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drdog2018

E eu esqueci de comentar que o Dr. Dog está com um disco novo na agulha: Critical Equation vai ser lançado em abril deste ano e a banda já mostrou as duas primeiras faixas do disco, a taciturna faixa de abertura “Listening In”:

E a emotiva e dançante “Go Out Fighting”:

Esta é a capa do disco (que já está em pré-venda) e, logo abaixo, o nome das novas músicas:

dr-dog-critical-equation

“Listening In”
“Go Out Fighting”
“Buzzing In The Light”
“Virginia Please”
“Critical Equation”
“True Love”
“Heart Killer”
“Night”
“Under The Wheels”
“Coming Out Of The Darkness”

Frank-Ocean-Moon-River

Depois do ótimo Blonde, lançado em 2016, Frank Ocean passou o ano seguinte gravando com velhos compadres, seja em singles aleatoriamente lançados em seu programa Blonded Radio na Beats 1 da Apple (ao lado de Travis Scott, Jay-Z e outros) ou em discos alheios (como no de Calvin Harris ou no de Tyler the Creator), além de lançar fortes singles solo, como “Chanel” e “Provider“, das melhores músicas do ano passado. Ele retoma 2018 sozinho – e revivendo uma canção eternizada por ninguém menos que Audrey Hepburn no icônico Bonequinha de Luxo, que Blake Edwards dirigiu em 1961. Sua versão de “Moon River” – um clássico composto por Henry Mancini, com letras de Johnny Mercer – superpõe teclados e um coro celestial de vocais que traz o standard para o século 21 sem que ela perca sua aura atemporal.

A versão surge logo após Ocean postar em sua rede social favorita (o Tumblr) uma foto de um sujeito usando um boné com a frase “Se você gostou de 2017, vai amar… 2018”, o que dá a entender que ele soltará mais cartas que têm na manga em breve. Abaixo, a versão original de “Moon River”.

courtneybarnett-2018

Depois de driblar as expectativas do segundo disco ao lançar o excelente Lotta Sea Lice em dupla com Kurt Vile, nossa querida Courtney Barnett anuncia seu tão aguardado novo disco mostrando capa (acima), ordem das faixas (abaixo) e o novo single “Nameless, Faceless”, que puxa o fio da meada de Tell Me How You Really Feel, o sucessor do ótimo Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, de 2015.

Ela já havia tocado trechos do disco em um teaser lançado na semana passada:

O disco já está em pré-venda online e chega para todos no meio de maio.

“Hopefulessness”
“City Looks Pretty”
“Charity”
“Need a Little Time”
“Nameless, Faceless”
“I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch”
“Crippling Self Doubt and a General Lack of Self-Confidence”
“Help Your Self”
“Walkin’ on Eggshells”
“Sunday Roast”

UniversalMauricioOrchestra

Tudo começou num sonho de um Maurício. “A história da Universal Mauricio Orchestra é quase estranha”, lembra o idealizador e guitarrista, Maurício Tagliari. “Eu sonhei que estava tocando Bitches Brew, do Miles Davis, com uns amigos. O som estava ótimo e eu estava me divertindo muito. Quando acordei, percebi que os amigos eram grandes músicos com os quais eu nunca havia tocado. E todos chamavam Mauricio! Antes de qualquer análise freudiana, mandei um email contando o sonho pra eles. Considerei até o fato de não haver mais mauricios crianças e que havia uma quantidade estatisticamente elevada de mauricios na música. O Pereira inclusive fez uma boa reflexão sobre ‘O que é ser Mauricio’.”
e eu vi post dos Mauricios, ficou massa, mas no disco eu toco baixo, flauta, rhodes e hammond e o Bussab toca sintetizadores, rhodes e hammond

São todos Maurícios de renome. Além de Tagliari (que toca guitarras) e Pereira (vocais e sax), os outros Maurícios sonhados e convocados foram Maurício Takara (bateria), Maurício Fleury (teclados, baixo e flauta), Maurício Badê (percussão) e Maurício Bussab (sintetizadores e teclados). “A resposta a esta provocação foi rápida e unânime”, continua Taglari. “Todos toparam na hora marcar uma jam session. Foram três encontros onde nos colocamos absolutamente relaxados e sem pretensões maiores. Em quase 30 anos de vida de produção nunca tive sessões tão divertidas. O processo criativo foi o seguinte: alguém começa um groove ou um motivo melódico, uma linha de baixo ou uma sequencia harmônica e, quase telepaticamente, o grupo seguia. Pode chamar de freejazz ou de funk ou de batucada com notas. Quase todas as faixas só tem um take. Em algumas a gente ouvia e voltava direto, na mesma hora, para fazer overdubs com instrumentos trocados. O Pereira fez overdubs de sax e também gravou vocais depois da jam session. Uma característica que mantivemos foi o frescor da gravação ao vivo. Dá pra sentir o clima. Preservamos alguns vazamentos, risadas e brincadeiras. Mesmo os finais das faixas são claramente não combinados. Foi tudo muito feito na base do olho no olho, ouvido atento e na ‘cabeçada’.” O insólito grupo dá as caras pela primeira vez aqui no Trabalho Sujo, quando estreiam em público com a faixa “Embalando o Obalalá”, aqui em primeira mão.

O som do grupo, como descrito por Tagliari, habita entre o funk, o samba e o jazz – sem perder o bom humor, outra característica do sexteto, em títulos como “No Passo do Billy Paul”, “O Surfista Cigano”, “Decididamente Abalada” e “Pife do Mau”. “Tudo isso aconteceu entre final de 2015 e inicio de 2016. Mas a vida e a agenda do povo fez o projeto ficar na gaveta até que eu resolvesse escutar em meados de 2017. Eu achava que tínhamos nove tracks mas descobri que eram 14… Algumas a gente nem lembrava. Realmente foi algo catártico. Marcamos uma audição com a banda e escolhemos dez. Participamos da mixagem eu, o Bussab, o Fleury e o Pereira. Restava fazer a capa. Alguém considerou chamar o Mauricio de Souza para nos caricaturizar – existe esta palavra?. Mas um dia vi um Mauricio na minha timeline do facebook que me chamou a atenção pois era meu contato e eu não conhecia o nome. Quando fui olhar o perfil vi que não era nem mais nem menos do que o grande ilustrador e DJ que eu só conhecia pelo nome artístico: MZK ou seja Mauricio Zuffo Kulman. Liguei para ele, contei a história e ele entrou no barco imediatamente. Claro que nesse meio tempo apareceram outros mauricios e já temos a ideia de ampliar o projeto. Em breve – ou, pelo nosso ritmo, não tão breve… – Universal Mauricio Orchestra vol. 2.” Eis a capa que MZK fez para o projeto.

UniversalMauricioOrchestra-capa

E shows? “Sim, todos queremos tocar ao vivo. Só não sabemos quando as agendas permitirão.” O disco completo será lançado em breve.

dua-lipa-bbc

Dona de um dos grandes hits de 2017, a cantora inglesa Dua Lipa visita “Do I Wanna Know?” em uma versão que pega na veia em visita à BBC.

manifestoches-

A pequena escola de samba Paraíso do Tuiuti fez história neste Carnaval 2018 ao dedicar uma ala inteira de seu enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?” ao Brasil pós-golpe, caracterizando Michel Temer como “vampiro neoliberal” (com um cocar de dólares), lamentando a destruição dos direitos trabalhistas e ridicularizando os manifestantes que aplaudiram a queda de Dilma como “manifestoches” (ao mesmo tempo em que calaram culposamente ao vivo os comentaristas da Globo). As imagens falam por si:

vampiro-temer

manifestoches

clt

E depois de algumas dicas, o Unknown Mortal Orchestra finalmente anuncia o lançamento de seu novo disco, Sex & Food, ao mostrar a cara do single “American Guilt” num clipe distópico. O disco foi gravado no Vietnã e no México e, segundo o líder da banda, Ruban Nielson, é uma forma de ouvir o “morto-vivo” rock dentro do universo de sua banda.

Sex & Food será lançado no início de abril e já está em pré-venda. Eis sua capa:

sexandfood

chromeo2018

Ainda sem anunciar a data de lançamento de seu próximo disco, Head Over Heels, a dupla de funk oitentista Chromeo lança mais um single, a sinuosa “Bedroom Calling”, que conta com a participação do vocalista The Dream, autor daquela “Yamaha” de 2010.

Deixa cair…

valiengo

A vocalista da Trupe Chá de Boldo e do Frito Sampler Julia Valiengo lança-se em dupla com a cantora Mariana Degani ao compor e gravar o delírio latino da música “De Boca”, cuja origem foi literal, como ela me explica num email: “Uma vez, aqui na pompeia, eu levei um tombo no meio da rua e caí direto com a boca no chão. Não machucou nem nada, mas depois do susto eu levantei e saí andando com uma sensação super nova, que era a lembrança daquele impacto da boca com o asfalto. Aquilo foi tão gostoso, me deu um baita prazer. E assim veio a inspiração pra música”, lembra.

Mariana lembra que soube da música que iria ser parceira pelo celular: “Num dia qualquer recebi uma gravação da Julia, era um registro de whatsapp dela cantando o refrão que dá início à música e um convite pra uma parceria. Assim que escutei já vieram várias imagens na minha cabeça: volta da balada, alterações de percepção, a alegorização da queda e seus significados. Decadence sans elegance, mas ela não está nem aí. Se entrega ao prazer da queda, de boca.”

“Escrevi o refrão e chamei a Mari pra escrever o resto da letra”, continua Julia. “Eu não contei pra ela do tombo num primeiro momento, o que foi massa pois ela fantasiou todo um universo em torno daquela queda. Nós somos amigas de longa data, cantávamos juntas numa banda de reggae no começo dos anos 2000 e sempre tivemos essa vontade de uma criação em parceria. Rolou tão bem que logo empolgamos pra filmar clipe e tudo! Não temos a pretensão de gravar um disco ou lançar um novo projeto, o que a gente queria era mesmo fazer uma música e tocar ela nas pistas! A Mari segue com seu projeto solo rumo ao segundo disco e eu continuo com a Trupe e o Frito”, empolga-se, antes de anunciar que outras novidades virão.

Eis a capa do single:

Print

E o clipe da música:

franz-2018

E o Franz vai liberando seu primeiro disco sem o guitarrista Nick McCarthy aos poucos. Always Ascending sai no mês que vem e o grupo já liberou quatro faixas, contando essa novíssima “Lazy Boy”.

Todas seguem o clima noturno e pista de dança que o grupo abandonou após o excelente Tonight, embora o imaginário visual do disco aponte para outro tipo de excentricidade, como podemos experimentar no clipe da ótima “Feel The Love Go”: