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Três das principais forças musicais da Inglaterra contemporânea, o vocalista do Radiohead Thom Yorke e os produtores Four Tet e Burial, se reurinam mais uma vez quase dez anos depois que fizeram a primeira colaboração, a faixa “Ego/Mirror“, em 2011. A atmosfera ao mesmo tempo claustrofóbica e etérea da primeira colaboração se repete nas duas faixas lançadas, “Her Revolution” e “His Rope”, à exceção do beat, que praticamente some nas novas colaborações, que foram lançadas como um single no início do mês, sem selo nem promoção, e agora chegam às plataformas digitais.

Com a desculpa de retomarmos projetos do passado que só ficaram no campo das ideias, resumimos dois deles num novo programa no meu canal no YouTube: em Aparelho – Jornalismo-Fumaça me junto ao paraense Vladimir Cunha e ao catarinense Emerson Gasperin para entender o que está acontecendo no Brasil a partir dos pontos de vistas de nossas respectivas cidades. Cultura urbana que se espalha pela internet e que ganha contornos diferentes a partir de cada uma dessas localidades. Aparelho é o começo de uma conversa sobre o que está acontecendo com o comportamento do brasileiro e o que podemos fazer em relação a isso – além de rir e chorar.

Quem tem saudade de conversar sobre música? Eu não tenho porque é um assunto recorrente na minha vida. E não falar sobre mercado, métricas, mais vendidos e outras formalidades. Estou falando em conversar sobre discos, sobre músicas, sobre shows e o impacto disso em nossas vidas. E para estrear este novo programa em meu canal, convidei meus dois irmãos Danilo Cabral e Luiz Pattoli, que agitam as Noites Trabalho Sujo comigo há quase uma década, para falarmos sobre o que gostamos de ouvir, nosso passado musical comum e suas lembranças sonoras de diferentes épocas da vida.

Taylor Swift, Taylor Swift… Ela se recuperou bonito do tombo que tomou a ver todas as datas da turnê de seu Lover do ano passado sendo canceladas por causa da pandemia, lançando um disco introspectivo e folk – com um pé no indie – que se tornou o disco mais vendido nos EUA de 2020. E pouco mais de um semestre após o lançamento do disco-surpresa Folklore, ela agora surge com outro – e se o anterior foi avisado com um dia de antecedência, este novo, Evermore, foi anunciado poucas horas antes de seu lançamento, nessa sexta. Produzido pelo mesmo Aaron Dessner, da banda The National, que a ajudou a compor o primeiro volume (desta vez com a participação menor do produtor de estimação de Taylor, Jack Antonoff), este novo disco aprofunda-se ainda mais da sonoridade indie, repetindo mais um vez um dueto com Bon Iver, chamando as irmãs Haim e o próprio grupo de Dessner para participar do disco. Há algumas notas de anos 80 (reflexos tardios de seu icônico 1989) em certas faixas, como “Gold Rush” e “Long Story Short”, que certamente crescerão bem nos shows do futuro, mas sem perder o vínculo mais introspectivo, como em “Marjorie” (composta para sua avó) e o dueto com o National, “Coney Island”. Se duvidar é até melhor que o disco anterior…

Karina Buhr é uma artista completa: canta, compõe, toca, escreve, pinta e se posiciona de forma veemente sobre assuntos que dizem respeito a todos – e paga um preço por isso. Baiana criada no Recife, ela é um dos principais pilares da música pernambucana contemporânea e minha convidada desta terceira edição em vídeo da coluna Tudo Tanto, que antes era publicada na revista Caros Amigos e agora ganha este novo formato. Conversamos sobre como sua carreira foi afetada pela pandemia, o que ela tem feito neste período e aproveitamos para dissecar sua carreira desde o início, antes de ela tocar no Eddie, banda que pertenceu à primeira formação, formar o Cumade Fulozinha, trabalhar com Zé Celso Martinez Correia e assumir a carreira solo ancorada por dois dos maiores guitarristas do Brasil. E enquanto ela fala sobre a própria trajetória, aproveita para falar sobre preconceitos, processo criativo, da cena contemporânea e das novidades que está planejando para o ano que vem.

Dissecando mais uma vez a relação da música com o jornalismo no Brasil, chamei a querida carioca Kamille Viola para contar sua trajetória – ela que está lançando seu primeiro livro, sobre o disco África-Brasil de Jorge Ben e aproveita esta deixa para voltar para o início da internet no Brasil,. quando redações de jornais ainda eram objetivo de estudantes de jornalismo, e traça sua carreira cobrindo música para a Bizz, o jornal O Dia e suas duas revistas eletrônica, Bala e Vertigem, lançadas em momentos muito distintos. Ainda falamos sobre a dificuldade da vida como autônomo e da precarização do jornalismo cultural nas últimas décadas, além de lembrar de nosso querido irmão Fred Leal.

Kevin Parker até canta mais grave para encarnar maravilhosamente o hit “A Girl Like You” de Edwyn Collins no já clássico quadro Like a Version da rádio australiana Triple J.

Que maravilha, hein…

Por que finais de filmes e séries são tão difíceis de agradar o público? Por que nos agarramos tanto a personagens e sagas a ponto de nos incomodar com qualquer tipo de final que nos é apresentado? Por que encerramento de obras, quando contraria nossas expectativas, parece matar o legado de obras inteiras? Em mais este episódio do Cine Ensaio eu e André Graciotti discutimos o impacto que fins de filmes e séries têm em diferentes obras e tentamos explicar porque isso é uma questão tão delicada para espectadores em geral.

2020 seria o ano em que a vocalista do Paramore, Hayley Williams, engataria sua carreira solo, ao lançar o ótimo Petals for Armor logo no começo do ano. Mas com a pandemia, ela ficou limitada a fazer versões em sua conta no Instagram e, finalmente, fez a primeira apresentação ao vivo de seu disco com banda nesta apresentação para o Tiny Desk Concerts da emissora norte-americana NPR. Três músicas, tudo redondinho, uma hora ela retoma essa história direito…

“Pure Love”
“Taken”
“Dead Horse”

Livros, discos, filmes, séries, peças, fotografias, telas… A arte é uma porta de entrada para sair da zona de conforto pessoal, um momento em que você abraça algo que não é o que você é para tentar entender o que acontece para além dos domínios ao seu redor. O quanto a alteridade define nossa própria noção individual? Eu e Polly Sjobon falamos do outro no episódio do Polimatias desta quinzena – e não de qualquer outro.