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Conversei com Lúcio Maia, Jorge Du Peixe e Pupilo sobre uma possível continuidade da parceria da Nação Zumbi com Ney Matogrosso após o show que fizeram juntos no Rock in Rio – o vídeo faz parte da cobertura que fiz do festival para o UOL.

cinematografico

Já sabia que a Bel Lenza compunha – parte das músicas do disco De Graça, que Marcelo Jeneci lançou em 2013, foram compostas em parceria com ela, quando eles eram um casal. Mas de repente fico sabendo que não só ela está compondo músicas por si só estava cantando-as. Aproximei-me de Ouro, seu primeiro disco, minutos antes de seu parto e pude entender tanto seu processo criativo como o nascimento de uma artista que forjava um disco sério e maduro mesmo sem nunca ter pisado num palco. O disco vê a luz do dia nas próximas semanas – por enquanto tenho a enorme satisfação de apresentar o primeiro single de sua carreira, “Cinematográfico”, que ela escolheu lançar no Trabalho Sujo.

Bibio ambient

bibio2017

“Eu não acredito em fantasmas, mas acredito que lugares podem ser assombrados por sentidos”, explica o produtor inglês Stephen Wilkinson, que assina seus trabalhos como Bibio, ao anunciar mais um novo disco, Phantom Brickworks, a ser lançado em novembro. “Lugares mudam, não inteiramente para melhor e nem sempre por meios natural, benevolente ou politicamente justos. Um lugar pode estar carregado com uma atmosfera devido àquilo que ele atravessou ou que ele já foi”, escreveu o produtor sobre o novo disco ao anunciá-lo no site de sua gravadora, a Warp.

“Phantom Brickworks é uma coleção de peças musicais em sua maioria improvisadas, que por alguns anos, me permitiu ter um portal mental para lugares e épocas – alguns reais, outros imaginários, alguns uma combinação de ambos. Seres humanos são altamente sensíveis às atmosferas de lugares, que podem ser melhoradas ou dramaticamente alteradas quando você aprende sobre o contexto de sua história. Ecos e vozes podem ser ouvidas às vezes, de alguma forma. Lugares às vezes têm algo a dizer”, conclui, antes de mostrar uma das peças deste álbum, “Phantom Brickworks III”, apresentada num clipe que mexe com esse conceito de “portal mental” que ele se refere.

Abaixo, a capa minimalista do álbum (que já está em pré-venda) e a relação de suas faixas.

phantom-brickworks

“9:13”
“Phantom Brickworks”
“Pantglas”
“Phantom Brickworks II”
“Capel Celyn”
“Phantom Brickworks III”
“Ivy Charcoal”
“Branch Line”
“Capel Bethania”

Justice NSFW

justice_pleasure

Cuidado ao clicar quando for assistir ao novo clipe do duo francês Justice – “Pleasure” é um delírio existencialista softcore.

capimguine

O grupo baiano BaianaSystem mostra a raivosa e pensativa “Capim Guiné”, single gravado com a rapper angolana Titica e a musa baiana Margareth Meneses, que eles colocam em prática num dos palcos do Rock in Rio na próxima sexta-feira.

elza

Conversei com Elza Soares sobre sua apresentação na edição do Rock in Rio deste ano para a cobertura do festival que estou fazendo para o UOL.

grandmasterflash

Dos melhores momentos do Rock in Rio foi a aula que Grandmaster Flash deu no sábado, salvando da noite ao encerrar a tenda eletrônica do Rock in Rio

A vez de Liniker

liniker

“Falar de afetividade e amor é muito importante”, me disse em entrevista após sua participação no Rock in Rio.

Thom Yorke e Jonny Greenwood, do Radiohead

Thom Yorke e Jonny Greenwood, do Radiohead

Radiohead, o grupo mais importante do mundo hoje, se une ao trilheiro dos filmes de Christopher Nolan, Hans Zimmer, para fazer a trilha sonora de um especial da BBC – comento sobre isso no meu blog no UOL.

“Bloom”, uma das músicas mais densas do penúltimo disco do grupo inglês Radiohead, King of Limbs, está sendo regravada para o programa Blue Planet II, da emissora britânica BBC, ao lado do alemão Hans Zimmer, um dos principais compositores de trilhas sonoras atualmente. O grupo e o compositor recriam a música ao lado da BBC Concert Orchestra nos estúdios londrinos AIR e a nova versão, rebatizada de “(Ocean) Bloom” será revelada ao público no dia 27 deste mês. É a primeira vez que ambos trabalham juntos.

O vocalista do Radiohead, Thom Yorke, explicou, em comunicado oficial, que a faixa original do Radiohead foi inspirada na primeira versão da série Blue Planet, lançada em 2001, que retrata a vida animal in natura.: “Por isso é ótimo poder fechar o ciclo com a música e imaginá-la para esta incrível e marcante sequência. Hans é um compositor prodigioso que passeia por vários gêneros musicais, então foi libertador para nós trabalharmos com alguém tão talentoso e ver como ele teceu juntos o som da série e a canção”.

“‘Bloom’ parece ter sido escrita antes de seu tempo uma vez que ela reflete lindamente as formas de vida e paisagens marinhas impressionantes, às quais os espectadores são apresentados em Blue Planet II”, completou o compositor alemão, autor de trilhas dos filmes de Christopher Nolan (como a trilogia Batman, Inception e o recente Dunkirk). “Trabalhar com Thom, Jonny e os rapazes tem sido uma diversão maravilhosa e tem me dado uma visão interessante do mundo musical deles”, concluiu.

A série deve ser exibida no Brasil no ano que vem pelo canal Discovery e a versão original de “Bloom” vem abaixo:

xenia2017

A carreira solo de Xenia França, grande estrela do grupo paulistano Aláfia, está prestes a começar oficialmente. “Por que tu me chamas se não me conhece?”, canta desafiadora no primeiro single de seu álbum de estreia, “Pra Que Me Chamas?”, lançado em primeira mão no Trabalho Sujo.

A faixa cruza sonoridades afro-americanas distintas e completamentares – norte-americana, caribenha e brasileira. Ela concentra-se na raiz latina desse encontro: “A música faz um passeio pelos ritmos cubano e baiano, traçando uma ponte entre os dois lugares, influenciados pela cultura iorubá através da diáspora com a presença dos tambores sagrados – Batá, no caso da santeria cubana, e rum, rumpi e lé, do candomblé -, além da presença do timbau, estabelecendo uma simbiose entre eles. A característica principal é a linguagem eletrônica que dá a liga contemporânea ao som. A estética usada dá uma nova roupagem a herança musical deixada pelos meus ancestrais.”

O refrão tem sua frase retirada de um oríki utilizado em Cuba – “Pa que tu me llamas si tu no me conoces?” -, em referência ao orixá Eleguá, equivalente ao Exú no candomblé brasileiro. “A música fala basicamente sobre apropriação cultural”, ela continua. “Estigma do racismo ainda presente no Brasil, onde o corpo negro é invisibilizado e negligenciado porém os símbolos de sua cultura são adotados por um grupo cultural diferente. O refrão amarra todo o conceito. A letra questiona a banalização e o uso desses símbolos sem o devido fundamento e seus reais valores e significados.”

O disco, que chama-se apenas Xenia e foi bancado pela Natura Musical, chega às plataformas digitais no final do mês e será lançado no Auditório Ibirapuera no dia 15 de outubro.