
O título de produtora do ano dado pela indústria fonográfica britânica à formidável em sua premiação oficial, que aconteceu sábado passado em Manchester na Inglaterra foi só a consolidação de um trabalho que ela vem desenvolvendo com muito afinco desde que era só uma sensação do pop feito em seu quarto no início da década, quando começou a ganhar audiência e notoriedade através do TikTok. Mas seu Fancy That, um dos discos mais legais do ano passado, já tinha recebido um título dessa estatura quando sua expansão (Fancy Some More?, lançado em outubro de 2025) contava com a participação de luminares do pop de diferentes recortes como Oklou, Kylie Minogue, Kaytranada, Basement Jaxx, Joe Goddard, Bladee, Zara Larsson, Groove Armada e até brasileiros como Anitta, DJ Caio Prince e Adame DJ. A coroação desse novo estágio de sua carreira vem na mesma semana do prêmio, quando ninguém menos que Four Tet (que já vinha discotecando a faixa de abertura de Fancy That? em seus sets do ano passado), transforma a irresistível “Illegal” em uma trama transcendental de beats hipnóticos com camadas de cordas digitais, abrindo uma outra fronteira, quase mística, para a canção.
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Bem que essa movimentação do Cidadão Instigado nas redes sociais estava indicando e agora, nesta terça-feira, Fernando Catatau anuncia mais um disco de seu grupo batizado apenas com o nome da banda. Cidadão Instigado, o disco, chega ao público no dia 25 deste mês e mexe no cerne original da banda, expandido-o não só para além do rock como para além de sua formaçao clássica. O primeiro indício é a curta “Consciência”, lançada neste mesmo dia, em que o líder da banda pega-se no meio da dúvida logo na entrada da canção: “E eu não sei como é que eu vim de tão longe e agora estou aqui”. O novo disco conta com vários novos colaboradores, inclusive na formação do grupo que tocará o disco ao vivo, que reúne os já veteranos de banda Dustan Gallas (no baixo, synths e vocais) e Clayton Martin (vocais) com os novatos Rubi Assunção (vozes e baixo synth) e Samuel Fraga (bateria e bateria eletrônica), além de participações que entram em diferentes shows, variando inclusive a cada cidade. Bem que 2026 tava prometendo…
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E essa versão de “Who Loves the Sun?” do Velvet Underground que o Matt Berninger do National gravou ao lado da Rosanne Cash pra abertura de um seriado? Lógico que não chega perto do original, mas é uma bela porta de entrada para o público em geral na história do Velvet – ou, mais especificamente, no quarto disco deles, o Loaded, esse baú cheio de joias.
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Em mais um volume da brilhante série Relicário, que traz registros ao vivo de clássicos shows de música brasileira realizados em unidades do Sesc, o Selo Sesc anuncia o registro de um show gravado em 1979 pela dupla Sá & Guarabyra no antigo Sesc Vila Nova, hoje conhecido como Sesc Consolação. O show gravado há 47 anos vem logo após a dissolução amigável da dupla no ano passado, que decidiu deixar a carreira a dois de lado após 53 anos de atividades. Com quase 20 canções, o novo registro tem como base o repertório do disco que lançaram naquele mesmo ano, batizado apenas de Quatro, e o Sesc disponibilizou uma destas faixas, “Sete Marias”, como aperitivo do álbum ao vivo que será lançado no próximo dia 20.
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Em mais um relance da iminente coletânea Help(2) que a ONG britânica Warchild vai lançar em breve, podemos ver alguns detalhes da participação da geninha Olivia Rodrigo na compilação, regravando um clássico dos Magnetic Fields, “The Book of Love”. Embora não dê pra ter uma ideia de como ficará sua versão, é mais uma prova de como ela apura o próprio senso estético em público fazendo conexões com artistas que cresceu ouvindo, como Robert Smith, David Byrne e o Weezer. E não duvido nada que ela apareça qualquer dia desses cantando essa música com o próprio Stephin Merrit, o senhor Magnetic Fields ele mesmo.
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Aconteceu de novo! Um ano após os quatro integrantes do R.E.M. terem se reunido no palco num show em sua cidade-natal, em Athens, nos EUA, dois remanescente de uma das maiores bandas da história do indie rock voltaram a dar as caras tocando velhas canções do grupo. Mais uma vez a dupla Michael Shannon e Jason Narducy conseguem reconectar as raízes do R.E.M. e nessa sexta-feira, Bill Berry assumiu a bateria em “Underneath the Bunker” e Peter Buck pegou sua guitarra em quatro faixas, “So. Central Rain”, “Sitting Still”, “Radio Free Europe” e “Star 69”, na pequena casa de shows 40 Watt Club. O evento, que está se tornando tradição, é a passagem da dupla Shannon e Narducy, que há três anos celebram o legado do R.E.M. recriando discos clássicos do grupo em ordem cronológica em turnês nostálgicas que atravessam seu país. Shannon, eterno ator coadjuvante em produções de Hollywood, e Narducy, indie veterano fundador do clássico Verboten, com passagens pelo Superchunk, pela banda de Bob Mould e pela nova encarnação do Sunny Day Real Estate, começaram as homenagens em 2023, repassando o primeiro disco do grupo, Murmur, na íntegra, que tornou-se uma turnê pelos EUA no ano seguinte. No ano passado, a dupla visitou o terceiro grupo do R.E.M., Fables of the Reconstruction, e na passagem pela cidade-natal do grupo, há um ano, conseguiram reunir os quatro ex-integrantes do grupo no palco para cantar “Pretty Persuasion”. Foi a segunda vez em 17 anos que os quatro se reuniram no palco – a primeira havia em 2024, quando tocaram “Losing My Religion” quando foram indicados ao Songwriter’s Hall of Fame. A atual turnê da dupla celebra o quarto disco do grupo, Lifes Rich Pageant, e a dupla vem acompanhada de outros nomes conhecidos, como o ex-baterista do Superchunk Jon Wurster e o baixista do Wilco John Stirratt, além do guitarrista Dag Juhlin e do tecladista Vijay Tellis-Nayak. E desde que os dois começaram a fazer essas homenagens, os ex-integrantes do R.E.M. estão cada vez mais animados em falar sobre o velho grupo ou fazer aparições mais constantes em público. Daqui ficamos apenas na torcida que essa vontade fale mais alto e eles topem voltar aos palcos para uma última e histórica turnê. Imagina…
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O prodígio Fred Again conseguiu tirar o Daft Punk de casa… de novo! Depois de tocar ao lado de Thomas Bangalter em outubro do ano passado quando discotecou ao lado do mestre com outros dois de seus ídolos, Busy P e Erol Alkan no Pompidou Centre, em Paris, ele conseguiu que o francês cruzasse o Canal da Mancha para ser seu dupla na noite de sexta-feira, quando encerrou a residência USB002 que fez em fevereiro no Alexandra Palace londrino, quando chamou nomes como Underworld, Mike Skinner, Ezra Collective, entre outros para dividir as noites com ele. Quem compareceu à noite histórica de sexta derreteu ao som de quatro horas e vinte minutos de set que renderam muitos vídeos com as músicas do Daft Punk que eles tocaram, mas que algum herói registrou na íntegra, como dá pra ouvir abaixo: Continue

Depois da novata Laufey cantar Joni Mitchell na Sala do Piano do estúdio Maida Vale da BBC em Londres, na Inglaterra, agora é a vez da veterana Tori Amos de participar da programação, também acompanhada da BBC Concert Orchestra. E entre suas próprias músicas, Tori escolheu a emblemática “The Times They Are A-Changin’” de Bob Dylan para cantar ao piano. Afinal, é tempo de mudanças…
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18 anos depois de lançar seu segundo álbum, a dupla Gnarls Barkley, formada pelo produtor Danger Mouse e pelo vocalista Cee-lo Green, volta a dar notícias ao anunciar seu terceiro e último álbum para daqui uma semana, quando revelam a íntegra de Atlanta, que compuseram para encerrar a carreira iniciada 20 anos atrás, quando tomaram conta do inconsciente coletivo com a irresistível “Crazy”. “Pictures”, o primeiro single que eles revelaram nesta quinta-feira, traz uma melancolia característica da soul music do duo, aguçada pela sensação de encerramento que o álbum parece carregar (dá uma sacada no nome das músicas). Ouça o novo single, veja a capa do disco e o nome das músicas abaixo: Continue

No primeiro show que fez neste ano, no Noise Pop Music and Arts Festival, em São Francisco, nos EUA, Stephen Malkmus puxou, entre músicas do Pavement, suas com os Jicks e de sua carreira solo, uma velha canção de seu saudoso compadre David Berman – e essa versão mais lenta e tocada apenas ao violão de “Trains Across the Sea” dos Silver Jews é de chorar.
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