
Ouviram a versão que a Duda Beat fez pra “Foimal” dos Boogarins? Ela soa meio alienígena dentro do (bom) EP Esse Delírio – Volume 1 que ela lançou nesta quinta-feira, mas – tirando a voz – é completamente familiar para o público da banda goiana, uma vez que ela basicamente substituiu a voz do Dinho pela sua, praticamente assumindo um karaokê indie pessoal no meio de um disco dance bem interessante. É quase o movimento inverso que Kevin Parker fez com seu Tame Impala há dez anos, quando gravou uma versão idêntica à última faixa do disco mais recente de Rihanna, transformando “Same Ol’ Mistakes” em “New Person, Same Old Mistakes” mudando apenas o timbre vocal da canção.
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Eis que Duda Beat anuncia um novo disco, um EP bem dance chamado Esse Delírio – Volume 1 que será lançado nesta quinta às nove da noite, e no teaser em que ela mostra trechos das músicas descobrimos que uma das faixas é uma versão para “Foi Mal” dos Boogarins com a participação da banda goiana, que retuitou o anúncio dizendo que a música “tá tipo Tame Impala com Milton Nascimento”.
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Um dos grupos de música pop mais coerente das últimas décadas, o trio inglês Saint Etienne anunciou no início do ano que se aposentará após o lançamento de seu décimo terceiro álbum, International, que sai no início do próximo mês. Depois de anunciar a despedida com um single produzido pelo chemical brother Tom Rowlands (a deliciosa “Glad”) no primeiro semestre, agora mostra outra faixa com o dedo de outro mago da eletrônica do final do século passado, ao lançar “Take Me to the Pilot”, que foi co-escrita e coproduzida por Paul Hartnoll, da dupla Orbital. Com uma vibe mais de rave – ainda que um tanto domesticada, afinal o Saint Etienne é pop – que o astral dançante do primeiro single, mostra que o grupo quer encerrar sua discografia apontando para as diferentes regiões musicais que frequentou em seus últimos anos. Tomara que o disco venha com uma turnê que leve o grupo para o resto do mundo e que novas gerações possam conhecer discos maravilhosos como So Tough, Good Humour e Foxbase Alpha.
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Em mais uma versão que compartilha com os seguidores de sua newsletter Starship Casual, o senhor Wilco Jeff Tweedy aventura-se por um dos grandes momentos de Bob Dylan (a imortal “Forever Young”) depois de fazer shows na turnê Outlaw, em que Dylan, ao lado de outros gigantes ancestrais, como Willie Nelson e Lucinda Williams, tem cruzado os EUA. Assistir a shows ímpares de seus grandes ídolos inspirou Jeff a refletir sobre envelhecimento e mortalidade ao regravar o clássico e a escrever sobre este momento, que traduzo abaixo: Continue

Os Pelados voltam a dar sinais fonográficos de vida ao lançar, nesta terça-feira, o primeiro single de seu terceiro álbum, “Estranho Efeito”, que ainda não tem título nem data de lançamento, mas já tem casa nova – o selo Risco, que os inclui em seu elenco. Com guitarras discretas, base dance e melodia indie, ela parece levar a banda para além do núcleo rock (apesar da referência aos Kinks) rumo a algo mais pop, sem que ela perca suas características específicas, o que parece ser a marca do próximo disco. Muito bom.
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O Suede está lançando disco novo – Antidepressants – e passou pelo programa Sofa Session, que a radialista inglesa Jo Whiley tem na BBC 2, quando foi convidado a fazer uma versão de uma música conhecida e fez bonito ao escolher uma das melhores canções de Bruce Springsteen, a pop “Hungry Heart”, que soou um pouco mais pesada que a original, deixando o vocalista Brett Anderson à vontade para deslizar sobre a música.
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Quem também passou pelo Lollapalloza em Chicago neste fim de semana foi a Clairo, que tirou um sax formidável para encerrar seu primeiro hit, a irresistível “Bags”.
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O Mombojó aproveitou a exploração no passado que fez no início do ano ao lançar sua primeira demo nas plataformas digitais e revisitou uma faixa que entraria em seu primeiro álbum Nadadenovo, de 2004, mas acabou ficando de fora. “A gente acabou desistindo dela na época do disco, porque ela tinha muitas partes, era uma música de bem longa”, me explica o vocalista Felipe S., “ela ainda é, mas simplificamos um monte os arranjos e quisemos soltar ela agora como celebração pelos 21 anos do nosso primeiro álbum para inclui-la na turnê do Nadadenovo, que vai rolar até novembro. Resolvemos soltar avulsa porque achamos que ela tinha muito a cara daquela época.” Com quase sete minutos, a faixa é um bom exemplo de como o grupo pernambucano estava à frente de seu tempo – partindo de uma base romântica que se transforma num samba, a ótima “Cançãodanoite” depois cai numa longa trip instrumental que, além dos integrantes da banda, ela ainda contou com o violão de sete cordas e os vocais de Rodrigo Samico, a falta de Katu Hai preencheu os espaços com sua flauta e o Moog e a produção de Léo D. Felipe adianta novidades sobre o próximo disco da banda, já agendado para o ano que vem. “Como a viagem para a Europa (em que o grupo abre para vários shows do Stereolba) vai demandar muito investimento de tempo e dinheiro, vamos ter que esperar um pouquinho mais pra conseguir dar a atenção necessária pra um novo disco. Mas ele já está sendo mixado e estamos trabalhando na capa. Ainda falta gravar umas vozes e participações especiais que ainda não confirmamos. Se tudo der certo soltamos um primeiro single em janeiro”, promete.
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Olivia Rodrigo está vivendo seus dias de rockstar dos sonhos e depois de chamar Robert Smith para dividir o palco com ela no festival de Glastonbury, agora ela convidou todo o Weezer para cantar “Buddy Holly” e “Say It Isn’t So” com ela no show de encerramento da sexta-feira no Lollapalooza deste ano, em Chicago, nos Estados Unidos. A cara de felicidade dela é impagável!
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Caroline Polachek fez um show na quinta passada na galeria de arte Aspen Art Museum, nos EUA, quando aproveitou a deixa para visitar uma das canções mais clássicas e densas de Nick Drake, a excelente “River Man”, que atingiu outra dimensão graças aos vocais de Caroline. Veja abaixo: Continue