Quem mais está querendo que os cinemas voltem a funcionar é Christopher Nolan. O criador da trilogia Batman e de clássicos modernos como Interestelar, Dunkirk, Memento e O Grande Truque quer que seu filme de 2020 seja visto ainda este ano nos cinemas e não arreda o pé disso. Mas por quê? O que ele está querendo esconder? Cheio de mistérios como alguns de seus projetos anteriores, Tenet guarda segredos que eu e o André Graciotti tentamos desvendar nesta edição do Cine Ensaio, além de aproveitarmos para comentar sobre o cinema deste diretor que está entre os mais importantes da atualidade.
Depois de mostrar “Witness 4 The Prosecution (Version 1)” e uma versão de 1979 para “I Could Never Take the Place of Your Man” como parte da caixa de 13 LPs que disseca Sign O’ the Times, a obra-prima que Prince lançou em 1987, eis mais uma pérola deste interminável baú do tesouro. O irresistível funk psicodélico “Cosmic Day”, que Prince cantou com sua voz “Camille”, quando fazia um falsete andrógino, é só uma das 63 faixas inéditas na caixa que será lançada em setembro – a pré-venda pode ser feita aqui.
Desde que entramos em quarentena, a vocalista do Paramore, Hayley Williams, que lançou seu disco solo no início do ano, dedicou-se a fazer “autosserenatas” para ela mesma, compartilhando com os fãs versões que fez sozinha para músicas de Björk, SZA, Phoebe Bridges, Coldplay, entre outros. Ela encerra esta temporada com uma belíssima versão para “Fake Plastic Trees”, do Radiohead.
Essa música…
Num universo paralelo em que não houve a pandemia do coronavírus, Letrux conseguiu lançar seu segundo disco Aos Prantos com shows épicos e teatrais, elevando o nível dos já catárticos shows do primeiro álbum para um patamar ainda mais classudo. Infelizmente não vamos ver estes shows tão cedo, mas ela aos poucos começa a mostrar o universo que imaginava habitar o novo álbum com o clipe de “Vai Brotar”, segundo vídeo de Aos Prantos, que vai para além do clima de quarentena do primeiro (“Eu Estou Aos Prantos“, lançado em maio) e que mexe tanto com elementos da natureza quanto com um imaginário ao mesmo tempo fantástico e fashionista. Será que ela vai seguir o disco desta forma audiovisual?
A primeira live que Caetano Veloso fez serviu de inspiração para que eu e Dodô Azevedo falássemos sobre a luz que o velho baiano joga sobre nossa cultura e a importância desta transmissão ao vivo a partir de diferentes contextos – desde a estante à família, da direção à duração, do repertório à Paula Lavigne -, em mais uma DM gigantesca. Isso sem contar o Superbug!
Há sessenta anos, o saxofonista norte-americano John Coltrane mudava para sempre a história do jazz ao lançar seu clássico Giant Steps, um dos discos mais importantes de todos os tempos, que colidiu as ousadias de improviso do mestre sem tornar a experiência para o ouvinte hermética, mantendo-se cabeça e pop ao mesmo tempo em seu primeiro lançamento pela clássica gravadora Atlantic. Concebido praticamente ao vivo no estúdio Atlantic em Nova York em 1959, quando o saxofonista tenor foi acompanhado do baixista Paul Chambers, do pianista Tommy Flanagan e do baterista Art Taylor, Giant Steps foi gravado duas semanas após Coltrane ter participado da gravação do seminal álbum Kind of Blue, de Miles Davis.
Para celebrar o aniversário, que aconteceu em fevereiro, a gravadora norte-americana Rhino prepara uma edição de de luxo comemorativa da data cheia de extras. A versão física de Giant Steps: 60th Anniversary Deluxe Edition vem tanto com o disco original remasterizado e um segundo disco com oito faixas extras das gravações originais, tanto na versão em LP quanto em CD. As duas versões vêm com uma réplica da capa original, incluindo o texto de abertura, além de reunir fotos raras, novos textos e mais material de época da gravadora. E a versão digital da caixa ainda trará 20 outras faixas raras da gravação do álbum, parte delas só disponível na monumental caixa The Heavyweight Champion: The Complete Atlantic Recordings, lançada em 1995.
A reedição sai em setembro, as pré-vendas já estão rolando e essas são as faixas do disco.
Disco 1
“Giant Steps”
“Cousin Mary”
“Countdown”
“Spiral”
“Syeeda’s Song Flute”
“Naima”
“Mr. P.C.”
Disco 2
“Giant Steps (Alternate, Take 1, Incomplete)”
“Naima (Alternate Take)”
“Like Sonny (Alternate Take)”
“Countdown (Alternate Take)”
“Syeeda’s Song Flute (Alternate Take)”
“Cousin Mary (Alternate Take)”
“Giant Steps (Alternate Version Two False Start)”
“Giant Steps (Alternate Take)”
Faixas extra na versão digitial
“Giant Steps (Alternate, Take 1, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 2, False Start)”
“Giant Steps (Alternate, Take 3, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 4, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 5)”
“Giant Steps (Alternate, Take 6, False Start)”
“Giant Steps (Alternate, Take 7, Incomplete)”
“Giant Steps (Alternate, Take 8)”
“Naima (Alternate, Take 1, False Start)”
“Naima (Alternate, Take 2, Incomplete)”
“Naima (Alternate, Take 3)”
“Naima (Alternate, Take 4, False Start)”
“Naima (Alternate, Take 5)”
“Naima (Alternate, Take 6)”
“Like Sonny (Rehearsal 1, False Start)”
“Like Sonny (Rehearsal 2, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 1, False Start)”
“Like Sonny (Alternate, Take 2, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 3, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 4, False Start)”
“Like Sonny (Alternate, Take 5)”
“Like Sonny (Alternate, Take 6, Incomplete)”
“Like Sonny (Alternate, Take 7)”
“Countdown (Alternate Take)”
“Syeeda’s Song Flute (Alternate Take)”
“Cousin Mary (Alternate Take)”
“Giant Steps Take 3 (Incomplete)”
“Giant Steps Take 6 (Alternate)”
O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?
Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.
Os Rolling Stones chamaram o ator Paul Mescal, da série Normal People, para protagonizar o clipe de “Scarlet”, recém-desenterrada parceria da banda com o guitarrista do Led Zeppelin Jimmy Page que faz parte dos extras da caixa que expande o universo do disco Goat’s Head Soup, de 1973.
Parecia que Freeze, Melt, o próximo disco do Cut Copy, seria um disco mais sossegado que os anteriores – pelo menos foi isso que seus dois primeiros singles – “Love Is All We Share” e “Cold Water” – pareciam inferir. Felizmente, o grupo australiano desfaz essa impressão, ao lançar a terceira faixa do disco que irão lançar este mês. “Breaking Glass” ainda não é aquele hit arrasa-quarteirão que esperamos, mas faz jus à sua reputação na pista de dança.
Até a quarentena, os planos de Nossa musa indie australiana Courtney Barnett eram atravessar o primeiro semestre abrindo para a turnê pro Nick Cave, ideia que ficou para um futuro indefinido. Para compensar ela não parou de tocar neste período, mostrando versões para músicas que gosta. Há uma semana ela já tinha revisitado “Everything is Free” que Gillian Welch compôs quando as pessoas começaram a baixar música de graça na internet, há vinte anos. Ao lado de Phoebe Bridger, ela puxou a versão na edição virtual do festival folk de Newport – cada uma em seu canto, harmonizaram bonito os vocais.
Agora ela volta a um de seus ídolos conterrâneos, o herói folk australiano Kev Carmody, que está ganhando uma nova edição do disco-tributo que fizeram em sua homenagem em 2007. Cannot Buy My Soul. A bela versão de Courtney para “Just For You” foi elogiada pelo próprio autor da canção.
Que mulher.










