O trio bielorrusso Dlina Volny, obcecados por new wave e pós-punk da União Soviética do começo dos anos 80, começam a mostrar seu próximo trabalho a partir do single de “Do It”. Apadrinhados pelo Johnny Jewel dos Chromatics, eles terão seu primeiro disco, Fresh Blood, lançado pela Italians Do It Better, do próprio Jewel – e o grupo tem tudo a ver com a estética oitentista do selo.
Em plena quarentena, a mineira Sara Não Tem Nome manda mais uma de suas canções de protesto, batizada apenas de “Agora”: “Aqui isolada no meu mundo, deu aquela saudades da sara punk emo de 15 anos que tocava violão na praça”, ele descreve o vídeo que postou mais cedo. “Em meio ao caos de acontecimentos e notícias da ruína construção do hoje amanhã, surgiu essa música-monólogo-fôlego para enfrentar o furacão.”
Algo me diz que vamos ver muita música deste tipo nos próximos meses…
Uma das minhas primeiras decisões de ano novo foi matar o #CliMatias, hashtag que eu mantinha no Instagram como uma espécie de saudação do dia: uma foto do céu e uma frase que remetesse ao clima – seja interior ou exterior – do dia que começava. Matei a seção como parte da minha decisão de abandonar as redes sociais até o fim do ano, sacrificando o sacerdócio diário para me ver livre destas atualizações.
Mas veio a pandemia e com ela a necessidade de entrar em confinamento, uma autoquarentena voluntária para não esperar que as autoridades brasileiras comecem a tomar alguma providência. Aos poucos as pessoas têm se conscientizado que o problema é grave e resolvi criar um programa em vídeo – tanto no IGTV do Instagram quanto num segundo canal do YouTube – para dar dicas do que fazer nestes dias de isolamento social. As dicas vão desde livros, filmes, séries e discos para curtir no tempo livre como dicas para não enlouquecer ou cair em depressão uma vez recluso num mesmo ambiente. O programa é diário e vai ao ar sempre de manhã – e aqui neste mesmo post vou colocando as dicas do dia bem como os links para os itens que indico – além das sugestões dos convidados, que sempre tento trazer.
Mais uma música que Justin Timberlake lança para a trilha sonora da animação Trolls World Tour, desta vez o reúne com o soulman Anderson .Paak, mas ao contrário do dueto de Justin com SZA, “Don’t Slack” é só ok e apenas diverte.
E era uma combinação que podia ser tão mais explosiva… Tomara que não parem aí.
O ano começou com o clássico grupo punk inglês Wire lançando seu décimo sétimo álbum de carreira, o ótimo Hive Mind, e nem bem o disco foi assimilado, seu sucessor já foi anunciado – para abril! 10:20 é um disco composto por canções que ficaram de fora dos discos mais recentes da banda ou que evoluíram ao vivo e se tornaram bem diferentes. O primeiro single, “Small Black Reptile”, é uma variação da faixa de mesmo nome do disco do grupo de 1990, Manscape.
O disco será lançado em abril, sua capa é aquela lá em cima e abaixo seguem os nomes das outras músicas:
“Boiling Boy”
“German Shepherds”
“He Knows”
“Underwater Experience”
“The Art of Persistence”
“Small Black Reptile”
“Wolf Collides”
“Over Theirs”
Larissa Conforto chama a alegoria da caverna de Platão em mais um single antes de seu primeiro disco solo, no trabalho que assina como Àyié. Na colagem audiovisual “O Mito E A Caverna”, que tem a participação do Lupe de Lupe Vitor Brauer, ela mistura a intensidade deprimente e violenta dos dias atuais num spoken word que se abre em camadas líricas e melódicas que misturam drum’n’bass, trip hop, samples de jazz e palavras de ordem, conectando as notícias deste século com a história da humanidade.
É só um aperitivo do que podemos esperar deste primeiro disco, batizado de Gratitrevas, que será lançado na próxima sexta, dia 20.
É difícil o jovem monsieur Thibaut Berland deixar a peteca cair e ao lançar mais um single com o seu pseudônimo Breakbot, ele segue uma estabilidade de produção que martela constância e qualidade com a mesma progressão. Sem contar que “Be Mine Tonight”, que ainda conta com os vocais deliciosos de Capucine Delafleur, segue uma tradição de house-funk francesa que nasceu com o Daft Punk, passou pelos Cassius, Alex Gopher, Etienne de Crécy e Dimitri from Paris e entrou no século vinte e um na mão de produtores como Fred Falke, Mr. Oizo, Justice, Yuksek, Stardust, Lifelike, Kavinsky e Modjo e que conta com seu autor, do hit perfeito “Baby I’m Yours“, como principal nome a flertar com o mainstream.
Encerrando a divulgação do projeto Songs for Australia, que visa arrecadar fundos para as vítimas no incêndio que dizimou parte da vida selvagem do país-continente, eis que surge a versão que o bardo norte-americano Kurt Vile fez para “Stranger Than Kindness” do bardo australiano Nick Cave, tirando todos os elementos oitentistas (a bateria muda, o ruído da guitarra, aquele solo esquisito do fim) e mantendo o clima solene enquanto a traz para o campo, em uma tarde outonal – mas igualmente estranha.
O disco, recém-lançado, conta com versões para músicas do Midnight Oil, INXS e Sia, todos artistas australianos.
Mais um trailer para Beastie Boys Story, o “documentário ao vivo”, que Spike Jonze irá lançar sobre os Beastie Boys que meio que revela o formato ao trazer os dois beastie boys remanescentes – Ad-Rock e Mike D – para lembrar suas histórias num teatro com um telão enorme que vai contando a história da banda. O filme também mostra como o falecido MCA era uma das forças-motrizes do trio, o que torna o trailer ainda mais emocionante – é de chorar.
O filme seria lançado agora em março no SXSW, que foi cancelado devido à epidemia do coronavírus, e deve chegar a algumas salas de cinema por lá no início do mês para chegar ao serviço de streaming da Apple menos de um mês depois.
“The Difference” é a primeira colaboração entre o produtor norte-americano Toro y Moi e o australiano Flume e apesar de funcionar, fica muito aquém do esperado, com uma melodia apenas OK sobre uma base drum’n’bass sem muita inventividade, lembrando uma música-tema de cobertura de Jogos Olímpicos de algum canal de TV a cabo, um jingle composto pelo Foster the People. É quase inofensiva – tomara que a parceria evolua para além disso.









