
Mais uma bela apresentação que o quarteto D’Águas faz no Centro da Terra, reunindo composições de seus quatro autores – Renato Gama, Alldrey Eloise, Izzy Gordon e Tita Reis. A temporada A Luta é Florescer encerra-se na próxima segunda-feira e promete ser especial.
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Lindaço o show que o Sessa fez nesta terça-feira no Centro da Terra, preparando terreno para seu segundo disco, Estrela Acesa, que será lançado em dez dias. A princípio ele faria a apresentação apenas com seu violão, mas em cima da hora convidou Ciça Góis e Laura Rosenbaum, que o acompanharam em sua recente turnê pelo hemisfério norte, para subir ao seu lado no palco do teatro do Sumaré, deixando tudo ainda mais mágico.
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Lindo o show que o coletivo D’Águas fez nesta segunda-feira no Centro da Terra. Formado pela união das carreiras solo de Renato Gama, Izzy Gordon, Alldry Eloise e Tita Reis, o grupo ainda conta com a direção do baixista e produtor Ronaldo Gama, que convidou Lucas Rocha Freitas e Leo Carvalho para fechar este espetáculo, que ainda teve a participação do artista plástico João do Belmonte.
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Às vésperas de lançar seu terceiro álbum, Zera, bati um papo com a dupla de shoegaze fluminense Gorduratrans em mais uma edição do meu programa sobre música brasileira. Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz) já vinham passando por transformações antes mesmo da pandemia, que foram acentuadas por este momento péssimo que atravessamos nos últimos dois anos, e conversamos justamente sobre como esse período reforçou o caminho que tomaram antes mesmo de 2020.
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Exausto depois do terceiro dia do Primavera Sound de Barcelona, nem filmei o Tyler the Creator porque assisti de longe, mas mesmo destruído, foram três dias mágicos que terminaram com uma missa pagã. Pulei o Gorillaz pra fritar numa improvável e soberba pista de drum’n’bass (tocada pelas DJs Crystallmess e Cõvco), pra sacar mais uma vez com o Diiv, meu primeiro show do Beach House e o vocalista do Idles botando o público todo pra sentar no chão. Mas a noite não teve outro dono: Nick Cave com seus Bad Seeds mais uma vez hipnotizou o público de Barcelona num ritual sagrado e profano, dando-se como se fosse a hóstia de sua própria missa. “Este é meu corpo, tomai e comei”, parecia dizer ao se jogar nos braços do público.
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Segundo dia do Primavera Sound fui mais de boa e com dois focos: Beck e Warpaint. Cheguei tarde e perdi o Low, a Weyes Blood e o Wet Leg (férias, né?), mas ser recepcionado pelo senhor Beck Hansen teve suas vantagens: o cara é um showman completo, tem uma cartela de hits invejável e não fica parado um segundo. Vestindo um blaser branco, ele só parava de dançar quando pegava o violão – e passeou por boa parte do Odelay e do Midnite Vultures (dois favoritos meus), além de ir de “Everybody’s Got Love Sometimes” a “Loser”, passando por “One Foot in the Grave” e “Debra”. Showzaço! As Warpaint, por sua vez, estão caminhando cada vez mais firmes para se tornar uma das melhores bandas de hoje em dia, misturando texturas pós-punk, grooves manhosos, lirismo country, melodias hipnóticas e guitarras de fazer qualquer um chorar. Que banda!
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Primeiro dia do Primavera Sound em Barcelona foi fabuloso. Vi a Faye Webster, as Linda Lindas, a MC Carol e a Kacey Musgraves tocando “Dreams” do Fleetwood Mac com a letra passando no telão para o público cantar junto. Não vi a Kim Gordon no Auditório (mor fila), mas teve Dinosaur Jr (que mandou sua versão de “Just Like Heaven”), a Sharonzinha, Yo La Tengo quebrando tudo (Fabio Bianchini surgiu no meio de “Tom Courtenay”) e o Tame Impala no céu (Kevin puxou até “Last Nite”, essa mesma). E, claro, o motivo de eu ter vindo parar aqui: a volta do Pavement, que fez 1h40 do melhor show que já vi deles na vida (já tinha visto 5). A banda tocou cinco músicas de cada disco, Stephen Malkmus é o guitar hero dessa geração e lavou a alma de indies velhos e novos. Nota 10 pra avalanche de shows (já o funcionamento do bar e a má administração daquela quantidade de gente não conseguiu nem nota pra passar de ano). Claro que filmei um monte, seguem os vídeos abaixo:

Primeiro Altas Massa sem edição, porque Pablo Miyazawa já estava de férias quando gravamos e não quis deixá-lo trabalhar – ainda mais que ele estava em outro continente. A essa altura do campeonato já estamos em solo catalão, onde contamos um pouco do que vamos fazer nestas férias – além de falar tanto da importância de tirar férias quanto da paranoia de viajar para o exterior em tempos pandêmicos.
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Às vésperas da minha viagem, eu e Dodô conversamos sobre a morte – citando Gilberto Gil falando da própria morte -, sobre o que é a cultura nerd, sua relação com o bullying e como isso está ligado à reinvenção de Hollywood, sobre como os festivais estão se tornando grandes convenções de música e Dodô finalmente fala sobre a série que ele está desenvolvendo para o Netflix.
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Não levamos arte ao povo, não fiscalizamos o tororó alheio nem enriquecemos com dinheiro público, mas também estamos prestes a jogar a toalha. Só não jogamos ainda porque, como ensina o mochileiro das galáxias, nunca se sabe quando se vai precisar de uma. Molhada e enrolada, por exemplo, ela se torna um argumento e tanto para um debate com os fariseus que vilipendiam a pureza do sertão. Em vez disso, porém, preferimos flanar por sinapses que valorizam o que temos de mais holístico, culminando com o grito universal de louvor que virou sinônimo de milagre. Basta acreditar!
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