
Lia de Itamaracá @ Itaú Cultural (30.4.2022)
A presença de Lia de Itamaracá por si só já é um acontecimento. Já havia presenciado sua majestade este mês, na inauguração da #ocupaçãoliadeitamaracá que o Itaú Cultural está realizando, e basta ela estar no mesmo ambiente para que se sinta uma força vibrando todos os átomos do local. Mas quando ela está em seu altar, o palco, empunhando seu cetro, a voz, reúne uma egrégora de almas e ritmos ancestrais que dão as mãos com o público e o faz naturalmente girar, apenas com a força de seu canto – e em vários momentos de sua apresentação no sábado havia apenas a força de seu canto. Amparada pela banda reunida por seu atual produtor musical, o compadre DJ Dolores, ela desfilou sua majestade como de hábito, nos hipnotizando com sua arte sacra.
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Aparelho: Bye Bye Tristeza para superar uma das mortes mais trágicas da TV (Frango à Cleveland edit)

Que manoel Elon Musk! Em mais uma sessão de descarrego do jornalismo-fumaça que puxo junto com Vlad e Tomate, preferimos falar sobre comidas – de ontem e de hoje (e a famosa lasanha de frango do veropesinho) -, a súbita aparição de armas em tradicionais festas catarinenses, experiências extramusicais edmottescas em festivais de música para pessoas da melhor idade e o segundo carnaval do ano e a queda das máscaras. O único jeito de consertar uma das mortes mais tristes da TV brasileira é um evento chamado Festival Bye Bye Tristeza
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Marcelo Cabral @ Centro da Terra (26.4.2022)
Dá pra levar um show no bolso como se fosse um amuleto? Um pequeno portamoedas que bastaria ser aberto por alguns segundos para revelar camadas de microfonia e silêncio, efeitos e canções, ruído e calmaria, melodia e drone, tudo vindo de uma vez só como o ardor de uma pimenta em conserva, o gosto forte de um bitter, um tempero refogado, um bálsamo envolvente. Na segunda apresentação de seu Motor Elétrico no Centro da Terra, ao lado de dois navegadores distintos e complementares Maria Beraldo e Guilherme Held, Marcelo Cabral mais uma vez nos conduziu a um transe de sensações díspares, antagônicas e docemente complementares, espelho e abismo, cosmo e colo, luz e trevas, numa apresentação que podia durar horas. Ou caber no bolso, para abrir sempre que precisássemos sentir aquilo tudo de novo.
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No meu programa sobre música brasileira agora é a vez de conversar com Júlio Andrade, líder do trio sergipano The Baggios, que aproveitou o período sem shows da quarentena interminável para gravar discos tanto com sua banda quanto seu projeto solo – e vender vinil! Retomando os trabalhos depois de tanto tempo parado, o guitarrista, vocalista e compositor explica como está encarando a retomada dos palcos às vésperas de mais uma turnê pela Europa.
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Conhece o Fabio? Celebramos a vida e obra de um mestre ainda em vida em mais uma sessão do Aparelho – Jornalismo Fumaça. Eu, Tomate e Vlad voltamos no tempo para falar sobre a importância de Angeli para o quadrinho brasileiro, para o rock nacional e para nossa contemporaneidade, e mesmo que ele tenha se retirado da labuta diária, segue mestre infalível dos três e tantos outros. Ainda aproveitamos para resgatar a origem secreta do teclado de “Epic” do Faith No More, para comparar o fenômeno Marina Sena com os Mamonas Assassinas, a tetralogia Brocha, de como Alfred Jarry chegou às massas brasileiras, a ornitologia belenense, uma coletânea com as bandas de rock catarinense dos anos 80, a grande música de Kiko Zambiachi, o badalo como rerprimenda escolar …e o cara meteu “comoção social”, bicho.
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No meu programa de entrevistas desta semana converso com a escritora Aline Valek, que está às vésperas de uma grande mudança em sua vida, que ela detalha no decorrer do papo. Mas o foco da conversa foi como sua produção literária foi afetada pela pandemia e como ela transformou os outros veículos que criou, como a newsletter Uma Palavra e o podcast Bobagens Imperdíveis, ambos localizados em seu próprio site, a partir deste novo momento que todos atravessamos.
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Mais uma edição do meu programa sobre música brasileira, dessa vez conversando com um selo. Acompanho o trabalho do Fernando Dotta e do Rafael Farah à frente da Balaclava Records desde quando o selo era só uma ideia e é muito legal vê-los crescendo e completando uma década que mexeu bastante com o indie rock brasileiro. O aniversário de dez anos vai ser comemorado neste fim de semana, quando eles realizam a edição comemorativa do Balaclava Fest no Central nos dias 23 e 24 de abril (ingressos aqui) com uma edição sem nenhum artista internacional e contando com todos os nomes do selo, além de artistas que orbitam ao redor deste, preparando também algumas surpresas para o evento – algumas delas eles antecipam nesta entrevista (outras eles anunciam em suas redes sociais, segue lá).
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Que os ovos tem a ver com a ressureição você já sabe. Mas e que esse é um momento festivo para mais de cinco religiões? O que se passa, afinal, nesse intervalo entre o carnaval e a páscoa e quais são os significados ocultos desses rituais? Seguindo nosso calendário esotérico e procurando pensar a Páscoa, o Artemagia conversa com o historiador e mestre em Ciência da Religião pela PUC/SP Leonardo Stockler. Do registro akáshico do ovo primordial, da batalha entre o carnaval e quaresma até o sol crucificado no equador celeste e a inteligência supraterrena, você nunca mais ver ver a Páscoa com os mesmos olhos.
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Enquanto as fffffforças se aaaaaarmam com vasodilatadores e próteses penianas (talvez em busca de uma arma secreta – uma provável mutação humana?), abrimos mais uma sessão do Aparelho cogitando possibilidades de conexões entre a nova geração de brochas e essa entidade chamada “O Velho da Lancha” para mostrar que como os picaretas sobreviverão na era pós-bolsonaro como coaches da vida como um reality shows de perrengues, como a especulação imobiliária já está matando cômodos clássicos, livros clássicos do Gonçalo Júnior, se é possível sobreviver a baixas temperaturas usando apenas uma sunga vermelha e o plano macabro da urna eletrônica. Toca PIL Collins!
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Ainda sem previsão de lançar seu primeiro disco, o cantor e compositor paulistano Pedro Bienemann lança o clipe de “Ultravioleta”, seu novo single, em primeira mão no Trabalho Sujo. Ele lembra que sonhou com a letra da música ao acordar ouvindo “Babá Alapalá” de Gilberto Gil e ser conduzido a compor a canção cujo clipe acabou materializando a ideia que teve no sonho. “Liguei para meu irmão (o diretor João Paulo Bienemann), contando a história e dizendo que isso poderia dar num clipe, e ele e Manoela Aliperti abraçaram a ideia”, lembra o autor da canção. “Começamos a desenvolver um roteiro a partir daí, com muitos colaboradores e colaboradoras e sem nenhum real no bolso, e conseguimos uma estrutura mínima para realizar o projeto com o apoio de uma produtora audiovisual, a Daquela Produtora, que nos cedeu uma câmera e um computador para que pudéssemos editar o clipe”. O clipe conta com a presença de alguns colaboradores de Pedro, como o baterista Pedro Lacerda, o tecladista Leon Perez e a cantora Yma, que assina a direção de arte do clipe. “‘Ultravioleta’ é um devaneio em um dia de calor, sol e suor, é tato e cheiro de pele quente com água doce de rio, sem margem”, continua Pedro, “é o trabalho com mais mãos que já fiz, um aprendizado gigante e um processo lindo e enorme na minha carreira como artista solo.” Assista ao clipe abaixo: Continue