
Às vésperas da eleição, Edgar recupera uma música de seu EP Ultravioleta para reforçar a importância da mensagem que quis passar. “Essa música foi feita durante o período de pandemia, quando tava esse bombardeio de fake news do bolsonarismo e eu acho muito importante voltar agora, porque a gente tá vendo esse cara nos debates falando só merda e mentira, então é hora de soltar de novo esse som”, explica o artista de Guarulhos, que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo o clipe de “Fake News”, que lançará neste sábado. O clipe foi dirigido por André Oliveira Cebola, que explica o processo do clipe totalmente digital: “Primeiro foram geradas imagens através de inteligência artificial e para gerar essas imagens, peguei trechos da letra do Edgar e usei como input para a inteligência artificial interpretar essas frases e gerar imagens baseadas no que ela achou mais relevante”, explica o diretor. “É um processo aleatório, se eu usar a mesma frase duas vezes, ela irá gerar duas imagens diferentes. O resultado nunca será igual. O segundo processo na criação foi pegar essas imagens e reinterpretar, modificar, através de arte generativa – programação criativa, num software que eu mesmo desenvolvi. Então o que vemos não é a imagem original da inteligência artificial e sim a base dela mas com modificações”.
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Eu e André Graciotti desviamos o assunto do cinema para a televisão para falarmos sobre o novo seriado feito pela Netflix. Sandman, de Neil Gaiman, é um marco na história dos quadrinhos e sua adaptação audiovisual já havia sido considerada infilmável, mas isso finalmente aconteceu em 2022 e com a supervisão do próprio autor da série. E como estamos também falando sobre quadrinhos, chamamos o nosso compadre Ramon Vitral, do blog Vitralizado, uma das principais fontes sobre HQs do Brasil, para discutirmos se a adaptação foi bem sucedida ou não.
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Em mais uma edição do meu programa de entrevistas, desta vez converso com a gaúcha Duda Bolche, que mora no Uruguai e trabalha com relações internacionais – e puxei-a para conversar sobre a ascensão das forças progressistas que está acontecendo na América Latina nos últimos anos muito por conta da hegemonia de extrema-direita que assola o planeta há mais de cinco anos. Falamos especificamente sobre a situação na América Latina à luz dos acontecimentos recentes na Bolívia, na Argentina e no Chile, sem deixar de falar no Brasil, que pode estar virando essa página neoliberal de sua história nestas eleições.
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(Foto: Marcos Ramos Zenin)
Ao ser chamado para participar do projeto Instrumental Poesia, o poeta Caco Pontes convocou o grupo instrumental Projetonave – conhecido por já ter acompanhado alguns dos maiores nomes do rap brasileiro – para uma apresentação ao vivo em 2019, colaboração que já vinha cogitando há tempos. O encontro, que aconteceu no Sesc Avenida Paulista, fez a parceria se consolidar para além daquele único show e o grupo entrou em 2020 cogitando o disco em parceria que só agora vê a luz do dia. Órbita, que começou a ser gestado antes da pandemia começar, finalmente será lançado nesta sexta-feira e os caras toparam mostrar o disco em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. É um disco em que Pontes, com seu canto falado, abre novas portas de percepção para o grupo, que aproveita a deixa e abre referências musicais que vão do punk rock ao jazz, passando pelo trip hop e música nordestina, viagens asiáticas e africanas. O grupo lança o álbum ao vivo na outra sexta-feira, quando trazem o disco para o palco do Studio SP, com participações do rapper Sombra e abertura da poeta Mel Duarte.
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Como todos os artistas brasileiros, o trio mineiro Black Pantera foi pego de surpresa com a chegada da pandemia e teve de suspender o lançamento de seu álbum Ascensão por mais de dois anos. Quando finalmente puderam lançar o disco, com sample de Elza Soares e forte teor de contestação política, o grupo pode mostrar para todo o Brasil sua colisão de heavy metal com hardcore ao dividir o palco do Rock in Rio ao lado do grupo pernanbucano Devotos, além de atravessar o país em uma turnê explosiva. Bati um papo com os três sobre este ano decisivo para o grupo.
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No meu programa sobre quadrinhos, desta vez converso com Beatriz Shiro, que ao mesmo tempo em que lança seu primeiro Ugrito sobre seus personagens Dawgz também prepara o primeiro álbum destes personagens e um curta de animação celebrando um dos grandes nomes do nosso modernismo. Ela também fala como se envolveu com quadrinhos e dá dicas para quem quiser se arriscar nesta carreira.
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Dessa vez sou eu quem começo despejando a verborragia, fazendo Dodô ouvir minha lenta readmissão à boemia dos botecos que eu havia há quase duas décadas e que esse momento pós-pandemia está me trazendo de volta. Aproveitamos para falar do nosso encontro com Milton Nascimento e o significado deste nome para nossa cultura, além de mergulhar no volátil e genial novo filme de Jordan Peele, Nope.
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Primeiro programa com um convidado, eu e Tomaz Paoliello recebemos o professor Paulo Pereira, colega de Tomaz no Departamento de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, para conversar sobre o assunto de sua especialização: a questão sobre como governos do mundo todo lidam com o tema das drogas. Mas para contextualizar, optamos por voltar no tempo, às raízes do proibicionismo contemporâneo, para entender como ele deu origem à infame guerra às drogas, que tem desdobramentos muito mais complexos do que a simples forma como as pessoas expandem sua consciência e a relação deste direito com a repressão estatal.
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“Eu não lembro bem quando foi a primeira vez que eu ouvi falar do Bendegó, mas em 2018 após o incêndio do Museu Nacional, eu ‘tropecei’ em um artigo de ciência na internet, meio pedagógico, bem simples na verdade, que contava a história do Bendegó desde o momento em que ele foi encontrado no interior da Bahia até a sua transferência ao Museu Nacional, e fiquei fascinado”, lembra o músico e compositor Arthur Decloedt, que está lançando um álbum dedicado ao mais famoso meteorito a cair em nosso território. “Logo depois li outro artigo sobre como a Imperatriz Leopoldina havia assinado a independência do Brasil 5 dias antes do 7 de setembro, no dia 2 de setembro, em seu Palácio Imperial, que veja só, veio a se tornar anos depois o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Foi ai que eu percebi essa coincidência absurda: o incêndio de 2018 do Museu Nacional ocorreu no mesmo dia 2 de setembro que a Imperatriz Leopoldina assinou a Independência do Brasil, exatamente no mesmo local. Imagine todo simbolismo desse fato histórico: uma personagem interessantíssima da nossa história, apelidada de ‘Imperatriz Cientista’, em grande parte esquecida por ser mulher, que assinou a independência do Brasil na mesma data do terrível incêndio, 196 anos depois. A presença insólita dessa gigante pedra extraterrestre no Museu falava por sí e naturalmente se tornou para mim central no que viria a ser esse álbum. Bendegó é um sobrevivente milenar que resistiu e segue resistindo a tudo, persistente em sua existência material e profundamente misterioso em relação a sua história. Quantos anos tem? Quando aterrissou no Brasil? Por quantos anos ainda existirá?” Arthur mostra a peça O Meteorito Bendegó, que será lançada nesta sexta-feira, em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
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Em mais um programa sobre música brasileira, desta vez converso com a Natália Matos sobre seu terceiro álbum, Sempre que Chover Lembra de Mim, que começou a ser produzido por Kassin antes da pandemia e só agora vê a luz do dia. Falo com ela sobre o processo de criação e produção do álbum, sobre como o período pandêmico refletiu-se nesta obra, e das dificuldades que um artista independente tem para emplacar seu próprio trabalho.
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