“Everything. OK! I’ll talk! In third grade, I cheated on my history exam. In fourth grade, I stole my uncle Max’s toupee and I glued it on my face when I was Moses in my Hebrew School play. In fifth grade, I knocked my sister Edie down the stairs and I blamed it on the dog… When my Mom sent me to the summer camp for fat kids and then they served lunch, I got nuts and I pigged out and they kicked me out… But the worst thing I ever done – I mixed a pot of fake puke at home and then I went to this movie theater, hid the puke in my jacket, climbed up to the balcony and then, t-t-then, I made a noise like this: hua-hua-hua-huaaaaaaa – and then I dumped it over the side, all over the people in the audience. And then, this was horrible, all the people started getting sick and throwing up all over each other. I never felt so bad in my entire life.”
Whenever I’m with him something inside,
Starts to burnin’ and I’m filled with desire.
Could it be a devil in me?
Or is this the way love’s supposed to be?
It’s like a heatwave burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.
Whenever he calls my name, so slow, sweet and plain.
My dear, my flame, I feel that burnin’ flame.
Has my blood pressure got a hold on me?
Or is this the way love’s supposed to be?
It’s like a heatwave burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.
Sometimes I stare in space, tears all over my face.
I can’t explain it, don’t understand it.
I ‘ain’t never felt like this before.
Now, that funny feelin’ has me amazed,
I don’t know what to do, my head’s in a haze.
It’s like a heatwave, burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.
Yeah, yeah, yeah, girl.
Don’t pass up this chance, this time it’s a true romance.
Little Joy
Clash @ São Paulo
29 de janeiro de 2009
Little Joy – “Keep Me in Mind”
Os piratas do Caribe não eram de lá. Europeus, os saqueadores que desestabilizaram a economia e a política de seu continente nos século 16 e 17 trabalhavam em alto mar e na costa da África, quase sempre pilhando navios que voltavam das colônias do Novo Mundo cheio de riquezas para suas coroas colonizadoras. O Caribe, com seu excelente clima e inúmeras ilhotas inexistentes nos mapas da época, por outro lado, era um refúgio perfeito para o descanso de piratas de diferentes origens, que reuniam-se nos arquipélagos tropicais para recarregar as baterias antes de voltar à rotina de saques e destruição.
E se vale a velha metáfora da banda de rock como navio pirata – eternizada pelos Rolling Stones, mas que está na essência de qualquer grupo, aquela sensação de caos e tumulto aliada à excitação de chutar tudo para o alto -, o Little Joy é o encontro de alguns piratas num desses entrepostos caribenhos para alguns meses de descanso, longe do trabalho. Piratas de férias, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti deixaram as naus de seus grupos principais para juntarem-se a outras almas perdidas na noite tropical e deixar a festa rolar à luz da lua e da fogueira.
Little Joy – “No One’s Better Sake”
Tá certo que Moretti (brasileiríssimo, sotaque largado incluso) pode ser o capitão da empreitada e que Binki Shapiro traga uma inesperada graça indie para a corja de bucaneros do roque, mas todo o brilho do Little Joy ao vivo vem de Amarante. Longe da responsabilidade de ser um Hermano, Rodrigo está completamente à vontade no papel de guitarrista de um projeto paralelo. E por mais que a banda soe um pouco Strokes aqui ou um tantinho indie demais quando Binki assume o vocal (ela esconde-se entre a timidez de duas bateristas-vocalistas, Maureen Tucker e Georgia Hubley), é sua voz preguiçosa e arrastada e sua guitarra dedilhada quem dão personalidade ao Little Joy – e ele é onipresente, quando menos se espera lá está o timbre de voz meio bêbado ou a indefectível guitarrinha trôpega.
Tranqüila, a banda toca como se estivesse na casa de um dos integrantes e trata o público – composto essencialmente fãs do Los Hermanos e, provavelmente, pelos mesmos fãs que foram no dia anterior – como se fossem um deles. O clima de cumplicidade é constante e a cada intervalo entre as músicas eles trocam gracinhas e carinhos – “amanhã às cinco horas eu estou na sua casa, hein Juliana”, avisava Moretti, que ainda chamou São Paulo de “cidade maravilhosa”.
Little Joy – “This Time Tomorrow”
Além da íntegra do disco de estréia, a banda ainda tocou duas versões de músicas alheias, que, sem querer, acabam mapeando musicalmente sua área de atuação. “Walking Back to Happiness”, um dos hits da mãe de Binki, Helen Shapiro, vem do tempo em que a Inglaterra desconhecia os Beatles e aspirava por um pop comportado, sério e quase europeu continental – da mesma importância que a surf music californiana e dos ritmos latinos (bossa nova inclusa) que flertaram com as paradas de sucesso antes dos Beatles reinventarem a roda. “This Time Tomorrow”, cover de Kinks que Fabrizio arriscou-se no vocal, data de 1970, o ano em que os Beatles partem para a história – e lembrando que essa é uma das três faixas do Kinks que fazem parte da trilha sonora do filme indie Viagem a Darjeeling, vemos uma história contada sem a presença dos Beatles, em que o rock florescesse ao lado de outros gêneros musicais sem necessariamente se impor como protagonista central.
Little Joy – “Walking Back to Happiness”
Eis a praia do Little Joy. Flertam com a surf music e com o folk, com o indie rock e com ritmos latinos – a vaibe é aquela que se espreguiça na rede, sem pressa, escondendo os olhos do sol – como se fossem uma banda de rock, mas só os instrumentos e a formação é propriamente rock. Fora um riff numa introdução aqui ou um solinho maroto acolá, o que se ouve é música pop tocada com guitarras. E, o principal, sem dar-se a menor importância. O desleixo e sossego com que tocam a apresentação contagiam quem se dispõe a entrar na onda da banda. Se ela tem alguma importância? Quem se importa com isso? Curte aí…
Little Joy – “Brand New Start”
Wong Kar-Wai com Whitest Boy Alive.
A última música do show do Little Joy de ontem. Daqui a pouco escrevo mais. Cabem duas perguntas, no entanto:
1) O Little Joy é um dos melhores projetos paralelos de todos os tempos?
2) O jeito brasileiro do Fabrizio Moretti parece mais o Max B.O. ou alguém de uma banda de Pernambuco?
E por que eu vou falar dela hoje?
Eis a entrevista dele no Colbert. Genial.
Hoje faz quarenta anos que os Beatles fizeram seu último show:
Escrevi sobre esse show há dez anos, vê só.
Hoje também é o dia em que a gravação do show secreto que o Paul fez na Amoeba no dia 27 de junho de 2007 em Los Angeles está sendo oficialmente posto à venda.
“I Saw Her Standing There”
“Hey Jude”
“Drive My Car”
Falo mais sobre o terceiro episódio de Lost no domingo – e na semana que vem eu e o Ronaldo comentamos tanto esse Jughead quanto o capítulo anterior.