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O segundo episódio da nova temporada de Westworld parece confirmar que a série reencontrou seu prumo mesmo sem trazer uma grande dinâmica para a história. Na verdade, reestabelece-se o ritmo lento e uma série de pistas indicando possíveis rumos para capítulos futuros que podem antecipar ou desviar a atenção do espectador em especulações que podem não dar em nada, ao mesmo tempo em que descortinam realidades que podem ou não serem artificiais e se passar em épocas bem diferentes das que parecem ser exibidas. Centro Westworld é a série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.

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Funk em debate

Muito bom o papo que o Sesc Avenida Paulista puxou nesta quarta-feira, ao convidar Thiago Torres, o Chavoso da USP, o Dayrel Teixeira dos Funkeiros Cults e o Thiago de Souza, do Canal do Thiagson, para a mesa Funk na Cabeça – Desconstruções a Partir do Gênero. O evento, gratuito, reuniu tanta gente que no começo da noite, que só restou ao Sesc abrir as portas da discussão para todos em vez de simplesmente impedir a entrada das pessoas – e tudo correu muito tranquilamente. Como puxava o tema, os três discorreram sobre como o funk foi, nos três casos, uma forma de contato com a questão do racismo estrutural do país, do embranquecimento forçado que criou a categoria “pardo” na escala de preconceitos por aqui, da higienização do funk para ser cooptado pelo sistema, do papel da universidade na biografia dos três e como o próprio sistema educacional funciona para restringir o acesso à educação, além de referências contínuas à aula magna proferida pela professora Sueli Carneiro no programa de entrevistas de Mano Brown. Foi muito bom ver a grande maioria dos presentes levantando a mão quando @chavosodausp perguntou quem era da quebrada. Uma discussão valiosíssima que poderia ir muito além das duas horas propostas pela instituição e que deveria estar mais presente quando falamos sobre cultura brasileira.

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Se você puder assistir ao Taxidermia – o encontro eletrônico dos baianos Jadsaa com João Meirelles – num teatro, não deixe essa oportunidade escapar. Num contexto de temperatura e pressão controladas, o espetáculo proposto pelos dois (com luz da Maíra Morena, projeções do Gabriel Rolim e participação especialíssima de Pedro Bienemann) ganha várias camadas de entendimento que vão para além do simples encontro da voz com a eletrônica, derretendo cérebros e corações na primeira sessão da temporada Choque Térmico, que continua nas próximas segundas-feiras. sempre no Centro da Terra.

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A história da música é racista, classista, machista e colonialista. Esse é o pressuposto básico do qual parte o professor Thiagson para falar especificamente sobre o funk brasileiro do ponto de vista da musicologia acadêmica. Dentro da universidade ele foi aos poucos percebendo o quanto a música popular era colocada em segundo plano como uma forma de disfarçar uma série de preconceitos e privilégios a partir de conceitos como “beleza”, “grande arte” ou “música boa”. A partir de sua própria paixão adolescente – o funk que originalmente nasceu no Rio de Janeiro mas que se espalhou por todo o Brasil – ele começou a quebrar estas barreiras dentro da academia e aos poucos ganhou as redes sociais discutindo questões que devem ir para além dos muros da escola. E ele antecipa em primeira mão o primeiro livro de funk escrito por um músico!

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Começamos julho no Centro da Terra com a segunda apresentação da minitemporada Terranoite que a dupla Carabobina nos proporcionou, mas foi uma experiência completamente diferente. Desta vez tanto a cenografia quanto as projeções ficaram por conta da Anne Santoro, que transformou o palco em um quarto psicodélico deixando Raphael Vaz e Alejandra Luciani ainda mais à vontade (sob os auspícios discretos de um certo Benke Ferraz, que apareceu em cima da hora). Foi uma noite memorável.

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Domingo suspenso

O Estado de Suspensão aconteceu num domingo maravilhoso, que abriu com o transe noise puxado pelo grande Marcelo Cabral. Ao lado de Guilherme Held e de Maria Beraldo, ele visitou seu Motor em formato elétrico, começando os trabalhos na Casa Natura Musical com uma parede de ruído em que equilibrava suas delicadas canções.

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Depois do hiato de um mês sem Aparelho, voltamos à ativa recapitulando os últimos dias, mas com cuidado para não falar em política – mas não há muito como contornar isso. O papo então começa indo por uma gileadzação dos festivais de rock, a consciência de classe da inteligência artificial, a nova fase do Maurício de Souza, a profecia autorrealizável de Top Gun, a esgrima do amor do sabre de luz e a invenção de uma máquina de pogo – vê se é possível uma coisa dessas. Estamos de volta, putada!

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Finalmente entramos em uma nova etapa de uma das melhores séries da atualidade e mesmo depois de uma fraca terceira temporada, Westworld volta com um episódio que parece costurar os desvios da safra anterior de capítulos ao cogitar uma nova realidade em que até a personagem Dolores é reinventada. E assim retomo o Centro Westworld, série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.

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Longo DM à moda antiga, em que eu e Dodô discutimos sobre a lenta paulistanização da metade carioca desta dupla (que no mês de julho dará um curso em São Paulo, na Casa Waiwai – mais informações aqui – e se você quiser desconto, manda um email pra dodomundi@gmail.com dizendo que soube do desconto pelo DM) ao mesmo tempo em que mais uma vez revisito minha viagem às duas edições do festival Primavera para falarmos sobre Pavement, Dinosaur Jr, Yo La Tengo e outras bandas que queríamos ver ao vivo (como R.E.M., The Cure, Sonic Youth e David Byrne). E não podíamos também ficar sem falar sobre o filme da vez, Everything Everywhere All At Once, que explodiu nossas cabeças.

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Doce psicodelia

Bem bonita a apresentação da dupla Carabobina nesta terça-feira no Centro da Terra, quando Raphael Vaz e Alejandra Luciani tocaram pela segunda vez seu projeto ao vivo (a primeira vez em São Paulo), encerrando com a música que batizou esta minitemporada, Terranoite. Segunda que vem, os dois voltam num show com o mesmo nome, mas uma série de novidades.

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