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De um lado os anos 70 do Quarteto em Cy e Edu Lobo, do outro um indie noise shoegaze que vasculha a mesma doçura da musicalidade brasileira, mas em outra frequência. Esse é o universo encerrado no disco Eiras, primeiro EP do sexteto Eiras e Beiras, que chega nesta sexta-feira às plataformas digitais e pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Nossas intenções são simples, fazer música brasileira juntos, criar e viajar nas ideias do que é possível fazer nesse universo gigante”. resume a vocalista Alice Rocha, que canta ao lado de Nina Maia com a banda que ainda é formada por Vitor Park (que também toca na Besouro Mulher) na bateria, Zamma no baixo, Edu Barco no teclado, Thalin Tavares na percussão e Felipe “Enow” Serson na guitarra (estes últimos também atendem como a banda Dupla 02). “Somos amigos e estamos juntos desde 2018, época do colégio da maioria da banda, então o lançamento do EP pra gente representa um amadurecimento como amigos e pessoas, mas também como artistas e músicos.” O grupo lança seu disco em um show nesta quinta-feira, no Fffront (Rua Purpurina, 199), a partir das 20h.

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E o papo sobre música desta semana é com o grande Arrigo Barnabé, que apresenta-se neste sábado e domingo no Sesc Pompeia em um show ao lado de uma versão de bolso do Isca de Polícia, para homenagear Itamar Assumpção, com alguns convidados. Aproveito o gancho para conversar sobre sua conexão com o velho amigo, fazer paralelos entre o fim da ditadura militar dos anos 70 e os dias de hoje, além de saber das novidades que ele fez durante a pandemia – incluindo resgatar uma antiga parceria em bossa nova com a Virginie, do Metrô.

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Um papo com a jornalista Helena Galante, que criou, antes da pandemia, um podcast para discutir a pressa a que estamos sendo submetidos em nosso tempo a partir do ponto de vista oposto. Jornada da Calma começou como uma investigação sobre como diferentes pessoas de diferentes áreas lidam com a velocidade e a tensão destes dias que ganhou ainda mais força – e virou livro! – com a chegada do coronavírus.

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A quarta temporada de Westworld talvez seja seu salto narrativo mais ousado e a cada novo episódio a série vai desdobrando-se em diferentes rumos, fazendo referências e citações (inclusive a si mesma), ao mesmo tempo em que mexe na engrenagem da história em que está sendo contada. Neste novo episódio, aprendemos ainda mais sobre a importância de Caleb, o cada vez mais central papel de Bernard e a nova vinda de Maeve, que pode arruinar o império de Charlotte Hale.

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O meu programa sobre música brasileira desta semana puxa o papo com o fundador da banda Glue Trip, o paraibano Lucas Moura, que resolveu dedicar-se a compor canções em português e, com isso, puxou a vibe do novo disco da banda, batizado Nada Tropical, para a música brasileira dos anos 70. O processo de composição e gravação do disco também mudou, à medida em que ele passou a trabalhá-los coletivamente pela primeira vez. O novo álbum de sua banda, que ainda conta com participações especiais de nomes como Otto, Yma, Felipe S. e Artur Verocai, entre outros, que será lançado ao vivo nesta quinta-feira, dia 4 de julho de 2022, no Cineclube Cortina foi o fio condutor da conversa.

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Super Bruni Bros

Em seu espetáculo N64, que aconteceu nesta terça-feira Bruno Bruni conduziu o público do Centro da Terra para uma viagem à fase 64 bits do personagem de games Super Mario, a partir das trilhas dos jogos Super Mario 64 e Mario Kart. Acompanhado de uma bandaça com vocais de Marina Marchi e Flavia K, saxes com Cassio Ferreira, Thomas Souza e Anderson Quevedo, Felipe Pizzu no baixo, Vincente Pizzu na bateria e Pedro Luce nas percussões e MPC, o jovem maestro regeu as paisagens sonoras dos games com um pé no jazz e outro na música brasileira instrumental, temperando com algumas canções do seu próprio repertório – e sem nunca deixar o astral cair. Uma noite surreal!

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Uma DR presencial sobre o próprio Altos Massa marca meu reencontro com Pablo Miyazawa depois de um longo inverno para falarmos sobre a importância do programa para nós mesmos e optamos por não puxar um assunto específico e deixar o papo nos levar. E o freestyle nos levou para assuntos tão diferentes como ser mal interpretado online, casas de suco do Rio de Janeiro e padarias de São Paulo, o jeito certo de comer pastel, relacionamentos gasosos, como flanar é um privilégio masculino (e taqui o texto da Tatiana Vasconecellos), ultrapassamos sobre filmes, discos, séries e até uma newsletter (a Margem do Thiago Ney) e chegamos à conclusão que a versão presencial do programa é muito melhor.

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Que maravilha a apresentação que a Raquel Dimantas fez neste primeiro dia de agosto no Centro da Terra, quando, acompanhada de uma bandaça formada por Guilherme Lírio, Iuri Brito, Pedro Fonte e Bruno Di Lullo, desfilou as músicas de seu disco de estreia ao vivo pela segunda vez na vida e encontrou um cantinho pra mandar um “I Shall Be Released” e essa pérola do mestre Erasmo que é “Grilos”.

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No quinto episódio da nova temporada de Westworld, somos reapresentados às regras do novo universo que viemos conhecendo nos últimos episódio, em que robôs e humanos trocam de lugar, máquinas comportam-se como deuses entediados e alguns dos protagonistas começam a pensar sobre suas próprias existências.

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E que saudade que eu tava de assistir a Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo ao vivo, principalmente após acompanhar pela internet a longa turnê que o grupo fez pelo Brasil no primeiro semestre (quase 20 cidades!). E no show que fizeram no Sesc Av. Paulista lançando seu primeiro vinil (pelo selo Amigues do Vinil) nessa sexta não apenas passearam pelos hits de seu primeiro disco, como apresentaram várias músicas novas – e ainda chamaram Lucinha Turnbull para acompanhá-los em uma das músicas. É sempre bom!

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