“Eu sei, cê vai se mandar”
“Kotti”
“Fuck that, I’m not one to find shit”
“Cansado de só ver pela tela, decide sair, quer conhecer o mundo”
“Se nada muda, como vou mudar?”
“Not belonging even caring, you embrace the ever-scaring”
“Oh, well I guess I can plan, but it’s all just pretend when I’m close to you”
“Will you come down? Will you return?”
Líder do grupo Gerry and the Pacemakers, Gerard Marsden, que morreu neste domingo de uma doença sem relação com o covid-19, pegou a onda dos Beatles no início dos anos 60 e entrou para a história do pop e de sua cidade-natal, Liverpool. Além de ser a principal banda de Liverpool a rivalizar com o grupo de John, Paul, George e Ringo (perdendo o posto logo que estes quatro se tornaram uma atração nacional), os Pacemakers, que também eram administrados pelo empresário dos Beatles Brian Epstein, entrou para a história de sua cidade com dois singles específicos – “Ferry Cross the Mersey“, que consagrou o nome do rio que corta a cidade portuária e a balsa que o cruza nas paradas de sucesso dos anos 60 e “You’ll Never Walk Alone“, que tornou-se o hino informal do time de futebol da cidade, o Liverpool. Isso sem contar seu principal hit, a deliciosa “How Do You Do It?”, uma composição de Lennon e McCartney, a propósito.
Chamei o grande Bernardo Oliveira, um dos idealizadores do selo carioca QTV, para falar de sua trajetória como agitador cultural no Rio de Janeiro e ótima fase que o selo vem atravessando. Mas o foco da entrevista também foi, aproveitando sua formação acadêmica e seu trabalho como crítico musical, dissecar o estado da música e da cultura brasileira hoje, que remonta ao passado racista e violento do país, que neste 2020 mostrou sua cara feia. Uma longa e inspiradora aula sobre o estado das coisas no Brasil neste ano bizarro.









