ao mesmo palco desde o último show que fizeram em 2018, em Nova York – até este fim de semana. Porque durante a apresentação do produtor Jamie Xx no novíssimo festival londrino Lido, que encerrou o sábado realizado com sua curadoria (que ainda contou com Arca, Todd Edwards, Sampha, Panda Bear e o show solo de sua companheira de banda Romy), ele recebeu não apenas Romy como o terceiro integrante do grupo, Oliver Slim, para tocar pela primeira vez juntos a música de seu ótimo disco do ano passado, In Waves, que ele dividiu com seus companheiros de banda, “Waited All Night”, logo depois de ter primeiro chamado Oliver para dividir sua “GMT” e depois Romy para cantar “See Saw”. Os sorrisos e o abraço que os três deram ao final da música que fizeram juntos mostram que eles estão prontos para encarar o mundo mais uma vez com sua banda original, que faz falta no cenário musical desta década.

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Olivia Rodrigo foi outra fã que chamou um ídolo para seu palco neste fim de semana, quando chamou ninguém menos que David Byrne para acompanhá-la em uma versão de “Burning Down the House” dos Talking Heads ao encerrar o segundo dia do festival nova-iorquino Governor’s Ball, neste sábado, com direito a coreografias e tudo mais. E isso só faz reforçar a sensação de que os Talking Heads estão preparando terreno para algo maior que apenas o clipe que anunciaram na semana passada.

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Air ♥ Charli XCX

E por falar na Charli, imagine que você está curtindo o show do Air e lamentando que eles não chamam vocalistas para cantar as melodias de algumas de suas músicas específicas até que, logo quando o vocal de “Cherry Blossom Girl” vai entrar, ninguém menos que a própria Charli XCX sobe ao palco para acompanhar a dupla francesa. Foi isso que aconteceu neste sábado, durante a participação do grupo no festival parisiense We Love Green. Imagina!

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Por incrível que pareça, Bruce Springsteen tocou pela primeira vez em sua carreira em Liverpool, na Inglaterra, neste sábado – e para celebrar a ocasião convidou ninguém menos que o principal cidadão vivo desta cidade para participar de seu show. Não é a primeira vez que Paul McCartney sobe ao mesmo palco que Bruce, mas é muito legal ver a animação do boss norte-americano tocando “Can’t Buy Me Love” junto com seu ídolo inglês (bem como ver Steven Van Zandt tocando o que talvez deva ter sido um dos primeiros solos de guitarra que aprendeu na vida).

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Outro discaço do ano passado que está completando um ano este mês de junho é o Maria Esmeralda feito pelos paulistanos Thalin, Cravinhos, VCR Slim, Pirlo e Iloveyoulangelo. Aproveitando o aniversário, o próprio Thalin compartilhou em seus stories tanto a primeira versão da capa do disco como as demos e gravações originais de algumas músicas do disco.

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Dois expoentes do barulho extremo – cada um à sua maneira – uniram suas forças para celebrar um de seus artistas favoritos, quando o grupo Napalm Death recebeu o eterno sonic youth Thurston Moore para participar de um tributo aos Ramones organizado pelo engenheiro de som ítalo-suíço Marc Urselli para a série Redux, organizada pela gravadora nova-iorquina Magnetic Eye. O resultado é uma versão fulminante com pouco mais de um minuto para o clássico “Now I Wanna Sniff Some Glue”, eternizado pelo grupo de Nova York em seu primeiro disco homônimo. Aperte os cintos e se segura!

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Os Talking Heads fizeram todo esse alarde só pra anunciar um clipe? Tá estranho isso, tem algo a mais aí…

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Um dos bons segredos da cena indie de São Paulo começa a ser revelado este ano, quando o quarteto Tutu Naná começa a dinamizar ainda mais sua produção musical. Surgido das cinzas da já clássica banda indie chapecoense John Filme (formada pelo guitarrista Akira Fukai e pelo baterista Fernando Paludo), o grupo começou suas atividades em 2019, quando contou com a entrada da flautista Carolina Acaiah e o baixista e guitarrista Jivago Del Claro, e mudaram-se para São Paulo. Passaram o período pandêmico enfurnados na mesma casa, em que tocavam e gravavam sem parar, material que finalmente vem à tona com o disco Itaboraí, que lançam nesta sexta e que eles antecipam, como aperitivo, a última faixa, batizada “Iara”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. Trabalhando com texturas sonoras que vão da microfonia ao eletrônico, o grupo se entrega em viagens sonoras que o colocam em algum ponto sonoro entre o My Bloody Valentine, o Yo La Tengo e o Sonic Youth, sempre com letras em português – cantadas por todos seus integrantes. “Esse disco é uma consequência direta do modo que estamos vivendo, ou seja, o fato de estarmos todos morando sob o mesmo teto tem nos presenteado com recortes sonoros bastante satisfatórios”, explica Jivago. “Outro fator determinante é que temos em mãos o mínimo necessário para gravar e finalizar as faixas, no nosso estúdio caseiro improvisado, e o que mais representa a fase atual da banda seria o imediatismo entre gravação e lançamento”. O título do novo álbum é o nome da rua em que eles estão morando, o que reforça o caráter imediatista do novo trabalho. E antecipam que esse ano ainda terão pelo menos mais um single e um novo álbum, que “tiveram processos totalmente diferentes, envolvendo outras pessoas e lugares”, conclui o baixista.

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E como se não bastasse ter convidado Djavan para participar de seu novo show no Rio de Janeiro no sábado, Gilberto Gil materializou a conversa que tinha em gravações em vídeo no novo show ao chamar o próprio Chico Buarque para seu palco e dividir os vocais em “Cálice”, um dos grandes momentos desta nova turnê, que ao subir neste patamar tornou-se histórico. Inacreditável.

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