
“Minta como se me amasse”, canta o fenômeno espanhol para além da seara de Motomami no primeiro single que lança este ano, o segundo após o aclamado disco do ano passado. E “L.L.Y.L.M.”, bilíngüe, parece bem na linha de “Despechá“, o single anterior, que parece desenvolver de forma ainda mais específica a sonoridade criada no disco de 2022. “Hoje é carnaval”, canta em espanhol, dando início às folias mominas deste ano no mundo fonográfico. Ouça abaixo: Continue

Betina lança o último single antes de finalmente nos revelar seu novo disco, que deve sair ainda este semestre, fechando o ciclo que começou com os singles “Polaroids” e “Zoin“, lançados no ano passado, com a participação de Luiza Lian. Como as canções anteriores, “O Coração Batendo no Corpo Todo”, que estreia em primeira mão aqui no Trabalho Sujo, é mais uma composição que ela divide com Dinho Almeida, dos Boogarins, e também conta com sua produção, ao lado do ex-supercordas Diogo Valentino. “Desliga isso”, esbraveja Luiza logo antes de sua aparição na canção, que pede para nos desconectar da realidade virtual que nos suga diariamente, além de cantar os vocais do refrão com a cantora curitibana. “Foi incrível gravar com a Luiza, ela entendeu muito bem a atmosfera da música e também conseguiu se conectar com ela como se fosse sua, o que trouxe muito mais potência para essa música que já fazia tanto sentido ter ela”, lembra Betina. “Mas o melhor é receber as mensagens dela de zap cantando a música depois de termos gravado. Deixa tudo mais especial”
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O Test é uma das bandas mais singulares da cena musical brasileira hoje. Só o fato de ser uma dupla de grindcore criada para tocar na rua antes de shows de metal e hardcore clássicos que aconteciam em São Paulo já merecia um lugar na história. Mas a união de João Kombi (guitarra e vocal) e Barata (bateria) vai muito além disso e cada vez mais eles expandem as fronteiras das possibilidades que podem fazer a partir da premissa inicial da banda – lembro quando chamei os caras para tocar no Centro Cultural São Paulo em 2017 quando eles vieram com sua versão big band, com 14 músicos no palco, incluindo um pianista num piano de cauda. O período pandêmico atingiu os dois como a todo o mercado da música e a solução encontrada por eles foi gravar um disco chamado Um Disco Normal, que seria gravado em áreas externas públicas, com o desafio de captar bem o som fora do estúdio. As gravações foram filmadas e geraram o extremo documentário de mesmo nome, dirigido por João e por Tomás Moreira, que mostra como registraram o novo disco em uma edição frenética e imagens superpostas, saturadas, granuladas, distorcidas, deixando tudo tão intenso quanto a sonoridade dos dois (confira o trailer abaixo). Como de praxe, o Test convidou diferentes letristas para cada uma das músicas, como Vitor Brauer da Lupe de Lupe, Jonnata Doll, China, Jair Naves, Kiko Dinucci, entre outros. Nesta quarta-feira, o grupo lançou a faixa de abertura do disco que finalmente será lançado no próximo mês de março. “Derrama Outro” reúne duas músicas, a primeira com letra de Fernando Catatau e a segunda com letra de Aran Carriel, e dá um pouco do gostinho do que podemos esperar do novo disco. Ouça abaixo: Continue

Erykah Badu prometeu e cumpriu. Transformou mais uma vinda ao Brasil em uma catarse coletiva, terreiro cósmico em que misturou jazz, soul, funk, rap e boas doses de bossa nova, como ela mesma fez questão de frisar. Num evento em que tudo funcionou direitinho no Memorial da América Latina, ela esquentou o caldo da expectativa – que era palpável desde que o sol havia se posto, quando o público chegou em peso ao local – e o transbordou com exuberância, sensibilidade e técnica. Ela mostrou sem dificuldades o quanto domina tudo ao seu redor – a banda, o público, a tensão da atmosfera -, e transformou o início da noite de domingo num enorme rito transcendental, em que todos cantavam joias como “On & On”, “Appletree” e “Bag Lady” com a mesma intensidade e paixão de sua autora. Badu conduzia o público como a maestra que é, elevando a já alta temperatura deste verão de 2023 com arroubos vocais de tirar o fôlego, toque ancestral em suas percussões digitais e altas doses de simpatia – até se jogou no público duas vezes na última música, posando pra fotos e deixando os fãs cantarem trechos ao microfone. O único vacilo foi terem cortado o som no finzinho do show – ela já tinha ultrapassado o tempo limite do lugar e estava lentamente terminando a apresentação, mas a organização foi severa e deixou o fim do show com um gosto estranho. E bem que podiam ter colocado o show da Larissa Luz com a Anelis Assumpção exatamente antes do show da deusa, não no início da tarde… E quem quiser ver mais do show é só seguir assistir abaixo. Continue

Nos encontramos em Brasília e quase fizemos um DM diretamente do Planalto Central, mas foi bom que o primeiro programa do ano não fosse realizado na minha cidade, pois além do deslumbre literal que acometeu Dodô, também pudemos refletir sobre a tragédia que abateu-se sobre a cidade uma semana após a posse do novo presidente. Falamos portanto dessa resistência fascista, mas dedicamos, sem querer, o programa a um panorama sobre Brasília em que eu, nativo, falo sobre as características específicas e históricas de nossa capital e Dodô, forasteiro, faz sua leitura de fora da cidade especificamente neste novo momento que felizmente estamos atravessando.
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Você conhece o capixaba Daniel Furlan dos filmes que faz na internet – e que aos poucos foram ganhando a TV e outras mídias – há mais de uma década: um dos fundadores da TV Quase, ele é um dos responsáveis por sucessos como O Último Programa do Mundo, Choque de Cultura, Amada Foca, Falha de Cobertura, O Irmão do Jorel e Baixo Astral que tanto impregnam nosso imaginário coletivo brasileiro recente. O ator e escritor, que interpreta personagens como o motorista de van Renan de Almeida, o comentarista Craque Daniel ou o padre Eliseu, aproveita o início de 2023 para lançar uma nova frente de atuação, desta vez musical: o projeto Tropical Nada, que lança seu primeiro clipe em primeira mão no Trabalho Sujo. Assista abaixo:

A primeira sexta-feira do ano começou maravilhosamente bem, com o mestre cearense Don L se afirmando cada vez mais como um dos maiores nomes da música brasileira atual. Sempre escudado pelo trio DJ Roger, Terra Preta e Alt Niss (esses dois tão cantando cada vez mais!), o guerrilheiro da voz apresentou-se no Sesc Bom Retiro, quando desfilou seus clássicos mais recentes e ainda anunciou, como quem não quer nada, o volume 2 de seu Caro Vapor, que completa dez anos neste ano que começa. 2023 promete!
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Ele sempre se supera: depois do ótimo filme sobre si mesmo no ano passado (O Peso do Talento), em seu próximo filme Nicolas Cage vive ninguém menos que o Conde Drácula. Em Reinfeld, Nicholas Hoult (o ex-menino de About a Boy que depois fez Skins, X-Men, Warm Bodies, Mad Max Fury Road e o recente O Menu) vive o personagem título, que começa o filme discutindo a relação tóxica que tem com seu patrão – até que descobrimos que ele é o capanga do vampiro secular, vivido por Cage com toda a fleuma hiperbólica característica de sua atuação. Pelo trailer, o filme parece ser ótimo, assista abaixo: Continue

Feliz 2023! E o primeiro Tiny Desk Concert do ano é com o melhor projeto paralelo do Radiohead. assista abaixo: Continue

“Há vinte anos, a palavra ‘algoritmo’ tinha um sentido comum muito diferente do que tem hoje, era uma palavra pra quem queria programar robôs, inteligência artificial através de computadores que fariam coisas grandes como conquistar outros planetas ou dominar o mundo tipo Skynet”, lembra Pedro Bonifrate, que está comemorando os 20 anos de sua carreira regravando quatro canções de duas décadas atrás, que foram registradas no EP Sapos Alquímicos na Era Espacial. Estas quatro músicas ressurgem num novo EP que, teoricamente, ainda sai esse ano. Ele já lançou duas destas regravações (“Casa com Piano” e “Radiação Verde“) e agora surge com a terceira, que ele lança oficialmente nesta sexta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Um velho amigo e eterno nerd da física veio com essa piada sobre uma banda chamada Inteligência Artificial (I.A.) & Seus Algoritmos, que transformei nessa canção. O dia que quem sabe chegaria na letra da canção chegou faz tempo, e hoje temos várias bandas formadas por robôs e canções escritas por inteligência artificial pelo mundo afora, mas alguma já virou hit?”.
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