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No clipe do segundo single de seu novo disco, “Are You Ready?”, Taylor Swift reforça a ideia de que está matando seu antigo eu, ao misturar diferentes elementos e citações à ficção científica (de Ghost in the Shell a Westworld, passando por X-Men, Ex Machina, Blade Runner e até Power Rangers) a momentos de sua própria carreira (como o cavalo branco que representa o single “White Horse” ou as pixações no início do clipe – “13”, “All Eyes On Us”, “I Love You In Secret” e “This Is Enough.”, que poderiam ser nomes de outras faixas do disco – já que um dos pixos é “UR Gorgeous”, nome de uma das novas faixas). Há uma dicotomia entre quem ela realmente é e o personagem em que ela ficou presa e teoricamente seu próximo disco traria uma rendenção – além da aniquilação dessa Taylor Swift inventada.

Tudo muito bonito, mas ela ainda está devendo música. Pra se perder no meio desse tanto de conceito é rápido.

Excursionando após lançar seu A Deeper Understanding – que não me bateu tão bem quanto seu terceiro disco, Lost in a Dream -, a banda norte-americana War on Drugs passou por Toronto no fim de semana passado, quando o líder da banda, Adam Granduciel, pode saudar a importância de seu ídolo Neil Young, nascido na cidade canadense, ao puxar uma soberba versão para o hino “Like a Hurricane”, uma das assinaturas musicais do velho Neil.

De chorar.

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Um ótimo vídeo-ensaio feito pelo site brasileiro Overloadr mostra como a série de David Lynch influenciou forte as narrativas dos jogos eletrônicos.

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Com o delicioso single “Receita Rápida”, Anelis Assumpção começa a mostrar seu terceiro disco, Taurina, que pelo andar da carruagem deve ficar para o ano que vem. O abre-alas é uma música de seu próprio pai, Itamar, ao lado da poeta Vera Motta, registrada pela madrinha Alzira Espíndola em seu disco de 1996, Peçam-me, que Anelis reconhece como seu próprio ponto de partida na música: “Venho feliz sob a lua nova, dizer que apesar dos tempos sombrios, sigo no foco do meu disco. O terceiro”, escreveu em sua página no Facebook. “Decidi lançar um single do disco. Muito difícil escolher uma única música pra quebrar a casca deste inédito novo que se aproxima. Pois bem. Num momento de reflexão sobre a solidão coletiva, sobre a morte e a vida latente em cada nota deste disco, decidi lançar a única canção que interpreto que é de outra autoria. Autoria esta de meu pai Itamar e sua parceira poeta Vera Motta. Canção esta que em outrora, com quatorze anos de idade, me fez ter vontade de cantar, por ouvi-la na voz da minha diva maior – Alzira Espíndola Achei de entender que essa poesia era a ponte entre o que viemos dizer sobre esta obra, este disco que se aproxima de nascer. O difícil ofício de ser alguém. A mão de deus. O alimento da matéria e do espírito. A leveza de ser mortal. o pesar. A natureza. A saudade. O ciclo. Uma sujeita oculta e presente. Sabor de quem.”

“Receita rápida eis. Nem tão rápida. Nem tão prática. Nem tão teórica. Uma receita. Uma maneira entre tantas de ser feliz nesse inferno céu chamado vida. Que seja a entrada. Um saboroso couvert aos ouvidos. Uma canção”, conclui. A versão 2017 da música é produzida por Beto Villares e acompanhada dos mesmos Amigos Imaginários que a seguem desde seu disco anterior (a superbanda formada por Cris Scabello e Maurício Fleury do Bixiga 70, a guitarrista Lelena Anhaia, o baixista Mau, o baterista Bruno Buarque e o trombone de Ed Trombone), com vocais das Negresko Sis, o trio de vocalistas que forma com Céu e Thalma de Freitas.

Para quem não conhece a versão original desta receita, ei-la:

O disco promete.

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Taylor Swift lança mais um single de seu próximo álbum – e “Gorgeous”, que é bem fraquinha, segue a linha dos singles anteriores, destilando fel.

Tomara que esse disco compense essa expectativa toda, porque até agora tá bem devagar…

gabrielopensador

O veterano rapper atualiza seu primeiro hit e depois de matar Collor vislumbra o assassinato de outro presidente.

Finalmente a música brasileira tá voltando a protestar…

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Depois de mostrarem algumas faixas ao vivo e anunciar o título do novo álbum, a dupla MGMT, formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, começa a mostrar as versões oficiais das novas canções, a começar pela faixa-título, “Little Dark Age”, que foi lançada esta semana junto com seu respectivo clipe.

Mas se o título Pequena Idade Média parecia se referir originalmente à época que vivemos hoje, o clipe leva o nome do disco para um outro lado, uma Idade Média pessoal, ligada à estética neo-gótica dos anos 80 e o tecnopop do mesmo período. O disco deverá ser lançado no início de 2018.

O seriado sobrenatural não cansa de voltar! Falei disso lá no meu blog no UOL.

A notícia passou despercebida no meio da avalanche de novidades exibidas na Comic Con de Nova York, que aconteceu no fim de semana passado, mas o fato é que o canal norte-americano Fox anunciou que uma de suas crias mais clássicas vai voltar à ativa. A décima primeira temporada de Arquivo X é uma realidade, vai ocupar dez episódios e retomar a saga de onde ela parou, em 2018, no desconcertante episódio final de sua curta décima temporada, exibida no início do ano passado. O trailer exibido na feira revelou outras novidades:

Que o final da temporada passada foi apenas uma alucinação não é propriamente uma boa notícia, mas um jeito bobo de resolver um beco sem saída que tiraria toda o prumo e o charme original da série. Em vez disso, o tema da nova temporada, que estreia no ano que vem, gira em torno do filho dos agentes Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson), além de revelar o passado de personagens importantes como o Fumante (William B. Davis) e do diretor Skinner (Mitch Pileggi) e cogitar a possibilidade de pelo menos um dos Pistoleiros Solitários ainda estar vivo.

O criador de Arquivo X Chris Carter acertou a mão durante quase toda a primeira fase da série, uma das mais importantes do fim do século passado, antes de seu final em 2002, mas não conseguiu ainda emplacar uma continuação decente, nem no filme de 2008, nem na temporada de 2016. Ele continua tentando, afinal, os fãs – me inclua nessa – teimam em acreditar…

Eminem x Trump

eminem-trump

Na terça passada, durante os BET Awards, Eminem desceu um cacete verbal em Donald Trump – e além de destruí-lo de todos os pontos de vista, ainda apontou o dedo para os próprios fãs, falando que se eles tiverem dúvida entre escolher entre Trump e Eminem, é melhor ir para o lado de Trump logo.

Publico a transcrição abaixo, se alguém traduzir, publico a tradução, é só colar nos comentários:

“It’s the calm before the storm right here
Wait, how was I gonna start this off?
I forgot… oh, yeah
That’s an awfully hot coffee pot
Should I drop it on Donald Trump? Probably not
But that’s all I got ‘til I come up with a solid plot
Got a plan and now I gotta hatch it
Like a damn Apache with a tomahawk
Imma walk inside a mosque on Ramadan
And say a prayer that every time Melania talks
She gets a mou… Ahh, Imma stop
But we better give Obama props
‘Cause what we got in office now’s a kamikaze
That’ll probably cause a nuclear holocaust
And while the drama pops
And he waits for shit to quiet down, he’ll just gas his plane up and fly around ‘til the bombing stops
Intensities heightened, tensions are risin’
Trump, when it comes to giving a shit, you’re stingy as I am
Except when it comes to having the balls to go against me, you hide ‘em
‘Cause you don’t got the fucking nuts like an empty asylum
Racism’s the only thing he’s fantastic for
‘Cause that’s how he gets his fucking rocks off and he’s orange
Yeah, sick tan
That’s why he wants us to disband
‘Cause he cannot withstand
The fact we’re not afraid of Trump
Fuck walkin’ on egg shells, I came to stomp
That’s why he keeps screamin’ ‘Drain the swamp’
‘Cause he’s in quicksand
It’s like we take a step forwards, then backwards
But this is his form of distraction
Plus, he gets an enormous reaction
When he attacks the NFL so we focus on that
Instead of talking Puerto Rico or gun reform for Nevada
All these horrible tragedies and he’s bored and would rather
Cause a Twitter storm with the Packers
Then says he wants to lower our taxes
Then who’s gonna pay for his extravagant trips
Back and forth with his fam to his golf resorts and his mansions?
Same shit that he tormented Hillary for and he slandered
Then does it more
From his endorsement of Bannon
Support for the Klansmen
Tiki torches in hand for the soldier that’s black
And comes home from Iraq
And is still told to go back to Africa
Fork and a dagger in this racist 94-year-old grandpa
Who keeps ignoring our past historical, deplorable factors
Now if you’re a black athlete, you’re a spoiled little brat for
Tryina use your platform or your stature
To try to give those a voice who don’t have one
He says, ‘You’re spittin’ in the face of vets who fought for us, you bastards!’
Unless you’re a POW who’s tortured and battered
‘Cause to him you’re zeros
‘Cause he don’t like his war heroes captured
That’s not disrespecting the military
Fuckk that! This is for Colin, ball up a fist!
And keep that shit balled like Donald the bitch!
‘He’s gonna get rid of all immigrants!’
‘He’s gonna build that thang up taller than this!’
Well, if he does build it, I hope it’s rock solid with bricks
‘Cause like him in politics, I’m using all of his tricks
‘Cause I’m throwin’ that piece of shit against the wall ‘til it sticks
And any fan of mine who’s a supporter of his
I’m drawing in the sand a line: you’re either for or against
And if you can’t decide who you like more and you’re split
On who you should stand beside, I’ll do it for you with this:
Fuck you!
The rest of America stand up
We love our military, and we love our country
But we fucking hate Trump”

Por que ninguém faz isso no Brasil?

kalouv

Às vésperas de participar da edição deste ano do festival Coquetel Molotov, quando recebem Benke Teixeira dos Boogarins como convidado, o grupo instrumental Kalouv prepara o lançamento do disco Elã, que vem sendo revelado pouco a pouco – primeiro o grupo revelou a faixa “Pedra Bruta”, a faixa de abertura que conta com a participação de Sofia Freire, e agora, em primeira mão no Trabalho Sujo, revelam o clipe de “Moo Moo”, deixando bem clara sua inclinação para gêneros instrumentais modernos como chillwave e vaporwave, para além do instrumental psicodélico-jazzístico característico do grupo, já em seu terceiro disco.

“A estética vaporwave influenciou bastante, tanto na escolha por Rollinos para fazer o clipe, como na composição da música”, explica o guitarrista Túlio Albuquerque, falando sobre o diretor do clipe, Gabriel Rolim. “Durante as turnês do ano passado escutamos bastante o Floral Shoppe do Macintosh Plus. No projeto, a Vektroid faz a desconstrução de canções clássicas dos anos 80. Isso acabou nos aproximando tanto das faixas originais como das versões vaporwave. A vibe de músicas como ‘Tar Baby’ da Sade e ‘You Need a Hero’ do Pages foram o ponto de partida no desenvolvimento do ‘Moo Moo’. Isso está presente na escolha dos timbres, como o teclado de ‘vozes’ no começo, as guitarras com chorus e reverb, os delays da bateria, até a escolha de adicionar as partes cantadas. Um caminho bem diferente do que já fizemos até aqui.”

Mas a psicodelia digital não veio só dessa onda retrô moderna. “‘Moo Moo’ também é uma homenagem às trilhas e jogos de videogame”, continua o guitarrista. “Crescemos jogando e até hoje isso é muito presente nas nossas vidas. Então podemos dizer que a faixa acabou tendo pequenos traços de várias épocas de Game Music. Seja de clássicos como a ‘Aquatic Ambience’ de Donkey Kong Country e ‘Slow Moon’ de Streets of Rage 2, até coisas mais recentes como as trilhas de Faster Than Light, Machinarium, Dungeon of the Endless, Hotline Miami e FEZ. Isso se estendeu pra o clipe, que brinca com imagens de jogos do Super Nintendo, como Harvest Moon, Earthbound e Chronno Trigger.”

O grupo se empolgou tanto que até criou uma playlist com as músicas de videogame que o inspiraram nessa nova fase.